Exercícios de verificação - ọ̀kan
I – Passar do português para o yorubá.
1. Eu fui ao mercado. Mo lọ sọ́jà.
2.Você está comprando feijão preto. O nrà ẹwà dudu.
3. Ela vai comer abóbora hoje. Ó máa jẹ elégéde lòní.
4. Nós acabamos de acordar. A ṣẹ̀ṣẹ̀ jí ni.
5. Vocês estão andando rápido. Ẹ nrìn kíákíá.
6. Elas chegarão amanhã. Wọn máa dé lọ̀la.
7. Babatunde chorou. Babatunde ké.
8. Kunlé e Tunjí estão trabalhando na fazenda. Kunlé áti Tunjí nṣiṣẹ́ loko.
9. O médico chegará logo. Oníṣègùn máa dé kíákíá.
10. Ominilé comeu canjica. Ominilé jẹ àgbàdo funfun.
II – Passar do yorubá para o português
1. Kunlé máa lọ sọ́jà lòní. Kunlé vai ao mercado hoje.
2. Mo máa rà ọ̀gẹ̀dẹ̀ àti ìbẹpẹ. Eu vou comprar banana e mamão.
3. Wọn njẹ ìrẹ́sì. Eles estão comendo arroz.
4. A ti ṣiṣẹ́ lòní. Nós já trabalhamos hoje.
5. Ó mu omi ẹ̀rọ. Ele bebeu água de torneira.
6. O rà tábìlì méjì. Você comprou duas mesas.
7. Jàgùdà máa jalè lọ̀la. O ladrão roubará amanhã.
8. Ẹ njó púpọ̀. Eles estão dançando muito.
9. Mo lọ sọ́jà ní áàárọ̀. Eu fui ao mercado de manhã.
10. Ó nhó oronbó. Você está descascando laranja.
Vocabulário:
Áàárọ̀ = manhã
Àgbàdo = milho
Àgbàdo funfun = milho branco, canjica
Àti = e, com.
Dé = chegar
Elégéde = abóbora
Ẹ̀wà Dudu = feijão preto
Hó = descascar
Ìbẹpẹ = mamão
Ìgbàdo = o mesmo que àgbàdo
Ìrẹ́sì – arroz
Jàgùdà = ladrão
Jalè = roubar
Jẹ = comer
Jí = acordar
Jó = dançar
Ké = chorar
Kíákíá = rapidamente, logo
L´ = ni
Láàárọ̀ = de manhã
Loko = ní oko = na fazenda
Lọ̀la = amanhã
Lòní = hoje
Lówúrọ̀ = de manhã
Máa = marca de futuro
Méjì = dois, duas.
Mu = beber
N = marca de gerúndio. A ação está em curso.
Ní = no, na,em
Ní áàárọ̀ = de manhã
Ní òwúrọ̀ = de manhã
ọ̀gẹ̀dẹ̀ = banana
Oko = fazenda
ọ̀la = amanhã
Omi ẹ̀rọ = água de torneira
Òní = hoje
Oníṣègùn = médico
Oronbó = laranja; o mesmo que ọsàn.
Púpọ̀ = muito
Rà = comprar
Rìn = andar
Sáré = correr
Ṣẹ̀ṣẹ̀ = recentemente, acabar de, logo agora
Ṣiṣẹ́ = trabalhar
Sọ́jà = ao mercado. O mesmo que sí ọ́jà
Tábìlì = mesa.
Ti = já (marca de pretérito)
Mestre em Educação, Pós-graduado lato sensu em Direito, Licenciado em Filosofia, Bacharel em Direito.
sexta-feira, 23 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
Curso yorubá 2012: Ẹ̀kọ́ ọkan
Orin
Orin 1: Mo nbọ̀ ṣẹ iṣẹ́ l´oko
Mo nbọ̀ ṣẹ iṣẹ́ l´oko (Eu estou vindo realizar trabalho na fazenda)
Mo nbọ̀ yá, mo nbọ̀ yá. (Eu estou vindo com licença, com prontidão)
Mo nbọ̀ ṣẹ iṣẹ́ l´oko (Eu estou vindo realizar trabalho na fazenda)
Mo nbọ̀ yá, mo nbọ̀ yá. (Eu estou vindo com licença, com prontidão)
Nota: “ṣe” ou “ṣẹ”? Consultando o vocabulário yorùbá de Eduardo Napoleão, tirei minhas dúvidas
A palavra “ṣe” (Xê) significa “fazer, construir, desempenhar, guiar. Criar, fabricar, instituir, mandar, reder.
A palavra “ṣẹ” (Xé) significa acontecer, ocorrer, vir a ser, fazer-se, realizar.
Como se vê, é possível usar uma ou outra palavra, com o sentido de fazer ou realizar. A versão do orin trabalhada em nosso curso no ano de 2011 registra a palavra “ṣẹ”. Por isso resolvemos corrigir o texto.
Pronomes:
Coloquial Formal Português
Mo, Èmi = Eu
O, Ìwọ = Você
Ó, Òun = Ele/Ela
A, Àwa = Nós
Ẹ, Ẹ̀yin = Vocês
Wọn, Àwọn = Eles/Elas
Frase afirmativa com verbos de ação:
1) A ação está ocorrendo agora (presente)
Mo njẹ àkàrà (Eu estou comendo àkàrajé).
