segunda-feira, 25 de junho de 2018

A subjetividade dos educadores sociais negros


A subjetividade dos educadores sociais negros

 

José Benedito de Barros[*]


Os estudos sobre as relações raciais no Brasil têm se multiplicado nos últimos anos, concomitante à emergência dos movimentos sociais negros e outros movimentos que trabalham o tema da identidade racial e/ou étnica.
Meu intento é estudar as lideranças dos movimentos sociais negros, educadores sociais que têm procurado fazer a diferença. Trata-se de saber como esses educadores constituem a própria subjetividade, enquanto lutam por políticas públicas de igualdade e respeito às diferenças.

Da identidade à subjetividade: um deslocamento

Em minha pesquisa de mestrado (Barros, 2006) procurei mostrar como os gestores escolares negros constroem suas identidades. O pano de fundo daquela pesquisa eram as relações raciais no Brasil com foco na educação escolar. Nessa pesquisa o foco eram aqueles educadores que se deslocaram de sua função de educadores-professores para a função de educadores gestores.
A perspectiva teórica então utilizada foi a multiculturalista, como forma de entender a multiplicidade étnica, compreender as diferenças e fortalecer a identidade negra como forma de resistência ao racismo. Essa resistência era entendida em dois sentidos: negativa e positiva.
No aspecto negativo tratava-se de combater todas as formas de racismo das quais a comunidade negra era vítima. No aspecto positivo tratava-se de lutar por políticas públicas, na forma de ações afirmativas, como as cotas, para estabelecer a igualdade real de oportunidades no campo da economia, da política e da cultura, incluindo-se aí a educação.
A pesquisa foi ancorada teoricamente em um amplo aparato conceitual em torno do verbete igualdade, a saber Nortbert Elias (1994), Munanga (1999), Castells (1999), Hall (2002).
Tratou-se, pois, de analisar a identidade a partir da autoimagem dos próprios sujeitos pesquisados, de suas trajetórias, de suas experiências enquanto negros e enquanto gestores escolares.
Aquele trabalho teve como objetivos inventariar a autoimagem dos pesquisados enquanto negros e enquanto gestores escolares, colhendo dados, a partir de suas falas, a respeito de si mesmos e das instituições ou organizações de que fazem parte, constituição de suas famílias, suas trajetórias geográficas, profissionais e educacionais, suas exclusões e inclusões, suas visões de mundo. A partir desse inventário procurou-se analisar como esses sujeitos construíram suas identidades pessoais e coletivas, ou seja, a identidade-eu e a identidade-nós.
Buscou-se naquele trabalho, principalmente, a compreensão do sentido do conceito de identidade. Segundo Norbert Elias (1994), a identidade de uma pessoa tem duas faces que se inter-relacionam: a identidade-eu e a “identidade-nós”.
A identidade-eu diz respeito à pessoa enquanto singular, focalizando as diferenças, enquanto que a “identidade-nós” caracteriza o indivíduo pertencente a um determinado grupo, primeiramente a família, mas também outros grupos do qual faça parte, focalizando aquilo que é comum.
Quanto ao referencial teórico, foram utilizados, principalmente, os conceitos de identidade, de configuração, de interdependência, de exclusão, de mestiçagem e de sincretismo, de cultura e de gestão.
Segundo Castells (1999, p. 24-27) identidade é aquilo que é “fonte de significado e experiência de um povo”.
Partindo dessa definição este autor apresenta três tipos de identidade: a identidade legitimadora, a identidade de resistência e a identidade de projeto.
Os resultados da pesquisa indicaram que os gestores escolares negros constroem sua identidade individual e coletiva a partir de diversos materiais culturais disponíveis, provenientes de suas trajetórias pessoais, familiares, profissionais e educacionais.
Hoje, olho a pesquisa que fiz com um olhar crítico, pois vislumbro que a perspectiva adotada tinha um endereço certo: o combate à perspectiva colonialista eurocêntrica que figurava como sustentáculo ideológico dominação social e racial no Brasil. Essa perspectiva seria a responsável pela escravização e pelas suas consequenciais, a saber, as várias formas de racismo que o povo negro e segmentos étnicos não hegemônicos sofrem em nosso país. Comecei a pensar se ao fortalecer a identidade negra não estaríamos propensos a inverter o polo dominação e, uma vez que, se nos tornássemos hegemônicos, será que isso significaria o fim das dominações ou abriria a possiblidade de outras dominações?
Essas reflexões me levaram a pensar na diversidade étnica, na pluralidade de perspectivas, nas várias lutas identitárias, como dos negros, das mulheres, dos índios, dos LGBts, dentre outros e me percebi questionando se a perspectiva identitária era a mais adequada para a perspectiva de construção de uma sociedade libertária, igualitária, solidária e respeitadora da multiplicidade. Eu precisava de um outro olhar. Esse olhar foi me proporcionado pelas Filosofias da Diferença, possibilitando um deslocamento teórico da perspectiva diferença em relação à identidade, o mesmo, para a perspectiva da diferença em si mesma.
A respeito das filosofias da diferença, De Britto e Gallo (2016) dizem:
Nietzsche e a sua crítica à metafísica abre caminho para novas interpretações do pensamento. A partir dele, alguns pensadores/filósofos vêm fazendo um trabalho de interpretação na tentativa de esboçar/elaborar aquilo que se chama de “diferença”, que toma como foco argumentativo a crítica à armadura do pensamento dogmático, da representação e do mesmo.
Tendo em vista que minha pesquisa no mestrado foi feita numa perspectiva identitária, da diferença em relação ao mesmo, o objeto de pesquisa que estou elegendo e a perspectiva teórica que estou propenso a adotar, de ora em diante, é uma espécie de acerto de contas com minha trajetória política e teórica. O deslocamento que pretendo realizar, inspirado na perspectiva das filosofias da diferença, sobretudo foucaultiana nos estudos sobre subjetivação, requer o uso de um operador metodológico que Foulcault denominou da anarqueologia.
Pois bem, pretendo utilizar a anarqueologia como operador metodológico para pesquisar os educadores sociais negros, sobretudo, com o intuito de saber como eles construíram a si mesmos durante suas trajetórias pessoais, profissionais, educacionais e de luta política; a relação dessa construção com os regimes de verdade e os saberes e relações de poder a eles inerentes.

