1º TROFÉU ABOLIÇÃO DE LIMEIRA-SP– 27/05/2011
O Instituto Educacional Ginga (IEG), entidade da sociedade civil de fins educacionais, culturais e de assistência social e o Movimento Ginga de Limeira, anunciam que estarão entregando o Troféu Abolição para organizações parceiras na luta contra o racismo e pela promoção da igualdade étnica e racial no município de Limeira.
Na edição 2011 serão contempladas 14 (quatorze: 13+1) organizações parceiras. Além dessas organizações haverá entrega também de um troféu para uma personalidade que é referência na cultura nacional e local e para uma personalidade do mundo da política.
A entrega do Troféu será realizada em evento solene no dia 27 de maio de 2011, às 19:30 horas na Câmara Municipal de Limeira, para um representante de cada organização.
Na ocasião da entrega, cada representante da organização contemplada, poderá fazer uso da palavra para divulgar seus trabalhos
Entendemos que a entrega do Troféu Abolição às organizações que lutam pela abolição das condições que dificultam a qualidade de vida de nosso povo é uma oportunidade para levarmos ao conhecimento de todos as boas iniciativas em nosso município e região. Trata-se assim, de uma vitrine de projetos, o que poderá resultar em possíveis intercâmbios e parcerias, sempre em favor daqueles que mais precisam.
Para a realização do evento de entrega do Troféu Abolição contamos com apoio da Prefeitura Municipal de Limeira através da Secretaria Municipal de Cultura e do Departamento de Cultura Afrodescendente e Integração Étnica – DECADIE, aos quais agradecemos.
Lista das organizações e pessoa que receberão o Troféu Abolição, edição 2011.
Organizações contempladas:
1) Assentamento Vinte de Novembro, de Cordeirópolis
2) Associação dos Moradores do Jardim Aeroporto
3) Associação dos Moradores do Jardim Morro Azul - ALMOJAMA
4) Associação dos Moradores do Jardim Nossa Senhora das Dores Primeira Etapa.
5) Associação dos Moradores do Parque Residencial Abílio Pedro
6) Coral Afro Thulany
7) Instituto de Assessoria a Projetos e Pesquisas em Educação e Etnia Odoya
8) Ordem dos Advogados do Brasil – OAB/SP - Limeira
9) Pastorais afro da Diocese de Limeira
10) Sindicato dos Bancários de Limeira
11) Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira e Região
12) Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Limeira e Região
13) Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo - APEOESP de Limeira
14) Sindicato dos Professores - SINPRO - Subsede Limeira e Araras.
Personalidade do mundo da cultura
Dr. José Francisco – Tio Bernabé
Personalidade do mundo da política
Deputado Estadual Antonio Mentor
Contamos com a colaboração de todos para o sucesso do evento de entrega do Troféu Abolição.
O evento é aberto a toda a população.
Atenciosamente,
Instituto Educacional Ginga - IEG
Email: ieglimeira@gmail.com
Blog: http://www.ieglimeira.blogspot.com
Movimento Ginga de Limeira
Email: gingalimeira@gmail.com
Blog: http://www.gingalimeira.blogspot.com
José Benedito de Barros
Email: jbenebarros@yahoo.com.br
Blog: http://www.profjosebenedito.blogspot.com
José Galdino de Souza Clemente
Email: galdino13@hotmail.com
Cel: 19 9250-2338
Mestre em Educação, Pós-graduado lato sensu em Direito, Licenciado em Filosofia, Bacharel em Direito.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Você é favor da equiparação de direitos entre casais homoafetivos e casais heteroafetivos?
SIM.
Esta pergunta foi dirigida a mim via facebook. Na verdade perguntaram se eu concordo com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema.
Acho que devo responder logo para não deixar dúvidas a respeito de meu pensamento sobre o tema. Sou favorável à equiparação de direitos entre casais homoafetivos e casais heteroafetivos ou outro tipo de casal, caso exista. Logo, concordo com a decisão recente do Supremo Tribunal Federal.
A pergunta soou estranha para mim. Seria o mesmo que perguntar: todos são iguais perante a lei? Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações? Negros, Brancos, índios e outras etnias têm os mesmos direitos? Aqueles que pertencem ao grupo da diversidade sexual são menos ou mais cidadãos do que os demais? Todos têm direitos às mesmas oportunidades?
A resposta é óbvia: se todos são cidadãos, ou seja, são brasileiros com direitos e obrigações por força de nossa Constituição e de nossas Leis, a resposta é SIM.
José Benedito de Barros
Esta pergunta foi dirigida a mim via facebook. Na verdade perguntaram se eu concordo com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal a respeito do tema.
Acho que devo responder logo para não deixar dúvidas a respeito de meu pensamento sobre o tema. Sou favorável à equiparação de direitos entre casais homoafetivos e casais heteroafetivos ou outro tipo de casal, caso exista. Logo, concordo com a decisão recente do Supremo Tribunal Federal.
A pergunta soou estranha para mim. Seria o mesmo que perguntar: todos são iguais perante a lei? Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações? Negros, Brancos, índios e outras etnias têm os mesmos direitos? Aqueles que pertencem ao grupo da diversidade sexual são menos ou mais cidadãos do que os demais? Todos têm direitos às mesmas oportunidades?
A resposta é óbvia: se todos são cidadãos, ou seja, são brasileiros com direitos e obrigações por força de nossa Constituição e de nossas Leis, a resposta é SIM.
José Benedito de Barros
quarta-feira, 4 de maio de 2011
PT de Limeira: da resistência ao projeto - José Benedito de Barros
PT de Limeira: da resistência ao projeto
Qual é a identidade do Partido dos Trabalhadores de Limeira?
Trata-se de um partido de resistência. O PT resiste contra a corrupção na administração pública, contra o conservadorismo e contra o que alguns dirigentes partidários chamam genericamente de capitalismo.
Por ser partido de resistência, o PT de Limeira concentra suas ações em duas frentes principais: câmara de vereadores e os movimentos social e sindical. Com isso tem conseguido relativo sucesso nos trinta anos de sua existência. Por isso é compreensível que a população veja o PT como um partido de oposição e não de situação. Há muitos eleitores que até votam em vereadores do PT, mas para Prefeito preferem candidaturas de outros partidos, pois o PT nunca apresentou um projeto sério de gestão da cidade.
Mas será que resistir e se opor é suficiente?
Entendo que não. O PT deve avançar e construir uma identidade de projeto, ou seja, construir uma visão comum sobre os problemas da cidade e traçar estratégias de conquista do governo local, a partir de diretrizes, programas e metas de gestão participativa que congreguem partidos, organizações e pessoas. O critério fundamental de aglutinação deve ser o interesse em construir um projeto de e para a cidade e não o interesse particular de cada pessoa ou grupo político.
Para viabilizar a construção de um PT com identidade de projeto, entendo ser necessário a realização de reuniões, cursos, seminários e outros meios de construção de conhecimentos, abrangendo problemas da cidade e temas de gestão pública.