2) A ação já ocorreu (passado)
O mu omi (Você bebeu água)
O ti mu omi (Você já bebeu água)
O mu omi l´ánàá (Você bebeu água ontem).
3) A ação ocorrerá (futuro)
A máa dúpẹ́ púpọ̀ (Nós agradeceremos muito / Nós vamos agradecer muito).
Observação quanto à conjugação de verbos no presente e no passado. Observe as construções seguintes:
Eu agradeço a você: Mo dúpẹ́ o.
Eu agradeci a você: Mo dúpẹ́ o.
Veja que utiliza-se a mesma sentença (Mo dúpẹ́ o) para se referir a uma ação no presente ou no passado. Para se saber se a sentença se refere ao presente ou ao passado é necessário estar atento ao contexto ou então utilizar-se da preposição “ti” ou de algum advérbio de tempo (l´ánàá = ontem, l´àárọ̀ = de manhã).
Conjugue os seguintes verbos de ação no presente, no passado e no futuro.
Abrir: ṣi; Agradecer: dúpẹ́; Almoçar (jẹun ọ̀sán); Comprar: rà; Cantar (Kọrin)
Orin 2: Orin: Agbe lo l´aro
Agbe ló l´aró
Agbe ló l´aró
Kìí ráhùn aro
Àlùkò ló l´osùn
Kìí ráhùn osùn
Lékèélékèé ló l` ẹfun
Kìí ráhùn ẹfun
ọ̀ṣun lékèé o dá mi o.
Káwa má ráhùn ire - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọmọ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn owó - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọlà - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn Ẹ̀kọ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ayọ̀ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ifẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọ̀rẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn Ẹ̀rọ̀ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ilé - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ounjẹ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn aláàfíà - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn àfo - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn iṣẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ṣire - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọ́dún - Àṣẹ!
Pẹ-ntúka awo ògúlùtu
Pẹ-ntúka awo ògúlùtu (Quando algo cai e quebra revela-se o segredo de seu interior)
Pẹ-ntúka awo ògúlùtu o o (Quando algo cai e quebra revela-se o segredo de seu interior)
B´ẹyin ba balẹ̀ (Quando o ovo cai no chão)
Pẹ a tú ka o (se despedaça)
Pẹ-ntúka awo ògúlùtu
Pẹ-ntúka awo ògúlùtu
B´ẹyin ba balẹ̀
Pẹ a tú ka o
Gẹ̀lẹ̀dẹ́ re o, awo àgbaàgba. (Aqui está Gẹ̀lẹ̀dẹ́, o segredo das sábias).
1) N´ílé ọ̀rẹ́ (Na casa de um amigo)
KÚNLÉ - Ẹ kúùròlẹ́ Mà.
MÀMÁ TÚNJI - ÒO, kúùrọ̀lẹ́. Báwo ni nǹkan?
KÚNLÉ - Dáadáa ni. Ẹ jọ̀ọ́ mà. Túnjí ǹkọ́? Ṣé ó wà n´lé?
MÀMÁ TÚNJI – Rárá, kó si ǹ´lé. Ó lọ sọ́dọ̀ ọ̀rẹ́ ẹ̀ Délé.
KÚNLÉ - Kò burú, mo máa padà wá. Ẹ ṣé, ó dàbọ̀ Mà.
MÀMÁ TÚNJÍ – Kò tọ́pẹ́. Ó dàbọ̀.
Tradução:
K – Boa noite senhora.
M – Boa noite. Como vão as coisas?
K – Bem. Por favor, senhora. Onde está Tunji? Ele está em casa?
M – Não, ele não está em casa. Ele foi à casa do amigo dele, o Dele.
K – Sem problemas, eu retornarei. Obrigado, até logo senhora.
M – Não há de que. Até logo.
2) Báwo ni Sànyà? (Como vai Sanya?)
KÚNLÉ: Báwo ni Sànyà?
SÀNYÀ: Dáadaa ni. Ẹ káalẹ́.
KÚNLÉ: Oo, káalẹ́. Ẹgbọ́n ẹ dá?
SÀNYÀ: Wọ̀n kò ì tí ì dé.
KÚNLÉ: Kò burú, máa pàda wá lọ́la.
SÀNYÀ: Kò burú. Ẹ ṣé, ó dàárọ̀.
KÚNLÉ: O ṣé, ó dàárọ̀.
Tradução
K – Como vai Sànyà?
S – Bem. Boa noite.
K – Boa noite. Seu irmão mais velho, onde ele está?
S – Ele não retornou.
K – Sem problemas, eu retornarei amanhã.
S – Sem problemas. Obrigado, boa noite.
K – Obrigado, boa noite.
3) Ìkíni àti ìpàdé (Saudações e encontros/reuniões)
Dúpẹ́: Ẹ káàárọ Sà.
Bàbá Dúpẹ́: káàárọ, pẹ̀lẹ́. Ṣé dáadáa l’o jí?