A anarqueologia enquanto operador metodológico.

A anarqueologia, combinação em tom de brincadeira entre as palavras, anarquia, e genealogia, mostra uma preocupação de Foucault (2009) em buscar respostas às indagações sobre o sujeito nas relações de saber e de poder. Enquanto na arqueologia, Foucault queria levantar os saberes e na genealogia, seu foco era apontar as relações de poder, na anarqueologia, embora aquelas perspectivas se mantenham presentes, mas ao acento, o foco, o olhar mais atento é nos processos de subjetivação.
Gallo (2017) assim resume a anarqueologia como operador metodológico:

De manera más sistemática (y esquemática), podemos presentar como sigue los principios teóricos y operativos de la anarqueología como operador metodológico:
a. Asunción de la inmanencia: no partir de algo que sea tomado como universal (un concepto, una verdad, una certeza, uma esencia…), sino siempre de las prácticas, para ahí encontrar los indicios que permitan trazar la ruta investigativa.
b. Asunción del poder como operador de la verdad.
c. Asunción que el no-poder, la recusa a un cierto poder está  en el comienzo de toda relación de saber, de cualquier acto de verdad.
d. Asunción que ningún poder es plenamente aceptable y que es eso que constriñe a los sujetos a los actos de verdad.
e. Asunción que hay en cada momento histórico uma multiplicidad de regímenes de verdad y que hay uma equivalencia entre ellos; eso implica la necesidad de estudiar y analizar cada uno de los regímenes de verdad, de manera que pueda comprender su participación en los procesos de constitución de los sujetos.
f. Asunción de la necesidad de acompañar los desplazamientos, seguir los flujos, poner atención en las inestabilidades.
g. Asunción de la necesidad de reconocer y analizar los procesos de subjetivación.

Assim, o que busco, ao utilizar o operador metodológico arqueológico, é isso: partir das práticas (imanência), focar a multiplicidade; considerar os regimes de verdade; acompanhar os deslocamentos, os fluxos e reconhecer e analizar os processos de subjetivação.
Ao utilizar a anarqueologia como operador metodológico em minhas pesquisas pretendo contribuir para lançar novos olhares sobre os movimentos sociais, sobretudo o movimento social negro, território de minhas práticas.




Referências Bibliográficas

Barros, J.B. A identidade dos gestores escolares negros. Rio Claro, SP, Unesp, 2006. (Dissertação de Mestrado). Disponível em:
http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/brc/33004137064P2/2006/barros_jb_me_rcla.pdf
CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. Trad. Klauss Brandini Gerhardt. São Paulo : Paz e Terra, 1999.
DE BRITTO, Maria dos R.; GALLO, Silvio D. Filosofias da diferença e educação. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2016
ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Trad. Vera Ribeiro. Rio de janeiro: Jorge Zahar, Ed. 1994.
FOUCAULT, M. Do governo dos vivos. Trad. Nildo Avelino. São Paulo: Centro de Cultura Social, 2009 (ebook).
GALLO, Sílvio D. De la anarqueología como operador metodológico. In: CORTÉ, Pulido et all (Coord). Formas y expresiones metodológicas en el último Foucault. Tunja: Editorial UPTC, 2017.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomaz Tadeu da Silva e Guaracira Lopes Louro. 7ª ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.



[*] Mestre em Educação pela Unesp, Rio Claro-SP.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Relações raciais, práticas educativas e subjetividade


Jose Benedito de Barros
(Texto em construção)

Compreender as relações raciais, sobretudo como elas ocorrem no Brasil na contemporaneidade, tem sido um desejo que cultivo nos últimos 30 anos, período de minha militância social e política.

Nessa militância, a questão das relações raciais foi priorizada, sobretudo na sua dimensão educacional, seja de forma não sistematizada, em reuniões, palestras, entrevistas, rodas de conversa, atividades culturais, exposições artísticas, dentre outras, seja de forma sistematizada, em espaços do próprio movimento ou em agências especializadas, como escola públicas ou privadas.
Nessa militância diversos saberes foram utilizados: saberes que são fruto da experiência de vida pessoal, dos embates cotidianos da luta; saberes transmitidos pelos mais velhos, como minha avós, meu pai, minha mãe, meus tipos e tias; saberes escolares; saberes adquiridos das leituras de gibis, de romances, de pensadores da filosofia: Karl Marx, Rosa Luxemburgo, Feuerbach, Hegel, um pouco de Nietzsche, Enrique Dussel (Filosofia da Libertação), de Leonardo Boff (Teologia da Libertação), de Paulo Freire (Pedagogia do Oprimido), de Abdias nascimento (Quilombismo), de Malcoln X, Clovis Moura, Munanga, Joel Rufino dos Santos, Steve Biko.
Abdias do Nascimento
Destaco ainda os saberes proporcionados pelo movimento de negritude vindo da África, do pan-africanismo, consciência negra, descolonização; de movimentos do América do Norte como os Black Panters e Black Power.
O resultado foi um tipo de militância que via na identidade a possibilitasse a liberação do negro e de todos os oprimidos: identidade negra, identidade indígena, identidade latino-americana, identidade da mulher e depois identidades LGBTs...

Identidade: quem sou? Quem somos? Quem queremos ser?

Tenho militado e pesquisado as relações raciais pelo viés identitário, com um projeto de fundo que é o fortalecimento das diversas identidades étnicas presentes em nosso território como estratégia de resistência à dominação social e política e de construção de projetos emancipatórios. Essa militância me fez mergulhar no rio da história e da cultura em busca da origem (genealogia), em busca de um fundamento, em busca de outros saberes, em busca de minha identidade.

Família mestiça
Stuart Hall
Pelo lado materno: Bisavô italiano e Bisavó africana. Pelo lado paterno, avô descendente de negros africanos e avó descendente de indígenas e portugueses. Uma pesquisa mais aprofundada revelou antepassados de diversas origens: africanos (África do Norte e África Subsaariana), indígenas, europeus (britânicos, portugueses, espanhóis, italianos, gregos), asiáticos (oriente médio) e Oceânios (aborígenes).
Minha experiência familiar não é só de mestiçagem genética; os saberes, a cultura que recebi também é mestiça.