Está na hora do PT local mudar, se quiser ser relevante para a maioria da população. Caso contrário continuará a ser o partido combativo que sempre foi, mas recebendo o reconhecimento de menos de 10% do eleitorado. Será que é isso o que a maioria dos petistas querem? Espero que não.
José Benedito de Barros
Email: jbenebarros@yahoo.com.br
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Projeto e objetivos estratégicos para o Movimento Negro de Limeira
Ontem, 07/04/2011, ocorreu uma importante reunião do Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro de Limeira – o COMICIN. Compareceram 22 pessoas. O evento ocorreu na sede do Departamento de Cultura Afrodescendente e Integração Étnica – DECADIE.
Foi uma reunião aberta à participação de pessoas ligadas às organizações negras e não negras e cidadãos independentes. Na reunião foram tratados principalmente dois temas: democratização do COMICIN e eleições para os novos conselheiros.
Democratizar, no caso do COMICIN, significa abri-lo de tal forma que a sociedade civil participe da escolha dos conselheiros. Mas não é só isso. Espera-se também uma participação efetiva na formulação e proposição de políticas públicas de interesse da população negra, além do monitoramento e a avaliação constante de tais políticas.
Quanto às eleições foram apresentadas três sugestões: uma que defende que cada pretendente ao cargo de conselheiro apresente seu currículo para ser avaliado por uma comissão designada pelo COMICIN; outra que defende a realização de uma reunião plenária do movimento negro e de todos os interessados para escolha dos conselheiros; uma terceira proposta, mais avançada em termos de participação, defende a eleição direta.
O debate, que foi rico, deve continuar para aprofundamento. Mas uma coisa negativa foi possível perceber: a falta de objetivos comuns estratégicos para o Movimento Negro. Isso faz com que se perca tempo com discussões infrutíferas, disputas sem sentido e discursos vazios. Isso também reforça a idéia de que quando não se sabe para onde ir, qualquer caminho serve. Ou então, que o importante é caminhar, mesmo que não se saiba para onde. Acho isso um absurdo.Por isso entendo ser urgente organizar seminários para discutir a conjuntura com vistas à formulação de objetivos estratégicos e de longo prazo, sendo crucial responder: 1) qual é o projeto da comunidade negra? 2) Quais são os objetivos a serem alcançados no prazo final de cinco anos 3) quais são as estratégias mais consistentes para a realização desse projeto e os objetivos; 4) que competências são necessárias para implementar as estratégias, alcançar os objetivos e realizar o projeto? 5) Com quais indivíduos e organizações podemos contar para realizar o projeto?
Bem, está lançada a proposta.
José Benedito de Barros
Conselheiro do Conselho Municipal dos Interesses
do Cidadão Negro de Limeira - COMICIN
jbenebarros@yahoo.com.br
Foi uma reunião aberta à participação de pessoas ligadas às organizações negras e não negras e cidadãos independentes. Na reunião foram tratados principalmente dois temas: democratização do COMICIN e eleições para os novos conselheiros.
Democratizar, no caso do COMICIN, significa abri-lo de tal forma que a sociedade civil participe da escolha dos conselheiros. Mas não é só isso. Espera-se também uma participação efetiva na formulação e proposição de políticas públicas de interesse da população negra, além do monitoramento e a avaliação constante de tais políticas.
Quanto às eleições foram apresentadas três sugestões: uma que defende que cada pretendente ao cargo de conselheiro apresente seu currículo para ser avaliado por uma comissão designada pelo COMICIN; outra que defende a realização de uma reunião plenária do movimento negro e de todos os interessados para escolha dos conselheiros; uma terceira proposta, mais avançada em termos de participação, defende a eleição direta.
O debate, que foi rico, deve continuar para aprofundamento. Mas uma coisa negativa foi possível perceber: a falta de objetivos comuns estratégicos para o Movimento Negro. Isso faz com que se perca tempo com discussões infrutíferas, disputas sem sentido e discursos vazios. Isso também reforça a idéia de que quando não se sabe para onde ir, qualquer caminho serve. Ou então, que o importante é caminhar, mesmo que não se saiba para onde. Acho isso um absurdo.Por isso entendo ser urgente organizar seminários para discutir a conjuntura com vistas à formulação de objetivos estratégicos e de longo prazo, sendo crucial responder: 1) qual é o projeto da comunidade negra? 2) Quais são os objetivos a serem alcançados no prazo final de cinco anos 3) quais são as estratégias mais consistentes para a realização desse projeto e os objetivos; 4) que competências são necessárias para implementar as estratégias, alcançar os objetivos e realizar o projeto? 5) Com quais indivíduos e organizações podemos contar para realizar o projeto?
Bem, está lançada a proposta.
José Benedito de Barros
Conselheiro do Conselho Municipal dos Interesses
do Cidadão Negro de Limeira - COMICIN
jbenebarros@yahoo.com.br
domingo, 27 de março de 2011
Venda de móveis escolares e para escritório
O Instituto Educacional Ginga está passando por uma reestruturação para melhor prestar seus serviços à população. Em decorrência disso, a partir de terça-feira, dia 29/03 estará alienando parte de seu patrimônio, a preço abaixo do custo.
Os interessados devem comparecer de terça a sexta das 13 às 17 horas à Rua Dr. Humberto Armbruster, 403, Bairro Boa Vista, Limeira ou entrar em contato por email (jbenebarros@yahoo.com.br) ou celular (19 8804-7129).
QUANT DESCRIÇÃO PREÇO POR UNIDADE
07 Cadeira Secretária Ski - estofado 30,00
03 Cadeira Secretária Palito- estofado 25,00
01 Cadeira Longarina c/ 2 lugares – cor vermelha 60,00
01 Cadeira Longarina c/ 3 lugares – cor vermelha 90,00
48 Cadeira universitária estofada vermelha – para destro 40,00
10 Cadeira universitária estofada vermelha – para esquerdo 40,00
04 Cadeira palito cinza 20,00
01 Armário de Cozinha 80,00
01 Bebedouro 80,00
05 Estante de aço 80,00
03 Cadeira Secretária Grande 80,00
01 Cadeira Secretária pequena 60,00
01 Mesa de cozinha granito 100,00
02 Mesa de escritório com gavetas 90,00
02 Mesa de escritório sem gavetas 60,00
01 Mesa desmontada grande 90,00
01 Mesa redonda 50,00
03 Computador 250,00
01 Impressora 80,00
01 Circulador de Ar Arno 80,00
01 Armário 80,00
01 Arquivo de aço para escritório 150,00
03 Lousa 30,00
05 Quadro Mural 20,00
01 Armário de Madeira (Zé Benedito) 50,00
01 Ventilador pequeno 20,00
01 TV stereo TOSHIBA 600,00
01 Tocador de DVD Karaokê 100,00
01 Rack – Estante 150,00
01 Panela de pressão 20,00
01 Leiteira 10,00
01 Liquidificador 30,00
04 Jarra de vidro 10,00
01 Porta filtro para coar café - grande 02,00
06 Prato 05,00
03 Garrafa térmica 15,00
02 Galão Térmico 20,00
01 Bandeja Aço inox grande 25,00
01 Bandeja Aço inox média 20,00
01 Bandeja Aço inox pequena 15,00
03 Bandeja de plástico 05,00
10 Guardanapo de pano 01,00
02 Toalha de renda 05,00
01 Toca cd toshiba 60,00
LOCAL: RUA DR. HUMBERTO ARMBRUSTER, 403, LIMEIRA – SP
DIAS E HORÁRIO: TERÇA A SEXTA, DAS 13 ÀS 17 HORAS.