Em minha dissertação de mestrado, finalizado em 2006, denominado “A identidade dos gestores escolares negros” abordei a questão, procurando compreender como os gestores negros pesquisados construíram e constroem suas identidades. Identidades essas, compreendidas, na sua dimensão individual e coletiva (ELIAS); nas espécies legitimação, resistência e projeto (CASTELLS); identidades mestiças (MUNANGA; SERRA) e identidade cultural (HALL; WOODWARD).
Pois bem, o fortalecimento das identidades, sobretudo das subjugadas, foi e tem sido importante para a conquista de políticas públicas de inclusão e de igualdade. Com o passar dos anos, entretanto, venho percebendo, que as práticas discursivas e ações dos movimentos sociais de que participei e participo, ainda que com menos intensidade nos dias atuais (movimento social negro, movimentos de luta pela terra, de luta por moradia, de melhoria por condições de vida...) e outros que apoio e/ou sou solidário parecem não dar conta da realidade. Esta parece ser bem mais complexa e sua compreensão parece estar escapando de nosso campo de percepção. Suspeito que o fortalecimento das identidades, ressalvadas as conquistas de direitos, que são fato, tenha e esteja legitimando ainda a visão de que há uma referência maior – o uno, a totalidade, contrastando com as identidades, denominadas de “minorias”, vistas como diferenças em relação à totalidade, ao uno, inferiorizadas a ela. Esta suspeita me levou a buscar referenciais que pudessem indicar novas entradas e novas saídas, novos olhares, outras possibilidades de compreensão da realidade. Assim, me aproximei das Filosofias das diferenças.

Diferenças, singularidades e multiplicidade.

Ao estudar o pensamento dos filósofos franceses da diferença, leitores de Nietzche, eu consegui vislumbrar algumas ferramentas para repensar as relações raciais e iniciar uma (auto)crítica das análises da questão racial pelo viés da identidade.


Diferenças
A diferença, no pensamento ocidental, tem sido tratada, como desvio em relação aquilo que é o padrão, da norma. Por isso, a diferença é menos, da ordem do múltiplo; o mais é o uno.
Parmênides: ”ser é não pode não ser; “. Heráclito: “Não podemos entrar duas vezes no mesmo rio”.
Duas formas de pensar a complexidade no pensamento ocidental, a partir do Século V a.C.: Parmênides foca o aspecto estático, imutável; Heráclito, o aspecto dinâmico, o movimento constante.
Duas posturas, duas formas de pensar. Daí o embate: estática ou movimento? Corpo ou alma (mente); Mundo intelectivo ou mundo sensível; doxa (opinião) ou episteme (ciência).
Platão sintetiza: doxa e episteme são duas faces da mesma moeda; são duas dimensões do mundo. Pera aí: mas a doxa está sob a episteme. A doxa está no domínio do sensível, das coisas que fluem, que mudam, que, perecem, do mundo do múltiplo, da imperfeição, do sensível, do corpo. Já a espisteme está no domínio do intelectível, das coisas que são, que não fluem, do imutável, do infinito, da perfeição, da alma intelectível, do uno.
Hierarquia: o uno está acima do múltiplo; a alma, do corpo; o sensível está subordinado ao intelectível. Pois o múltiplo consiste em cópias imperfeitas das ideias, do verdadeiro, da beleza, do bem.
Pouco mais de um milênio depois, Decartes rebatiza o idealismo platônico, concentrando o domínio do intelectível no sujeito pensante: cogito, ergo sum; primado do pensamento sobre a coisa; da ideia sobre o real. Esse dualismo é reestruturado com Hegel.
O idealismo hegeliano enfatiza a dialética platônica e cartesiana. Nele, afirmação tem como contraposição a negação. E aí, Hegel arrisca uma nova síntese: a negação da negação é a nova realidade, num movimento incessante, mas sempre em espiral, elevando-se cada vez mais. Isso se dá no plano do pensamento. Este pensamento dialético cria a realidade, cria a história.
Marx questiona o esquema hegeliano, invertendo-o: a realidade cria pensamento. Essa inversão de polo, colocando a imanência como determinador da transcendência, mantém o dualismo clássico.
Seria possível romper com esse pensamento hierárquico e dualista, do qual somos herdeiros
Pois bem, penso que as filosofias da diferença podem contribuir nessa tarefa.

Filosofias da Diferença

Os filósofos que problematizam as diferenças, notadamente, interpretes do pensamento antimetafísico de Nietezche, podem contribuir nesse sentido. São diversos os filósofos que se incluem nessa categoria. Aqui vamos nos ater aos franceses Foucault, Deleuze e Guatarri. Esses vêem as diferenças em si mesmas, não em comparação à identidade, ao mesmo, mas as diferenças nelas mesmas, na sua imanência, nas suas multiplicidades, horizontalidades, no chão da vida.

Problematizar as relações raciais no Brasil a partir das filosofias da diferença. Problematizar a educação como tema transversão dessas relações.

Às vezes nos perguntamos: como foi possível tantos séculos de colonização e escravização no Brasil? Como foi possível manter indígenas, africanos e a massa pobre sob jugo, sob obediência? 
Como é possível manter a dominação hoje? Como se dão as relações raciais no Brasil? Como essas relações implicam na educação ou seja nos processos de subjetivação? Quais regimes de verdade se fazem presentes nos processos de subjetivação? Quais as tecnologias de si são agenciadas para a resistência às formas de subjetivação?
Em outros termos: Como ocorre o processo de subjetivação na educação olhado na perspectiva das relações raciais? Que saberes são articulados, que relações de poder são constituídas, que subjetividades são forjadas.
Esse tipo de pesquisa educacional é possível a partir do uso de um operador metodológico foucaultiano denominado "anarqueologia".

Anarqueologia



(Continua)

Bibliografia

BARROS, J.B. A identidade dos gestores escolares negros. Rio Claro, SP, Unesp, 2006 (Dissertação de Mestrado). Disponível em:
http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/brc/33004137064P2/2006/barros_jb_me_rcla.pdf
CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. Trad. Klauss Brandini Gerhardt. São Paulo : Paz e Terra, 1999.
ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Trad. Vera Ribeiro. Rio de janeiro: Jorge Zahar, Ed. 1994a.
______________. O processo civilizador (I): uma história dos costumes. Trad. Ruy Jungmann. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994b.
FORTUNA, Maria L. A. Gestão escolar e subjetividade. São Paulo: Xamã; Niterói: Intertexto, 2000.
GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira, SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. O jogo das diferenças: o multiculturalismo e seus contextos. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomaz Tadeu da Silva e Guaracira Lopes Louro. 7ª ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.