FONE PARA CONTATO: 19 8804-7129
Email: jbenebarros@yahoo.com.br
Os interessados devem comparecer de terça a sexta das 13 às 17 horas à Rua Dr. Humberto Armbruster, 403, Bairro Boa Vista, Limeira ou entrar em contato por email (jbenebarros@yahoo.com.br) ou celular (19 8804-7129).
QUANT DESCRIÇÃO PREÇO POR UNIDADE
07 Cadeira Secretária Ski - estofado 30,00
03 Cadeira Secretária Palito- estofado 25,00
01 Cadeira Longarina c/ 2 lugares – cor vermelha 60,00
01 Cadeira Longarina c/ 3 lugares – cor vermelha 90,00
48 Cadeira universitária estofada vermelha – para destro 40,00
10 Cadeira universitária estofada vermelha – para esquerdo 40,00
04 Cadeira palito cinza 20,00
01 Armário de Cozinha 80,00
01 Bebedouro 80,00
05 Estante de aço 80,00
03 Cadeira Secretária Grande 80,00
01 Cadeira Secretária pequena 60,00
01 Mesa de cozinha granito 100,00
02 Mesa de escritório com gavetas 90,00
02 Mesa de escritório sem gavetas 60,00
01 Mesa desmontada grande 90,00
01 Mesa redonda 50,00
03 Computador 250,00
01 Impressora 80,00
01 Circulador de Ar Arno 80,00
01 Armário 80,00
01 Arquivo de aço para escritório 150,00
03 Lousa 30,00
05 Quadro Mural 20,00
01 Armário de Madeira (Zé Benedito) 50,00
01 Ventilador pequeno 20,00
01 TV stereo TOSHIBA 600,00
01 Tocador de DVD Karaokê 100,00
01 Rack – Estante 150,00
01 Panela de pressão 20,00
01 Leiteira 10,00
01 Liquidificador 30,00
04 Jarra de vidro 10,00
01 Porta filtro para coar café - grande 02,00
06 Prato 05,00
03 Garrafa térmica 15,00
02 Galão Térmico 20,00
01 Bandeja Aço inox grande 25,00
01 Bandeja Aço inox média 20,00
01 Bandeja Aço inox pequena 15,00
03 Bandeja de plástico 05,00
10 Guardanapo de pano 01,00
02 Toalha de renda 05,00
01 Toca cd toshiba 60,00
LOCAL: RUA DR. HUMBERTO ARMBRUSTER, 403, LIMEIRA – SP
DIAS E HORÁRIO: TERÇA A SEXTA, DAS 13 ÀS 17 HORAS.
FONE PARA CONTATO: 19 8804-7129
Email: jbenebarros@yahoo.com.br
sábado, 12 de março de 2011
O conceito de identidade – José Benedito de Barros
BARROS, J. B. Da identidade. In: A identidade dos gestores escolares negros. Rio Claro/SP: UNESP, 2006 (Dissertação de Mestrado, p. 11-19).
Segundo Houaiss e Villar (2001, p. 1565), a palavra identidade, provém do latim ident, que significa “semelhante”, “o mesmo”. Um dos conceitos de identidade apresentado por esses autores é aquele que a vê como o “conjunto de características e circunstâncias que distinguem uma pessoa ou uma coisa e graças às quais é possível individualizá-la”.
Essa definição enfatiza as diferenças individuais, aquilo que distingue uma pessoa da outra. Essa visão não é única. Outras definições apareceram na história das idéias sobre identidade no Brasil.
A discussão sobre a identidade brasileira vem sendo travada pela elite intelectual desde o século XIX.
O quadro teórico que norteou essa discussão foi o pensamento ilustrado europeu, matriz do pensamento racista, eurocentrista e da ideologia do branqueamento que ainda persiste em nosso meio.
Segundo Castells (1999, p. 24-27) identidade é aquilo que é “fonte de significado e experiência de um povo”. Partindo dessa definição este autor apresenta três tipos de identidade: a identidade legitimadora, a identidade de resistência e a identidade de projeto.
A identidade legitimadora tem como centro elaborador e difusor as instituições dominantes de uma dada sociedade. Trata-se de um meio para garantir a expansão e a racionalização de sua dominação em relação aos demais segmentos na sociedade.
A identidade de resistência é de oposição. Seu centro elaborador e difusor são os segmentos dominados e marginalizados que constroem verdadeiras trincheiras para conter o projeto dos atores dominantes da sociedade.
Finalmente há a identidade de projeto que é elaborado por atores ou segmentos sociais que querem alterar a posição que ocupam na sociedade e lutam para transformar suas estruturas. Constroem uma nova identidade servindo-se dos materiais culturais a seu alcance.
Estes materiais podem ser extraídos da história, da geografia, da biologia, de instituições produtivas e reprodutivas, da memória coletiva, das fantasiais pessoais, dos aparatos de poder e até mesmo de revelações de cunho religioso.
O pensador africano Munanga (1999, p. 14, 27, 43, 52-53, 62, 70 e 108), discute o problema da identidade nacional e da identidade negra, a partir de uma discussão sobre a mestiçagem. Na seqüência serão apresentados os principais pontos de seu pensamento.
Quando se fala de identidade está se pensando numa busca de autodefinição, de auto-identificação. Isso pode ser traduzido por indagações tais como: “quem somos nós?”, “de onde viemos” e “aonde vamos?”.
Nos Estados Unidos da América a criação de uma identidade negra foi facilitada por fatores externos à própria comunidade. Ao criar o conceito de hipodescendência, segundo o qual basta uma gota de sangue negro para que a pessoa seja negra, a elite branca dos Estados Unidos contribuiu para que os negros, independentemente de suas variações de cor, lutassem juntos para vencer o preconceito, a segregação e a discriminação.
No caso do Brasil, a elite, ajudada pelos seus intelectuais, criou uma ideologia de branqueamento. Essa ideologia propunha políticas que proporcionassem o desaparecimento dos elementos não brancos da população brasileira e que se construísse um povo tipicamente brasileiro, de predominância biológica e cultural branca. Como estratégias para esse branqueamento foram incentivadas a mestiçagem e a introdução massiva de brancos europeus.
Assim, no Brasil, segundo essa visão, negro, é aquele que tem pele bem escura, preta. Branco é aquele que está no pólo oposto, pele branca. Entre um e outro está o mestiço, com suas mais variadas gradações de cor.
Junto com as diferenças de cor estão as diferenças de reconhecimento social: o branco é considerado pela elite intelectual brasileira um ser superior ao negro. O mestiço é colocado está entre os dois pólos. Quanto mais se aproximar do negro, segundo aquela visão, mais inferior é. Mas quanto mais se aproximar do branco mais é considerado superior.