NASCIMENTO, Abdias do (2002). O Brasil na mira do pan-africanismo. Salvador: CEAO/ EDUFBA.
__ . (1982[1968]). O negro revoltado, 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. [1ª ed. Rio de Janeiro: GRD].
__ . (1966). Carta aberta a Dacar. Tempo brasileiro, v. 4, n. 9/10, 2. Trim, 1966. [Diário do Congresso Nacional, suplemento, 20 abr., p. 15-17, lida na Câmara dos Deputados pelo então deputado Hamilton Nogueira.] In: Nascimento, Abdias do. O Brasil na mira do pan-africanismo. Salvador: CEAO/ EDUFBA, 2002.
__. O quilombismo. Petrópolis, Editora Vozes, 1980.
SERRA, Carlos. Imputação causal em Moçambique e desafios para a gestão da educação e do ensino. In: FERREIRA, Naura Syria Carapeto, AGUIAR, Márcia Ângela da S. (Org.) Gestão da Educação. São Paulo: Cortez, 2000. p. 78-87.
WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. 3ª ed.Petrópolis, Vozes, 2000.


José Benedito de Barros.
Mestre em Educação, Especialista em Direito Processual Civil, Licenciado em Filosofia e Bacharel em Direito.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Família Campezoni: árvore genealógica




O objetivo do presente texto é registrar as pesquisas que nós (descendentes da família Campezoni) temos feito junto aos nossos familiares e outras fontes.

O Sobrenone Campezoni


As pesquisas que temos feito na rede mundial de computadores (internet) resultou negativa para o sobrenome Campezoni ou suas variantes próximas, como Campezone, Campesoni e Campesone.


O mais próximo que chegamos foi o sobrenome “Camposano”. Encontramos diversas variáveis desse sobrenome, espalhados por vários continentes, inclusive o Brasil, mas nem um “Campezoni”. Seria o sobrenome Campezoni uma variação de Camposano?
O que encontramos foram variações que se aproximam de Campezoni: camposano, campusano, capeusano, campesan; campisani, dentre outros.

(Ver em:
http://www.cognomix.it/mappe-dei-cognomi-italiani/CAMPOSANO
 http://forebears.io/it/surnames/campusano ,  http://forebears.io/it/surnames/campeusanohttp://forebears.io/it/surnames/campesan e http://forebears.io/it/surnames/campisani  ).

Fizemos uma busca de pessoas que possam ter o sobrenome Campezoni na Itália. Encontramos um poeta com sobrenome parecido. Chama-se Benvenuto Campesani (Vicenza, 1250/1255 – 1323). Será que o Antonio Campezoni (bisavô) descende desse poeta de sobrenome Campesani?

Ver em: http://www.treccani.it/enciclopedia/benvenuto-campesani_(Dizionario-Biografico)/


Vasculhamos os registros de entrada de imigrantes no Brasil e até agora não achamos nosso Campezoni. Achamos Campesani e Campesan.

Quanto a topônimos, encontramos na Itália: "Via Campesone", "Via Campezzone" e "Azienda Agricola Campezzone".

Ver em:

https://www.tuttocitta.it/mappa/galbiate/via-campesone

https://www.tuttocitta.it/mappa/sansepolcro/via-campezzone

http://stradevinotoscana.bbsitalia.com/contentlist.php?tipologia=ricettivita&dettaglio=1&lng=it&idcontenuto=50f6d997bbc8d&idcontenutostrada=514c875781f15&k=+area___VALTIBERINA%20-shopping___no



Fontes e Metodologia da pesquisa


Os relatos que seguem são fruto de pesquisas feitas por várias pessoas da família, principalmente por mim (José Benedito (Campezoni) de Barros e pelo meu irmão Pedro Loureiro (Campezoni) de Barros, além dos depoimentos de nossa mãe Maria Aparecida Campezoni, de Domingos Campezoni e de Marcia Campezoni, Erick Campezoni e José Alexandre Campezoni. Nossa mãe Maria Aparecida e Domingos  são netos do primeiro casal, Antonio Campezoni e Zeferina Maria da Conceição. Os demais somos os bisnetos. Márcia e Erick são filhos de Domingos Campezoni; José Alexandre é filho de José Aparecido Campezoni.

Também estamos coletado informações em sites de busca em bancos de dados oficiais sobre imigração no Brasil e em outros países, principalmente Itália.


Queremos fazer uso, inclusive, de testes de ancestralidade (DNA) para descobrir parentes com o sobrenome Campezoni em outros países.

Acrescento a isso que o conhecimento aprofundado de quem somos nos leva também a pesquisar nossas origens indígenas, africanas, além da pesquisa europeia, seja a italiana ou outras, como a britânica, a portuguesa, a espanhola; oriental, como a judia, a árabe, etc.

Temos conhecimento que há outras pessoas da família empenhadas em buscar suas origens italianas, com base no sobrenome "Campezoni". Sabemos, entretanto, que muitos de nossa família não têm este sobrenome no registro. Temos "Oliveira", "Barros", "Silva", "Barbosa", Nilo", "Neves", "Braga", por exemplo, mas há muitos outros.


A origem


As informações que temos até agora nos faz recuar até por volta do ano de 1900, em Itaberá-SP e região (Itapeva...) no período de transição do trabalho escravo para o trabalho livre. Como se sabe, três fenômenos históricos ocorreram nesse período: o fim do trabalho escravo, a proclamação da República, dando fim ao segundo império no Brasil e, por fim, a imigração.


Com o fim do trabalho escravo e a instituição do trabalho livre o governo brasileiro e o setor privado promoveram a imigração, principalmente a partir de 1870. 
Os argumentos para a imigração eram econômicos e ideológicos. 

Argumento econômico: o imigrante seria uma mão-de-obra livre mais lucrativa, pois já estava habituado a isso na Europa. Descartava-se, assim, a inserção dos ex-libertos afrobrasileiros ao novo sistema. Isso ocorreria como exceção, não como regra.

No caso do Estado de São Paulo havia uma demanda de mão-de-obra para as lavouras de café.
Argumento ideológico: branqueamento da população. O governo difundiu a ideia de que haveria uma compatibilidade natural entre europeu, branco e desenvolvimento. Por isso, tratou de facilitar a imigração europeia e tentar impedir a imigração de outros povos, como os africanos e os asiáticos.

Antonio Campezoni e Zeferina Maria da Conceição

Foi nesse contexto que, provavelmente por volta de 1900, Zeferina, de origem africana, filha de Ana Maria Flores, conheceu o imigrante italiano Antonio Campezoni. Eles se uniram e tiveram vários filhos, dando origem a uma grande família brasileira e mestiça afro-italiana com outros acréscimos étnicos posteriores.

Zeferina e Antonio tiveram os seguintes filhos (João Campezoni (1907-1959), Maria Conceição Campezoni (1903-1992), José Aparecido Campezoni, Benedito Campezoni, Antonio Campezoni e Carmelia Campezoni.)

Maria Conceição Campezoni

Maria Conceição Campezoni (solteira), teve os seguintes filhos: Domingos Campezoni, Antonio Campezoni, João Campezoni, José Aparecido Campezoni, Terezinha Campezoni e Isabel Campezoni. 
A última notícia refere o falecimento de Domingos, na data de 14/07/2018, em Vargem Grande Paulista, com quase 73 anos.







João Campezoni e Maria Domingues de Oliveira (mais ou menos 1932)

Descendência de João Campezoni e Maria Domingues de Oliveira.
João Campezoni (Foto em Itaberá, aos 15 anos) se casou com Maria Domingues de Oliveira, provavelmente em Itapeva-SP, por volta de 1932.
Filhos de João e Maria: Aparício Campezoni, Maria Aparecida Campezoni, Francisco de Oliveira Campezoni, Antonio de Oliveira (Teco), José Domingues Campezoni (Nico), Dulcineia Campezoni, Carmem Campezoni, Sebastião Campezoni e Joana Campezoni. Desses, faleceram: Aparício e Sebastião.
O Antonio de Oliveira, o Teco, foi registrado assim, por equívoco. Assim, de todos os irmãos, ele é o único com o sobrenome da mãe, mas sem o sobrenome do pai.

(Em Construção: as informações serão acrescentadas, eliminadas ou corrigidas de acordo com o avanço das pesquisas.)



segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Disoneku Dia Kijimbuete... (Declaração Universal dos Direitos Humanos - Kimbundu e Português)



DISONEKU DIA KIJIMBUETE
NI KUIUKA KU`OTENESE
KILONDEKESU KIA UBINGANU KUA MUTU MU NGONGO
JIHUNDU JA TOKALA KU MUTU
KIO TUMBE NI A KIKOLE KU KIONGE
KIA KISANGELA MU KIXINGANEKU
KIA HUNJI 217 ( III ) IA KI2UA, 10/ 12/ 48
 
(DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948)
 

DIMATEKENU (PREÂMBULO)

O kutetulula kuila, o kuijia o ujitu mu ukunji ni udandu ua atu oso mu ngongo, ni ubinganu ni kosokela, ubangesa o dimatekenu ua kitungu kia ufolo, ua kidi, ni kia uembu mu ngongo.
 
(Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,)


O kutetulula kuila o mutu mu ku kamba o kuijia kiambote o ubinganu ua ka mukua, kua muambata mu ifua ia ufumbe ni ia mu bangesa o kukituka mu kilunji, kiene pe mu kiki kia mu bangesa o kusota ufolo kua atu mu kizuelelu mba kuxikana, kubuluka mu homa ni kutunda mu unjenje mba uadiama, kiena kia beka o kikoe kiki.
 
(Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos do homem resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade, e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade,)

 
O kutetulula uixi, kia tokala bu kale o dikuatenenu dia ubinganu ua mutu mu kifua kia ubinganu, pala o mutu akale ni ufolo ua dikota mu kutatama ni nguzu ioso o kulua o unguanji ni uhadi;
 
(Considerando ser essencial que os direitos do homem sejam protegidos pelo império da lei, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão,)


O kutetulula kuila, kia tokala o dikuatenenu dia kukolesa o kusanzumuna o kudibana mu ukamba ku jimbandu ja ngongo ioso.
 
(Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,)


O kutetulula kuila, o mukanda ua kifuxi kia ngongo, ua dikola dingi oku xikana kua mu kitungu kia kilondesu kia ubinganu ua atu, mu ujitu ua atu ni mukusokela kua mala ni`hatu, a u kole anga atukulula mu kutenesa o kihingumunu kia kisangela ni kutunga kiambote o kikalelu kia múeniu; mu kaxiaxi ka ufolo uonene.
 
(Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos do homem e da mulher, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,)


O kutetulula kuila o Jinguvulu ja Jimbandu ia ibuka ia disokeka mu kubana o nguzu mu kukalakala kumoxi ni kionge kia mabata, ma jixi jioso, mu ujitu ua ngongo ni kuxikinina mu ubinganu ua atu, ni dimatekenu dia ufolo.
 
(Considerando que os Estados Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do homem e a observância desses direitos e liberdades,)

 
Mu kutetulula kuila o mu dixiganeku dimoxi dia ubinganu ni ufolo muene muala o ukunji uonene utena kubana o kisangusangu kia udielelu ua dikangu.
 
 (Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,)


O KIONGE KIA KISANGELA
Adikola mu kilondekesu kia ngongo ioso mu jihundu jiji ja ubinganu ua mutu jikale mu kixinganeku kimoxi mu kubekela ku mabata mba jinguvulu ja ngongo ioso ni a jitambule mukonda dia atu oso akale ni kutetuluka kumoxi muaxaxi ka mabanzelu ma jinzumbi ja, ne abange nguzu mu ulongeselu ua atu, ni unjimu, mokonda dia kubana ujitu ua ubinganu uhu ni kubandesau mu kusokela kumoxi mu utuminu ua mabata ma uvualukilu mba mabata m`akuamukua mu ngongo, ni kuijia ku ixika.
Kia tokala pe kua ejihisa kiambote o kilondekesu kia jinbu ihi ia jihundu ja atu oso, mba Jinguvulu ja jixi ja ditungu mu kisangela kia kionge ni akua mukua ala muaxaxi ka utuminu ua ujitu ua atu ni mabata mogongo ioso ni`atumake o kikoue kia kilondegesa mu ibatu ihi;
 
(A Assembleia Geral das Nações Unidas proclama a presente "Declaração Universal dos Direitos do Homem" como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.)