A ideologia do branqueamento e a mestiçagem apontam, segundo o Munanga, para a construção de uma sociedade unirracial e unicultural, contrapondo-se à construção de uma sociedade plurirracial, pluriétnica e pluricultural.
A construção de uma identidade negra passaria, portanto, por uma crítica à ideologia do branqueamento e à proposta de uma sociedade unirracial e unicultural; pela defesa de uma proposta que aponte para a construção de uma sociedade plurirracial, pluri-étnica e pluricultural; pela construção da solidariedade entre os afro-descendentes independentemente das variações de tom de pele; e pela valorização da cultura e dos valores africanos.
Outro autor a trabalhar a questão é Sodré (1999, p. 33-37) que define identidade a partir de dois enfoques, representados por dois conceitos diferenciados: a identidade enquanto idem, e a identidade enquanto ipse. Será apresentada abaixo uma síntese desses conceitos.
O termo identidade, derivado do latim “idem”, é uma resposta à questão: o que permite a um indivíduo ou grupo social agir como ator social? Ou ainda, que condições regem e classificam a ação desse indivíduo ou grupo permitindo-lhe agir como ator social? A palavra idem, resultante do latim escolástico identitas, é uma latinização do termo grego to auto, que significa “o mesmo”. Ele dá a idéia de que a identidade consiste na permanência de algo que, apesar de toda pressão externa, continua sempre o mesmo no tempo e no espaço.
Falar de identidade, a partir dessa concepção, é reconhecer que indivíduos e os grupos aos quais pertencem têm um quadro contínuo de referências formado a partir da história individual e coletiva e das relações intra-individuais.
A identidade enquanto idem remete sempre para a relação entre dois referentes que, em essência são o mesmo.
Essa relacionalidade não ocorre com o conceito de identidade enquanto ipse, que também significa “o mesmo”. Diferencia-se do primeiro conceito, pois diz respeito à singularidade, portanto sem referência a outro a não ser a si mesmo.
Outro pensador que trabalha o tema da identidade é Woodward (2000, p. 12). O tratamento da temática por esse pensador se dá a partir de um conflito histórico de identidades na antiga Iuguslávia: ali, de um lado, havia uma identidade sérvia, e de outro, uma identidade croata.
Para trabalhar a questão, Woodward propõe definir identidade a partir de duas perspectivas: uma essencialista e outra não-essencialista.
A identidade a partir de uma perspectiva essencialista sugere a existência cristalina e autêntica de características que não se alteram ao longo do tempo e que são compartilhadas pelo grupo.
A identidade não-essencialista considera tanto as características comuns partilhadas quanto as diferenças, tanto intra quanto inter-grupais atualmente e ao longo da história.
Hall (2002, 10-13), apresenta três concepções de identidade: a concepção do sujeito do iluminismo, do sujeito sociológico e do sujeito pós-moderno.
O iluminismo é um movimento espiritual e filosófico do século XVIII que tem
como característica fundante uma confiança ilimitada na razão humana. Suas características mais marcantes são: veneração pela ciência, empirismo, racionalismo, antitradicionalismo e otimismo utópico (Mondin, 1981, p. 204).
O sujeito iluminista nasce com um núcleo interior intacto, caracterizado pela racionalidade, unificação, centralização, consciência. Esse núcleo se desenvolve com o sujeito ao longo de sua existência. Mas essencialmente o sujeito continua o mesmo.
O surgimento da noção de sujeito sociológico se confunde com o próprio surgimento da sociologia enquanto ciência, visto que o contexto é comum, ou seja, a crescente complexidade do mundo moderno. Segundo essa noção de sujeito sociológico a identidade é formada a partir da interação entre duas instâncias: indivíduo, por um lado, e sociedade, por outro, ou em outras palavras, entre o “eu” e a “sociedade”, interior e exterior num diálogo contínuo.
O sujeito pós-moderno é aquele que não tem uma identidade fixa, mas é formada e transformada continuamente, dependendo dos sistemas culturais circundantes. O mesmo indivíduo pode ter identidades diferentes a cada momento, dependendo das circunstâncias. O sujeito pode assumir identidades contraditórias, pois carece de um eu coerente e unificador.
Goffman (1988, p. 11-12 e 67) procura desenvolver o conceito de identidade social e pessoal, associado ao termo grego estigma.
Na Grécia antiga o estigma era uma marca feita no corpo de uma pessoa para evidenciar alguma coisa extraordinária ou má sobre seu status moral. Esse sinal (estigma) identificava a pessoa, tirando-a do anonimato e mostrava sua identidade, ou seja, a forma como a sociedade a via.
Na era cristã, o termo estigma passou por uma alteração de sentido, passando a designar tanto o sinal da graça divina quanto sinais corporais de distúrbio físico.
Atualmente, sustenta o mesmo autor, o termo é utilizado na sua acepção original, porém mais amplamente usado para designar as desgraças do ser humano.
O conceito de identidade como estigma pode ser desdobrado em duas: identidade social e individual.
A identidade social de uma pessoa são seus atributos e sua categoria. Os meios para categorizar as pessoas e os atributos de cada categoria são estabelecidos pela sociedade. Essa identidade, por sua vez, também pode ser reclassificada como identidade social virtual e identidade social real.
A identidade social virtual é aquela que é fruto da categorização e de atribuição de características do indivíduo pela sociedade.
A identidade social real, por sua vez, é aquela que é estabelecida a partir da categoria e dos atributos que o indivíduo prova possuir.
Além da identidade social tem-se a identidade pessoal, que é resultante de marcas positivas e combinação de itens da história de vida incorporados ao indivíduo.
Elias (1994a, p 13-14; 22-23; 58-59; 63-66; 110-111; e 152), trata da questão da identidade dentro de uma reflexão mais ampla que é a relação ente indivíduo e sociedade. Abaixo segue um resumo de suas principais reflexões.
Elias concebe a sociedade como um “rede de funções que as pessoas exercem umas em relação a outras”. Essas funções são interdependentes e a relação entre as pessoas individualmente consideradas seguem leis autônomas.
O que Elias diz sobre a sociedade vale também para as instituições, organizações e grupos da sociedade. Exemplificando, podem ser citados a família, o clã, a tribo, a religião e a escola.
Em qualquer grupo de pessoas no qual o indivíduo participe estará integrado na rede de funções própria desse grupo. O nível de interdependência entre os indivíduos participantes e, ao mesmo tempo, os níveis de individualização variam de grupo para grupo e dependem do grau de complexidade do mesmo. Assim, numa tribo a rede de funções tende a ser mais simples do que numa sociedade urbana e industrial. A dependência do indivíduo em relação à tribo no tocante à sua sobrevivência material e social tende a ser bem maior do que numa sociedade mais complexa e desenvolvida.
Nos pequenos grupos humanos em épocas remotas ou nos dias atuais, mas que vivam em condições semelhantes àqueles, pelo fato de necessitarem de poucas funções para garantir sua conservação grupal e individual, a divisão de tarefas era ou é desnecessária ou então muito simples. As funções se resumiam ou se resumem à garantia da alimentação e à segurança.