MOXI (ARTIGO 1)
 
Mutu uoso uoso a mu vuala ni ufolo ni kutena kumoxi mu kijingu ni mu ubinganu. Mu kilembu kia kubanga ni mu ubanzelu, Atena uê kubanga ioso kua akua mu muxima ua tululuka mba upange.

(Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
)


IADI (ARTIGO 2)
 
Mutu uoso uoso utena kuxana ( kubinga) o ki binganu ni ma ufolo mo boke mu mukanda uí, akale mumbundu mba mundele, diala ba muhatu, azuele putu mba kimbundu, akale ngadiama mba mvuama, akale ni nzambi mba kana, akale mukua ixi mba mosonhi atokale ku muiji ua jingiji mba kana, ne mbe akale mu kikexilu kioso kioso.
 
Nembe bobo, kanaku katungu ka ijila ia afundixi mba ku mbandu ja jixi joso mba mu kaxaxi ka ixi ia ku vualela, ikale ixi ihi mba mu ixi ia ofolo nia iatokala mu ituminu ua ixi ia ka makua mba ikale mu jimbanbe ja kusanzumuka kue.

(I) Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
II) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.)



TATU (ARTIGO 3)
 
Mutu uoso uoso kia mutokala o ubinganu ua muêniu, ufolo ni dikuatekesu die.

(Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.)

 

UANA (ARTIGO 4)
 
Kanaku mutu a muindi ku kala mu ubika, mu ikalakalu ia ubika. O ubika uabuile kia, ni ma uenji ma ubika; ki kale kioso kioso, a ki kidika.

(Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos estão proibidos em todas as suas formas.)



TANU (ARTIGO 5)
Kana ku mutu a mu tuike o zungule ia ku mubeta kala kiama mba ku mu talesa hadi, ku mu fundisa mu ibatu ia kambe o kuzediua.

(Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.)



SAMANU (ARTIGO 6)
 
Mutu uoso uoso uala ni ubinganu mu kuijia mu ididi ioso o kioso kia mu tokala o kukala mu ujitu ua kafundu mu ibatu ia afundixi.

Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.)

 

SAMBUADI (ARTIGO 7)
 
Mutu uoso uoso uala ni kutena kumoxi mu ibatu ia afundixi, kanaku katungu, o dikuatekesu diene dimoxi ku ibatu. Ene uoso ala ni ubinganu umoxi ua kudituna o katungu kabuisa mba kabalesa o matendelu ma mukanda iu, mba ku mateka ku kala mutu a katungu ka maka ia.

Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos tem direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.)



DINAKE (ARTIGO 8)
 
Mutu uoso uoso uala ni ubinganu ua ku. Koso ta o kubitulula o maka ma ixi iê kua afundixi a matunda, mu kubatula mu. Kanaku ixi ibuisa o ubinganu uhu uokolese, ni a ukumbulule kia mu kutena kua ibatu ihi.

(Todo o homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.)

 

DIVUA (ARTIGO 9)
 
Kana ku mutu a mukuata se kikuma mba kumuta mu`aleia mba kumutumikisa ku jixi ja makanga ni a mu sueke.

(Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.)


 
DIKUINHI (ARTIGO 10)
 
Mutu uoso uoso uala ni ubinganu kala atu oso mu kusota o maka me mba kikuma kie a kifundise mu kionge mba bu kanga, mba bu kididi kia ufolo ni ujitu se ku katungu ka buisa o ubinganu uê. Ke ku kale atu a mu idikiza o kulunga kue mba kuila mu kikuma kia mu tela . Mutu ua tokala ku mufundisa ku`afundisi ala ni kuijia kua kubatula ikuma mu kidi kioso.

Todo o homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.)

 

DIKUINHI NI KIMOXI (ARTIGO 11)
  1. Mutu uoso uoso kia mutela milonga ku maka abange, uala ni ubinganu ua kuditata kuila ka ejie o milonga ia bange, te kia sange o kikuma kia kidi ni mu kidi, ni a kibangela o ku kaiela bu dikanga dibeka o kuxikana kuoso kua mu tokala mu dikuatekesu dia. kituxi kie :
  2. Mutu katena ku mu helesa mu ikuma iabange bu kindala se ka imono kukala ni kituxi mu ibatu ia ubinganu ua ixi mba ia ngongo. Kiene kimoxi, o mutu ki kia mutokala kumu bana kitumbu kionene mu kitangana kia te okikuma kiejia kiofele mba ua kambe kutondala.

(I) Todo o homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa.
II) Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.)



DIKUINHI NI KIADI (ARTIGO 12)
 
Kana ku mutu a mutalesa hadi mu kikuma ka ki bangé mu muenhu uê, mu axaxi ka atu atungu mu inzo iê, mu` axaxi ka inzo ié, ni mikanda ie, ni kumuxidisa o dijina die.
Mu kiki, se ki mubita, mutu uoso uala, ni ubíganu ua ku mu kuatekesa mu ituminu ia ijila.

(Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques a sua honra e reputação. Todo o homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.)

 

DIKUINHI NI KITATU (ARTIGO 13)
  1. Mutu uoso uoso kia mu tokala kuenda ni ufolo se kumutela ibulukutu,. Ni kusota kuoso kuoso ku `andala kutunga mu kaxaxi ka ixi iê.
  2. Mutu uoso ua tokala mba uala ni, unbinganu ua kuxisa o ixi iê ni asole kusanga o ixi iandala kukala. Uala uê ni ubingana ua kuvutuka ku ixi iê kua mu vualela.


I) Todo homem tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
II) Todo o homem tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.)


DIKUINHI NI KIUANA (ARTIGO 14)
  1. Mutu uoso uoso se amuzukutisa kua jinguma, uala uê ni ukunji mu kusota ixi iê ni kia mutokala ku suamena ku jixi jengi
  2. O ubinganu uhu ke uambe kana, nembe ua bange kikuma mba ua te kituxi kibangesa o ku ninhonga o jimbanbe mu dimatekenu mba dizubilu dia jihundu ja kionge kia ngongo ioso.