A alimentação dos pequenos grupos em épocas primitivas era garantida pela coleta nas matas, pela caça ou pela pesca, por pequenas criações de gado e agricultura rudimentar. A segurança, pela busca de abrigos naturais (cavernas) e pela defesa coletiva contra predadores ou contra grupos rivais. Dessa forma era possível que os indivíduos membros detivessem todos os conhecimentos necessários para o desempenho das funções necessárias àquela sociedade.
Mas todo grupo, toda sociedade passa por mudanças. As populações aumentam, novos desafios e novas necessidades surgem, as sociedades tornam-se mais complexas. Cada indivíduo já não consegue deter conhecimento para o exercício de todas as funções de que a sociedade precisa. Surge então a divisão técnica das funções para satisfazer necessidades que não foram planejadas, mas foram fruto do desenvolvimento dos indivíduos ligados entre si em rede de interdependência.
O exercício das múltiplas funções numa sociedade desenvolvida exige preparação especializada que é oferecida em instituições especialmente criadas para esse fim. São as escolas, às quais, os indivíduos recorrem para se prepararem para o exercício das funções disponíveis na sociedade.
Quando a quantidade de funções disponíveis são inferiores à quantidade de indivíduos que se propõem a exercê-las tem-se uma situação de concorrência ou de competição. Essa concorrência ou competição, segundo Elias, não é algo planejado, mas resultado de leis autônomas que regulam socialmente as relações entre os indivíduos, ou efeitos não premeditados dessas relações.
Uma dada situação de concorrência traz consigo uma tensão entre indivíduos e grupos funcionais. As soluções podem ser as mais variadas: o uso da violência, o uso da inteligência, o esforço pessoal e o poder social. Elas dependem da forma como os indivíduos de um determinado tempo e espaço estão estruturados socialmente, ou seja, estão ligados através da rede de interdependência.
No tocante ao conceito de identidade, Elias, coerente com sua visão de sociedade, o desdobra em dois aspectos: a “identidade-eu” e a “identidade nós”. Essa distinção tem como pressuposto que toda pessoa faz parte de um determinado grupo, de um coletivo. Não existe um “eu” separado de um “nós”, o indivíduo de um lado e do outro a sociedade. A sociedade é formada por indivíduos unidos por laços de interdependência. Na grande cadeia que liga todas as pessoas, cada indivíduo é um elo.
O indivíduo é singular, pois toma decisões e age, procurando atender necessidades, desejos e sonhos pessoais. Mas essas decisões e ações se dão em contexto mais amplo, coletivo, comunitário, grupal, social. É essa instância coletiva da qual o indivíduo é parte que lhe fornecerá o contexto, o pretexto e os limites de sua decisão e sua ação.
Assim, a resposta à questão “quem sou”, é a “identidade-eu”, enquanto que a resposta à questão “quem somos nós?” ou “a que sociedade pertenço?”, é a “identidade-nós”.
Exemplificando, o nome de uma pessoa revela sua “identidade-eu”, enquanto que o sobrenome (nome de família) revela sua “identidade-nós”.
A família, entretanto não esgota todas as possibilidades de “identidade-nós”, uma vez que ela pode integrar-se a uma dada sociedade local, que por sua vez pode integrar-se a uma sociedade nacional e até internacional. Alguém pode dizer que se chama João da Silva. Isso já informa os dois aspectos de sua identidade. Mas se este alguém disser que é João da Silva, brasileiro, latino-americano e habitante do planeta terra, a compreensão de sua identidade se amplia.
Últimas palavras
A partir do que expusemos acima podemos reconhecer pelo menos três certezas: primeira, que a identidade diz respeito ao que a pessoa é; segunda, que a identidade é individual e coletiva; terceira, que a identidade é construída no espaço e no tempo, a partir do contexto espaço-temporal e das experiências individuais e coletivas das pessoas.
Bibliografia
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GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira, SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. O jogo das diferenças: o multiculturalismo e seus contextos. Belo Horizonte: Autêntica, 1998. GUIMARÃES, Valter Soares. Formação de professores: saberes, identidade e profissão. Campinas, SP, Papirus, 2004.
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SODRÉ, Munis. Claros e escuros: identidade, povo e mídia no Brasil. 2ªed. Petrópolis, RJ, 1999.
WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. 3ª ed.Petrópolis, Vozes, 2000.
Para ler a dissertação de mestrado completa, acesse o link abaixo.
http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/brc/33004137064P2/2006/barros_jb_me_rcla.pdf
José Benedito de Barros.
Mestre em Educação, Especialista em Direito Processual Civil, Licenciado em Filosofia e Bacharel em Direito.
Email: jbenebarros@yahoo.com.br
Segundo Houaiss e Villar (2001, p. 1565), a palavra identidade, provém do latim ident, que significa “semelhante”, “o mesmo”. Um dos conceitos de identidade apresentado por esses autores é aquele que a vê como o “conjunto de características e circunstâncias que distinguem uma pessoa ou uma coisa e graças às quais é possível individualizá-la”.
Essa definição enfatiza as diferenças individuais, aquilo que distingue uma pessoa da outra. Essa visão não é única. Outras definições apareceram na história das idéias sobre identidade no Brasil.
A discussão sobre a identidade brasileira vem sendo travada pela elite intelectual desde o século XIX.
O quadro teórico que norteou essa discussão foi o pensamento ilustrado europeu, matriz do pensamento racista, eurocentrista e da ideologia do branqueamento que ainda persiste em nosso meio.
Segundo Castells (1999, p. 24-27) identidade é aquilo que é “fonte de significado e experiência de um povo”. Partindo dessa definição este autor apresenta três tipos de identidade: a identidade legitimadora, a identidade de resistência e a identidade de projeto.
A identidade legitimadora tem como centro elaborador e difusor as instituições dominantes de uma dada sociedade. Trata-se de um meio para garantir a expansão e a racionalização de sua dominação em relação aos demais segmentos na sociedade.
A identidade de resistência é de oposição. Seu centro elaborador e difusor são os segmentos dominados e marginalizados que constroem verdadeiras trincheiras para conter o projeto dos atores dominantes da sociedade.
Finalmente há a identidade de projeto que é elaborado por atores ou segmentos sociais que querem alterar a posição que ocupam na sociedade e lutam para transformar suas estruturas. Constroem uma nova identidade servindo-se dos materiais culturais a seu alcance.
Estes materiais podem ser extraídos da história, da geografia, da biologia, de instituições produtivas e reprodutivas, da memória coletiva, das fantasiais pessoais, dos aparatos de poder e até mesmo de revelações de cunho religioso.
O pensador africano Munanga (1999, p. 14, 27, 43, 52-53, 62, 70 e 108), discute o problema da identidade nacional e da identidade negra, a partir de uma discussão sobre a mestiçagem. Na seqüência serão apresentados os principais pontos de seu pensamento.
Quando se fala de identidade está se pensando numa busca de autodefinição, de auto-identificação. Isso pode ser traduzido por indagações tais como: “quem somos nós?”, “de onde viemos” e “aonde vamos?”.
Nos Estados Unidos da América a criação de uma identidade negra foi facilitada por fatores externos à própria comunidade. Ao criar o conceito de hipodescendência, segundo o qual basta uma gota de sangue negro para que a pessoa seja negra, a elite branca dos Estados Unidos contribuiu para que os negros, independentemente de suas variações de cor, lutassem juntos para vencer o preconceito, a segregação e a discriminação.
No caso do Brasil, a elite, ajudada pelos seus intelectuais, criou uma ideologia de branqueamento. Essa ideologia propunha políticas que proporcionassem o desaparecimento dos elementos não brancos da população brasileira e que se construísse um povo tipicamente brasileiro, de predominância biológica e cultural branca. Como estratégias para esse branqueamento foram incentivadas a mestiçagem e a introdução massiva de brancos europeus.
Assim, no Brasil, segundo essa visão, negro, é aquele que tem pele bem escura, preta. Branco é aquele que está no pólo oposto, pele branca. Entre um e outro está o mestiço, com suas mais variadas gradações de cor.
Junto com as diferenças de cor estão as diferenças de reconhecimento social: o branco é considerado pela elite intelectual brasileira um ser superior ao negro. O mestiço é colocado está entre os dois pólos. Quanto mais se aproximar do negro, segundo aquela visão, mais inferior é. Mas quanto mais se aproximar do branco mais é considerado superior.
A ideologia do branqueamento e a mestiçagem apontam, segundo o Munanga, para a construção de uma sociedade unirracial e unicultural, contrapondo-se à construção de uma sociedade plurirracial, pluriétnica e pluricultural.
A construção de uma identidade negra passaria, portanto, por uma crítica à ideologia do branqueamento e à proposta de uma sociedade unirracial e unicultural; pela defesa de uma proposta que aponte para a construção de uma sociedade plurirracial, pluri-étnica e pluricultural; pela construção da solidariedade entre os afro-descendentes independentemente das variações de tom de pele; e pela valorização da cultura e dos valores africanos.
Outro autor a trabalhar a questão é Sodré (1999, p. 33-37) que define identidade a partir de dois enfoques, representados por dois conceitos diferenciados: a identidade enquanto idem, e a identidade enquanto ipse. Será apresentada abaixo uma síntese desses conceitos.
O termo identidade, derivado do latim “idem”, é uma resposta à questão: o que permite a um indivíduo ou grupo social agir como ator social? Ou ainda, que condições regem e classificam a ação desse indivíduo ou grupo permitindo-lhe agir como ator social? A palavra idem, resultante do latim escolástico identitas, é uma latinização do termo grego to auto, que significa “o mesmo”. Ele dá a idéia de que a identidade consiste na permanência de algo que, apesar de toda pressão externa, continua sempre o mesmo no tempo e no espaço.
Falar de identidade, a partir dessa concepção, é reconhecer que indivíduos e os grupos aos quais pertencem têm um quadro contínuo de referências formado a partir da história individual e coletiva e das relações intra-individuais.
A identidade enquanto idem remete sempre para a relação entre dois referentes que, em essência são o mesmo.
Essa relacionalidade não ocorre com o conceito de identidade enquanto ipse, que também significa “o mesmo”. Diferencia-se do primeiro conceito, pois diz respeito à singularidade, portanto sem referência a outro a não ser a si mesmo.
Outro pensador que trabalha o tema da identidade é Woodward (2000, p. 12). O tratamento da temática por esse pensador se dá a partir de um conflito histórico de identidades na antiga Iuguslávia: ali, de um lado, havia uma identidade sérvia, e de outro, uma identidade croata.
Para trabalhar a questão, Woodward propõe definir identidade a partir de duas perspectivas: uma essencialista e outra não-essencialista.
A identidade a partir de uma perspectiva essencialista sugere a existência cristalina e autêntica de características que não se alteram ao longo do tempo e que são compartilhadas pelo grupo.
A identidade não-essencialista considera tanto as características comuns partilhadas quanto as diferenças, tanto intra quanto inter-grupais atualmente e ao longo da história.
Hall (2002, 10-13), apresenta três concepções de identidade: a concepção do sujeito do iluminismo, do sujeito sociológico e do sujeito pós-moderno.
O iluminismo é um movimento espiritual e filosófico do século XVIII que tem
como característica fundante uma confiança ilimitada na razão humana. Suas características mais marcantes são: veneração pela ciência, empirismo, racionalismo, antitradicionalismo e otimismo utópico (Mondin, 1981, p. 204).
O sujeito iluminista nasce com um núcleo interior intacto, caracterizado pela racionalidade, unificação, centralização, consciência. Esse núcleo se desenvolve com o sujeito ao longo de sua existência. Mas essencialmente o sujeito continua o mesmo.
O surgimento da noção de sujeito sociológico se confunde com o próprio surgimento da sociologia enquanto ciência, visto que o contexto é comum, ou seja, a crescente complexidade do mundo moderno. Segundo essa noção de sujeito sociológico a identidade é formada a partir da interação entre duas instâncias: indivíduo, por um lado, e sociedade, por outro, ou em outras palavras, entre o “eu” e a “sociedade”, interior e exterior num diálogo contínuo.
O sujeito pós-moderno é aquele que não tem uma identidade fixa, mas é formada e transformada continuamente, dependendo dos sistemas culturais circundantes. O mesmo indivíduo pode ter identidades diferentes a cada momento, dependendo das circunstâncias. O sujeito pode assumir identidades contraditórias, pois carece de um eu coerente e unificador.
Goffman (1988, p. 11-12 e 67) procura desenvolver o conceito de identidade social e pessoal, associado ao termo grego estigma.
Na Grécia antiga o estigma era uma marca feita no corpo de uma pessoa para evidenciar alguma coisa extraordinária ou má sobre seu status moral. Esse sinal (estigma) identificava a pessoa, tirando-a do anonimato e mostrava sua identidade, ou seja, a forma como a sociedade a via.
Na era cristã, o termo estigma passou por uma alteração de sentido, passando a designar tanto o sinal da graça divina quanto sinais corporais de distúrbio físico.
Atualmente, sustenta o mesmo autor, o termo é utilizado na sua acepção original, porém mais amplamente usado para designar as desgraças do ser humano.
O conceito de identidade como estigma pode ser desdobrado em duas: identidade social e individual.
A identidade social de uma pessoa são seus atributos e sua categoria. Os meios para categorizar as pessoas e os atributos de cada categoria são estabelecidos pela sociedade. Essa identidade, por sua vez, também pode ser reclassificada como identidade social virtual e identidade social real.
A identidade social virtual é aquela que é fruto da categorização e de atribuição de características do indivíduo pela sociedade.
A identidade social real, por sua vez, é aquela que é estabelecida a partir da categoria e dos atributos que o indivíduo prova possuir.
Além da identidade social tem-se a identidade pessoal, que é resultante de marcas positivas e combinação de itens da história de vida incorporados ao indivíduo.
Elias (1994a, p 13-14; 22-23; 58-59; 63-66; 110-111; e 152), trata da questão da identidade dentro de uma reflexão mais ampla que é a relação ente indivíduo e sociedade. Abaixo segue um resumo de suas principais reflexões.