I) Todo o homem, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
II) Este direito não pode ser invocado em casos de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.)


DIKUINHI NI KITANU (ARTIGO 15)


  1. Mutu uoso uoso uala ni ubinganu ua kukala ni kinjimbuete kia uvalelu .
  2. Kana ku mutu a mukidika mu kingó o kijimbuete kia uvalelu mba se ua mesena kusola ixi iengi, kia mu tokala uê kukibanga.

(I) Todo homem tem direito a uma nacionalidade.
II) Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.)



DIKUINHI NI KISAMANU (ARTIGO 16)
  1. Se u bixila mu kitala kia kosokana , o diala mba muhatu kia mutokala kosokana (ukaza) ni avalesa mba kuvuala se kua akidika mokonda dia katungu ka kikonda kie, ixi iê. Se andala kudisenga, kiene kimosi uê. Mu kitangana kia ukaza ene oso ala ni ubinganu umoxi.
  2. O ukaza uê kana ku ubanga mu ku kuzola kua jindandu. Kia fuamena o musokani ni kilumba a kihijia ni andele o ukaza uê mu kixikanu ni ufolo ua ene kiadi .
  3. O jindandu uê, ala ni ubinganu ua dikota ni atumini a ixi, mokonda ene o idiandu ia diangel `aku, ene pe o dimatekenu dia kisangela ka atu . Mu kieniokio, ene ala kuila afikikidi a ukaza ni udandu.

I) Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, tem o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
II) O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.
III) A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.)



DIKUINHI NI KISAMBUADI (ARTIGO 17)
  1. Mutu uoso uoso ua tokala mu ubeka uê mba mukisangela, a kala ni kimbamba kiê.
  2. Kanaku mutu utena ku musumbula kiu se kituxi. O kia mutokala, kia mutokala muene.
I) Todo o homem tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
II) Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.)



DIKUINHI NI DINAKE (ARTIGO 18)
Mutu uoso uoso uala ni ubinganu ua ufolo mu kixinganeku kia muene mu diê, mu ku sambela o jimzambi jandala, o ubinganu uhu ubana mu kudituna mba kubilula o kuxikana kuê mu jinzambi ja andala, Kiene kimoxi uê mu kuijihisa akua o ubezelu uê, akale muene ngo mba ni` akua, bu kanga, ni atu avulu mba bu kididi kia muene ngo. Mu ulongeselu, mu ubangelu, mu ku beza mba mu utuminu ua ibatu ia unzambi uê mba ngeleja.
 

(Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.)



DIKUINHI NI DIVUA (ARTIGO 19)
 
Mutu uoso uoso, kioso. Kia kale, uala ni ubinganu ua ufolo mu ku ta hundu iê, kuzuela kioso kiandala. Kanaku ku mu kidika mba kumutela kibulukutu mu jihundu jé, mu kusota kuê mba mu ku kuata mba kusanha o maka mê. Kana ku jimbambe, mu izuelelu mba mabanzelu ma londekesa mutu mu ufolo ua kuzuela kuê.

(Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.)



MAKUINHI AIADI (ARTIGO 20)
  1. Mutu uoso uoso uala ni ubinganu ua ku diongeka ni kisangela kio tululuke.
  2. Kana ku mutu a mujijidila ku kala mu kionge kioso kioso.

(I) Todo o homem tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.
II) Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.)



MAKUINHI AIADI NI KIMOXI (ARTIGO 21)
  1. Mutu uoso uoso uala ni ubinganu mu ku kuata mbandu ia ikoka ia mauenji ma atu a ixi iê. Ki kale muene muene mba ku londekesa atu engi a sole ni ufolo, ni akale ku polo.
  2. Mutu uoso uoso uala ni kutena kua kubanda mba kubixila mu kutumina, se katungu mu kuendesa o kikalakalu kia atu a ixi iê.
  3. O kuandala kua ixi kuene o dikunji dia utuminu ua kutena kua ixi, kia tokala a izuelela mu kitangana kia kudisola mu kidi kioso ni ujitu. O kusola kua atumini a ixi ku kale uê mu itangana ia sokelela ni ibatu ia ngongo ioso, mu kutena, ni kikangu kia usueki mba uendelu ua maka udifuanganesa ni ufolo ua kubulula o kikangu kia kosola.

I) Todo o homem tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
II) Todo o homem tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
III) A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.)



MAKUINHI AIADI NI KIADI (ARTIGO 22)
 
Mutu uoso uoso se ua tokala mu kifuxi kia atu, ua tokala a mu kuatekesa ku kibuka kia akuatekisi a kionge. Ua fuamena mu kaxiaxi ka ujitu ku binga uê; ni amu zediuisa o ubinganu ua jimbongo, isangela , ifua ia mu tokala, se a mu bana o dikuatekesu dia nguzu ia akua, ixi iê ni kudibana kua jixi jengi kumoxi ni ibuka ni ma umvuama ma.
 

Todo o homem, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento de sua personalidade.)



MAKUINHI AIADI NI KITATU (ARTIGO 23)
  1. Mutu uoso uoso kia mutokala o kikalakalu, o kusola o kikalakalu kiandala, o kusota o kiandala ku mufuta mu kikalakalu kia bange, ni ku mu kuatekesa o ku kala mu kikalakalu mu kitangana kioso
  2. Uoso uoso uala ni ubinganu se katungu ka kamukua. Ni akale ni kifutu kia tenena mu kikalakalu kia bange.
  3. Uoso u kalakala a mu bana o ubinganu ua kuambata o dilau die, nganhu ia tokala kumubangesa o kusanguluka ni kisangusangu mu kaxiaxi ka undandu uê, mu kutenena kua atu oso ala nê, mu kikexilu kia mutu mu ngongo si akitena uê kukibangela mu ikoka ioso ia iuka ku dikuatekesu mu kisangela kia ixi.
  4. Mutu uoso uoso uala ni ubinganu ua kubanga kibuka kitena kumukuatekesa, ukale muene ngó mba nia`kua, mba kudidiumba mu kibuka kio bange kia, ni ki kale o ifikidilu di tena kumu bangela mu ikalakalu ia bange ni ia mesena kubanga.