Elias concebe a sociedade como um “rede de funções que as pessoas exercem umas em relação a outras”. Essas funções são interdependentes e a relação entre as pessoas individualmente consideradas seguem leis autônomas.
O que Elias diz sobre a sociedade vale também para as instituições, organizações e grupos da sociedade. Exemplificando, podem ser citados a família, o clã, a tribo, a religião e a escola.
Em qualquer grupo de pessoas no qual o indivíduo participe estará integrado na rede de funções própria desse grupo. O nível de interdependência entre os indivíduos participantes e, ao mesmo tempo, os níveis de individualização variam de grupo para grupo e dependem do grau de complexidade do mesmo. Assim, numa tribo a rede de funções tende a ser mais simples do que numa sociedade urbana e industrial. A dependência do indivíduo em relação à tribo no tocante à sua sobrevivência material e social tende a ser bem maior do que numa sociedade mais complexa e desenvolvida.
Nos pequenos grupos humanos em épocas remotas ou nos dias atuais, mas que vivam em condições semelhantes àqueles, pelo fato de necessitarem de poucas funções para garantir sua conservação grupal e individual, a divisão de tarefas era ou é desnecessária ou então muito simples. As funções se resumiam ou se resumem à garantia da alimentação e à segurança.
A alimentação dos pequenos grupos em épocas primitivas era garantida pela coleta nas matas, pela caça ou pela pesca, por pequenas criações de gado e agricultura rudimentar. A segurança, pela busca de abrigos naturais (cavernas) e pela defesa coletiva contra predadores ou contra grupos rivais. Dessa forma era possível que os indivíduos membros detivessem todos os conhecimentos necessários para o desempenho das funções necessárias àquela sociedade.
Mas todo grupo, toda sociedade passa por mudanças. As populações aumentam, novos desafios e novas necessidades surgem, as sociedades tornam-se mais complexas. Cada indivíduo já não consegue deter conhecimento para o exercício de todas as funções de que a sociedade precisa. Surge então a divisão técnica das funções para satisfazer necessidades que não foram planejadas, mas foram fruto do desenvolvimento dos indivíduos ligados entre si em rede de interdependência.
O exercício das múltiplas funções numa sociedade desenvolvida exige preparação especializada que é oferecida em instituições especialmente criadas para esse fim. São as escolas, às quais, os indivíduos recorrem para se prepararem para o exercício das funções disponíveis na sociedade.
Quando a quantidade de funções disponíveis são inferiores à quantidade de indivíduos que se propõem a exercê-las tem-se uma situação de concorrência ou de competição. Essa concorrência ou competição, segundo Elias, não é algo planejado, mas resultado de leis autônomas que regulam socialmente as relações entre os indivíduos, ou efeitos não premeditados dessas relações.
Uma dada situação de concorrência traz consigo uma tensão entre indivíduos e grupos funcionais. As soluções podem ser as mais variadas: o uso da violência, o uso da inteligência, o esforço pessoal e o poder social. Elas dependem da forma como os indivíduos de um determinado tempo e espaço estão estruturados socialmente, ou seja, estão ligados através da rede de interdependência.
No tocante ao conceito de identidade, Elias, coerente com sua visão de sociedade, o desdobra em dois aspectos: a “identidade-eu” e a “identidade nós”. Essa distinção tem como pressuposto que toda pessoa faz parte de um determinado grupo, de um coletivo. Não existe um “eu” separado de um “nós”, o indivíduo de um lado e do outro a sociedade. A sociedade é formada por indivíduos unidos por laços de interdependência. Na grande cadeia que liga todas as pessoas, cada indivíduo é um elo.
O indivíduo é singular, pois toma decisões e age, procurando atender necessidades, desejos e sonhos pessoais. Mas essas decisões e ações se dão em contexto mais amplo, coletivo, comunitário, grupal, social. É essa instância coletiva da qual o indivíduo é parte que lhe fornecerá o contexto, o pretexto e os limites de sua decisão e sua ação.
Assim, a resposta à questão “quem sou”, é a “identidade-eu”, enquanto que a resposta à questão “quem somos nós?” ou “a que sociedade pertenço?”, é a “identidade-nós”.
Exemplificando, o nome de uma pessoa revela sua “identidade-eu”, enquanto que o sobrenome (nome de família) revela sua “identidade-nós”.
A família, entretanto não esgota todas as possibilidades de “identidade-nós”, uma vez que ela pode integrar-se a uma dada sociedade local, que por sua vez pode integrar-se a uma sociedade nacional e até internacional. Alguém pode dizer que se chama João da Silva. Isso já informa os dois aspectos de sua identidade. Mas se este alguém disser que é João da Silva, brasileiro, latino-americano e habitante do planeta terra, a compreensão de sua identidade se amplia.
Últimas palavras
A partir do que expusemos acima podemos reconhecer pelo menos três certezas: primeira, que a identidade diz respeito ao que a pessoa é; segunda, que a identidade é individual e coletiva; terceira, que a identidade é construída no espaço e no tempo, a partir do contexto espaço-temporal e das experiências individuais e coletivas das pessoas.
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GOFFMAN, Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. 4ª ed., Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1988.
GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira, SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e. O jogo das diferenças: o multiculturalismo e seus contextos. Belo Horizonte: Autêntica, 1998. GUIMARÃES, Valter Soares. Formação de professores: saberes, identidade e profissão. Campinas, SP, Papirus, 2004.
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SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Construção da nação e escravidão no pensamento de José Bonifácio: 1783-1823. Campinas, SP: Editora da Unicamp / Centro de Memória – Unicamp,1999.
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WOODWARD, Kathryn. Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. 3ª ed.Petrópolis, Vozes, 2000.
Para ler a dissertação de mestrado completa, acesse o link abaixo.
http://www.athena.biblioteca.unesp.br/exlibris/bd/brc/33004137064P2/2006/barros_jb_me_rcla.pdf
José Benedito de Barros.
Mestre em Educação, Especialista em Direito Processual Civil, Licenciado em Filosofia e Bacharel em Direito.
Email: jbenebarros@yahoo.com.br
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Administração Estratégica e Planejamento Estratégico: conceitos
Segue abaixo uma síntese de alguns conceitos fundamentais de gestão: administração, estratégia, administração estratégica e planejamento estratégico.
Lembramos a todos que tais conceitos podem ser aplicados tanto na vida pessoal quanto coletiva.
(José Benedito de Barros, IEG/Limeira/SP)
1) Administração
Trata-se da tomada de decisões sobre recursos (materiais, imateriais, tecnológicos, financeiros e o trabalho com pessoas para atingir objetivos individuais (pessoais) ou coletivos (grupo, corporação, organização).
2) Estratégia
2.1) um plano ou curso de ação pretendido para o futuro: estratégia pretendida (olhar para frente).
2.2) um padrão consistente de comportamento ao longo do tempo: estratégia realizada (olhar para trás).
2.3) uma posição no ambiente (produtos e mercados).
2.4) uma perspectiva ou uma maneira fundamental de fazer as coisas.