(I) Todo o homem tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
II) Todo o homem, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
III) Todo o homem que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como a sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
IV) Todo o homem tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.)



MAKUINHI AIADI NI KIUANA (ARTIGO 24)
 
Mutu uoso uoso uala ni ubinganu ua ku nioha mu ikalakalu ioso. Uala uê ni kibatu kia tokala kubanga ni kuzubidisa. Kiamutokala dingi o kukemba o izua ia kunhoha ni a mufute naiu uê.

Todo o homem tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.)


MAKUINHI AIADI NI KITANU (ARTIGO 25)
  1. Mutu uoso uoso uala ni ubinganu ua kukala ni ditala diê dia tenena mu mueniu, ne atena kukuatekesa o jindandu je, mu kudisansa mba mu ekexilu ua uaba, mu ma kudia , kukata a mu saka, mu imbamba ioso, mu kikalakalu kia kisangela kia ixi, uala uê ni ubinganu ua dikuatekesu se ua kambe kikalakalu, nembe ua kate, se ua biti ni kizangu, se ua fundu diala mba muhatu, se ua kuka, mba mu maka makamukua ma mu bangesa ku bixila mu ungadiama.
  2. O uvualukilu ni undenge uala uê ni ubinganu ua dikuatekesu ni ku ukuatela henda. Mona uoso uoso a mu vuala mu ukaza mba bu kanga dia ukaza, ene uoso ala ni dikuatekesu dia kisangela kia ixi, kana ku katungu.

(I) Todo o homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda de meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.
II) A maternidade e a infância tem direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.)




MAKUINHI AIADI NI KISAMANU (ARTIGO 26)
  1. Mutu uoso uoso uala ni ubinganu ua kudilonga, o kudilonga ku kale kua kingoho, se ku futa, te kinu mutu abixile bu ditala dia kuijia kua dibandulukilu. O kubijila bu ditala dia dibandulukilu, aditumu mu kubixila diu ni lujiji, o kudilonga kua matenda mba ma ufunu, ku kale mu`atu oso. O ku bixila bu ditala dia kuijia kohonene, ku kale kua atu oso mu kusokela kutena ku` ambata mu kikalakalu kia mutokala.
  2. O kudilonga kuendi kuila kutala o kusansumuka kua ujitu ua mutu, ni kufikidila o ubinganu ua mutu, ni ufolo ua dimatekenu didi, ni atena ua kubanza kiambote o ku kuatela henda, o kala ni ukamba mu jixi jioso mu ngongo, mu ibuka ioso, kioso kikale o kikonda kiê mba nzambi iê, kia beta kuaba uê mu uendeselu ua ikalakalu ia kionge kia jixi mu ku bana o nguzu ia kusosuela o kutululuka kua mundu.
  3. O hivuadi a tenena uê ku sota mu ubinganu uoso mu ulongelu ua tuana tue kioso ni buoso buandala.

(I) Todo o homem tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnica profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
II) A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
III) Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.)



MAKUINHI AIADI NI KIASAMBUADI (ARTIGO 27)
  1. Mutu uoso uoso uala ni ubinganu ua tokala ni bandu mu muenhu ua ima ia muiji, ia diembu diê, se kumifikidila . Ua tokala uê kukala ni ufunu muaxaxi ka ixi iê ni kubanga o ikalakalu itena kuendesa o ixi ie ni ku bana o kubanduluka kua mbote kua tundu mu ikalakalu ia bange .
  2. Mutu uoso uala uê ni ubinganu ua dikuatekesu mu imbamba ia mesena, ni imbamba ia kuatenena mu kubanga naiú, ni kilunji kiê, ni kutanga mba mu ikalakalu ia uhete uê.

(I) Todo o homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de fruir de seus benefícios.
II) Todo o homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.)


 

MAKUINHI IAIDI NI DINAKE (ARTIGO 28)
 
Mutu uoso uoso uala ni ubinganu ua kuxinganeka kuila o dibanzelu didi dia kisangela, dia kusokelela kua ngongo ioso; dikale ni kitumu kimoxi kitena kubangesa o kunangenena o ubinganu uhu, ni ku bana o ufolo ua maka moso ma jihundu ja jixi jo okole mu mukanda iú.
 

Todo o homem tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.)




MAKUINHI AIADI NI DIVUA (ARTIGO 29)
  1. Mutu uoso uoso ua tokala kubanga ni ujitu imbamba ia fuama ku uabesa o muiji uê. Se ulembua ku banga kiu, katené ku kala ni ufolo ua kubixila mu kudilonga kua matunda mba ki mufudisa ku kala ni ditala dionene mu kuijia kuê .
  2. Mu kikalakalu kia ubinganu uoso, ni mu kutana kua ufolo iú, kala ku mutu u kambe o kukumbidila o ijila ihi. Kia tokala atu uoso a kale mu jimbambe ja kutumaka o ibatu ioso ihi iala kutubana o kuijia kua dikota, ni ku tulonga o kukuata o ujitu ua ubinganu ni ufolo ua akuetu, ni ku bana o kisangusangu mu kuzediua kuoso kua bindamena akuetu mu ujitu ua kubang`ombote ni kuxisa o kiahiba, ni kubana dizui dia kituminu kua atu uoso, ni ku kala kuambote mu kisangela kia atu oso abulule.
  3. Kanaku kima, maka, mba imbamba itenesu ku tobesa mba kukatula ma ubinganu mo bange ni ufolo ua kijimbueti kiki. Mene moso a mabange mu dimatekenu dia kionge kia jixi joso mu ngongo . Kanu ku mutu a ditune mu mba ku lua jipata.

(I) Todo o homem tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
II) No exercício de seus direitos e liberdades, todo o homem estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
III) Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas.)




MAKUINHI ATATU (ARTIGO 30)
 
Kanaku utundilu ua kamukua uambote, ukexilu mba kidifua kibangesa o kikoue kiki a kitetulele mu ku kuandala kua nguvuhu ioso ioso, kibuka mba mutu umoxi. Kanaku uê mutu uala ni kutena kua kubanga kioso kioso ni muxima ua kukatula mbote ia kaiula ka ubinganu ni ufolo uala mu kikoeê kiki.
 
(Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer direitos e liberdades aqui estabelecidos.)


Fontes:
http://www.dhnet.org.br/direitos/deconu/textos/integra.htm