2.5) um pretexto ou truque para enganar concorrentes.
3) Administração Estratégica
3.1 Administração estratégica é o processo contínuo e interativo que visa manter uma organização como um conjunto integrado a seu ambiente. (Revista FAE)
3.2. A Administração Estratégica consiste em decisões e ações administrativas que auxiliam e asseguram que a organização formule e mantenha adaptações benéficas com o seu meio ambiente (Peter Wright).
3.3. A Administração Estratégica é o ramo que estrutura a organização para o futuro. É um conjunto de orientações, decisões e ações estratégicas que determinam um plano de alto nível para o desempenho superior de uma empresa no longo prazo, a saber: utilização de novas funcionalidades, aquisição e desenvolvimento de novas competências, desenvolvimento do capital humano, migração para novas tecnologias, reconfiguração dos canais com os clientes, abordagem à oportunidade, etc. (Wagner Herrera)
4. Planejamento estratégico
É um modelo de decisão, unificado e integrador, que:
· Determina e revela o propósito organizacional em termos de Valores, Missão, Objetivos, Estratégias, Metas e Ações, com foco em Priorizar a Alocação de Recursos;
· Delimita os domínios de atuação da Instituição;
· Descreve as condições internas de resposta ao ambiente externo e a forma de modificá-las, com vistas ao fortalecimento da Instituição;
· Engaja todos os níveis da Instituição para a consecução dos fins maiores.
4.1. Valores: São idéias fundamentais em torno das quais a organização foi construída
4.2. Missão: O que a organização é? A Missão é uma declaração sobre o que a organização é, sobre sua razão de ser. Serve de critério geral para orientar a tomada de decisões, para definir objetivos e auxiliar na escolha das decisões estratégicas.
4.3. Visão: Declaração sobre o que a organização quer se tornar. A Visão representa um estado futuro desejável da organização.
4.4. Objetivos: Resultados que a organização quer alcançar.
4.5. Estratégias: cursos de ação que possibilitarão a realização dos objetivos organizacionais.
4.6. Metas: Resultados quantitativos ou qualitativos que a organização precisa alcançar em um prazo determinado, dada a estratégia escolhida, no contexto do seu ambiente para concretizar a sua visão de futuro e cumprir sua missão.
4.7. Ações: Atividades para cumprir metas e assim alcançar os objetivos específicos e respeitando as estratégias (cursos de ação) para atingir o objetivo principal (objetivo estratégico) da organização.
(www.cpd.ufv.br/planogestao/doc/apresenta_seminario.ppt)
Referências
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www.cpd.ufv.br/planogestao/doc/apresenta_seminario.ppt
http://www.jfsp.faroseducacional.com.br/app/navega/index.php
Lembramos a todos que tais conceitos podem ser aplicados tanto na vida pessoal quanto coletiva.
(José Benedito de Barros, IEG/Limeira/SP)
1) Administração
Trata-se da tomada de decisões sobre recursos (materiais, imateriais, tecnológicos, financeiros e o trabalho com pessoas para atingir objetivos individuais (pessoais) ou coletivos (grupo, corporação, organização).
2) Estratégia
2.1) um plano ou curso de ação pretendido para o futuro: estratégia pretendida (olhar para frente).
2.2) um padrão consistente de comportamento ao longo do tempo: estratégia realizada (olhar para trás).
2.3) uma posição no ambiente (produtos e mercados).
2.4) uma perspectiva ou uma maneira fundamental de fazer as coisas.
2.5) um pretexto ou truque para enganar concorrentes.
3) Administração Estratégica
3.1 Administração estratégica é o processo contínuo e interativo que visa manter uma organização como um conjunto integrado a seu ambiente. (Revista FAE)
3.2. A Administração Estratégica consiste em decisões e ações administrativas que auxiliam e asseguram que a organização formule e mantenha adaptações benéficas com o seu meio ambiente (Peter Wright).
3.3. A Administração Estratégica é o ramo que estrutura a organização para o futuro. É um conjunto de orientações, decisões e ações estratégicas que determinam um plano de alto nível para o desempenho superior de uma empresa no longo prazo, a saber: utilização de novas funcionalidades, aquisição e desenvolvimento de novas competências, desenvolvimento do capital humano, migração para novas tecnologias, reconfiguração dos canais com os clientes, abordagem à oportunidade, etc. (Wagner Herrera)
4. Planejamento estratégico
É um modelo de decisão, unificado e integrador, que:
· Determina e revela o propósito organizacional em termos de Valores, Missão, Objetivos, Estratégias, Metas e Ações, com foco em Priorizar a Alocação de Recursos;
· Delimita os domínios de atuação da Instituição;
· Descreve as condições internas de resposta ao ambiente externo e a forma de modificá-las, com vistas ao fortalecimento da Instituição;
· Engaja todos os níveis da Instituição para a consecução dos fins maiores.
4.1. Valores: São idéias fundamentais em torno das quais a organização foi construída
4.2. Missão: O que a organização é? A Missão é uma declaração sobre o que a organização é, sobre sua razão de ser. Serve de critério geral para orientar a tomada de decisões, para definir objetivos e auxiliar na escolha das decisões estratégicas.
4.3. Visão: Declaração sobre o que a organização quer se tornar. A Visão representa um estado futuro desejável da organização.
4.4. Objetivos: Resultados que a organização quer alcançar.
4.5. Estratégias: cursos de ação que possibilitarão a realização dos objetivos organizacionais.
4.6. Metas: Resultados quantitativos ou qualitativos que a organização precisa alcançar em um prazo determinado, dada a estratégia escolhida, no contexto do seu ambiente para concretizar a sua visão de futuro e cumprir sua missão.
4.7. Ações: Atividades para cumprir metas e assim alcançar os objetivos específicos e respeitando as estratégias (cursos de ação) para atingir o objetivo principal (objetivo estratégico) da organização.
(www.cpd.ufv.br/planogestao/doc/apresenta_seminario.ppt)
Referências
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HERRERA, W. In: http://www.artigos.com/artigos/sociais/administracao/administracao-estrategica-1273/artigo/
MINTZBERG, H., 1987, " Stratégie et artisanat" Harvard l'Ex pansion, no. 47, Hiver, p. 94-104.
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MINTZBERG, H., 1988a “Opening up the definition of strategy”, in The Strategic Process – concepts, ,contexts and cases, QUINN,J.B.; MINTZBERG, H.; JAMES, R.M.(Ed.), Prentice-Hall Inc.
MINTZBERG, H., 1990a, "Strategy formation: Schools of thought" in Perspectives on Strategic
Management, FREDRICKSON, J. W. (Ed.), Harper Business, New York.
MINTZBERG, H., 1990b, "The design school: reconsidering the basic premises of strategic management"
Strategic Management Journal, vol 11, pp. 171-195.
WRIGHT, P., KROLL, M. J., PARNELL, J. Administração estratégica: conceitos. São Paulo: Atlas, 2000.
www.cpd.ufv.br/planogestao/doc/apresenta_seminario.ppt
http://www.jfsp.faroseducacional.com.br/app/navega/index.php
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