Dúpẹ́: A Dúpẹ́, Sà.
Bàbá Dúpẹ́: Ṣé o ti jẹun?
Dúpẹ́: Rárá Sà. Mo ṣẹ̀ṣẹ̀ jí ni.
Bàbá Dúpẹ́: Tètè lọ jẹun. Èmi ń lọ síbi iṣẹ́. Mi ò ní í pẹ́ dé.
Dúpẹ́: Kò burú Sà. Ó dàbọ̀ Sà.
Bàbá Dúpẹ́: Ó dàbọ̀.
Tradução
D – Bom dia senhor.
B – Bom dia, olá. Você levantou bem?
D. Sim, obrigado, senhor.
B – Você já comeu?
D – Não, senhor. Eu acabei de me levantar.
B – Vá comer rápido. Eu estou indo para o trabalho. Eu não quero voltar atrasado para casa.
D – Sem problemas, senhor. Até logo senhor.
B – Até logo.
4) Sísọ̀rọ̀ nípa ènìyàn
(Falando a respeito de pessoas)
Kúnlé (K) retorna no dia seguinte e encontra Túnjí (T):
K: Túnjí, báwo ni nǹkan?
T: Dáadáa ni. Jọ̀wọ́ má bínú.
K: Níbo l´o lọ lálẹ́ àná. Mo wá sí ilé ẹ lẹ́ẹ̀mejì lálẹ́ àná.
T: Mo gbọ́ bẹ́ẹ̀. Mo lọ rí ọmọ kíláàsì mi kan ni.
K: Ki l´orúkọ ẹ̀?
T: Kimberly.
K: Ọmọ ìlú ibo ni?
T: Ọmọ ìlú Amẹ́ríkà ni, ṣùgbọ́n ó jẹ́ akẹ́kọ̀ọ́ ní yunifásístì ti Ìbàdàn nísisìyí. Àwọn ẹbi ẹ̀ ń gbé ní New York.
K: Ṣé a lè jìjọ lọ kí i lọ́la?
T: Bóyá.
Tradução
K – Túnjí, como vão as coisas?
T – Bem. Por favor, não me aborreça.
K – Aonde você foi ontem à noite? Eu estive em sua casa duas vezes ontem à noite.
T – Eu ouvi isso. Eu fui ver minha colega de classe.
K – Qual é o nome dela?
T – Kimberly.
K – Qual é a nacionalidade dela?
T – Ela é cidadã norte americana,mas ela tornou-se aluna da universidade de Ibadan agora. Seus familiares moram em New York.
K – Será que podemos ir juntos visitá-la amanhã?
T – Talvez.
Vocabulário
Àṣẹ: assim seja.
Ire – sorte.
ọmọ - filho.
Owó – dinheiro.
ọlà – prosperidade, riqueza.
Ẹ̀kọ́ – conhecimento, sabedoria, lição.
Ayọ̀ – alegria.
Ifẹ́ – amor.
ọ̀rẹ́ – amigo.
Ẹ̀rọ̀ – Calma, realização, harmonia
Ilé – casa, moradia.
Ounjẹ - alimento, comida.
Aláàfíà – paz, saúde, bem estar completo.
Àfo – abertura, oportunidade de emprego, vaga.
Iṣẹ́ – trabalho, ocupação, emprego.
Ṣire – divertimento, festa.
ọ́dún – festa.
Referências Bibliográficas
NAPOLEÃO, Eduardo. Vocabulário yorùbá. Rio de Janeiro, Pallas, 2010.
SÀLÁMÌ, Síkírù. Cânticos dos orixás na África. são Paulo> Editora Oduduwa, 1991.
Orin 1: Mo nbọ̀ ṣẹ iṣẹ́ l´oko
Mo nbọ̀ ṣẹ iṣẹ́ l´oko (Eu estou vindo realizar trabalho na fazenda)
Mo nbọ̀ yá, mo nbọ̀ yá. (Eu estou vindo com licença, com prontidão)
Mo nbọ̀ ṣẹ iṣẹ́ l´oko (Eu estou vindo realizar trabalho na fazenda)
Mo nbọ̀ yá, mo nbọ̀ yá. (Eu estou vindo com licença, com prontidão)
Nota: “ṣe” ou “ṣẹ”? Consultando o vocabulário yorùbá de Eduardo Napoleão, tirei minhas dúvidas
A palavra “ṣe” (Xê) significa “fazer, construir, desempenhar, guiar. Criar, fabricar, instituir, mandar, reder.
A palavra “ṣẹ” (Xé) significa acontecer, ocorrer, vir a ser, fazer-se, realizar.
Como se vê, é possível usar uma ou outra palavra, com o sentido de fazer ou realizar. A versão do orin trabalhada em nosso curso no ano de 2011 registra a palavra “ṣẹ”. Por isso resolvemos corrigir o texto.
Pronomes:
Coloquial Formal Português
Mo, Èmi = Eu
O, Ìwọ = Você
Ó, Òun = Ele/Ela
A, Àwa = Nós
Ẹ, Ẹ̀yin = Vocês
Wọn, Àwọn = Eles/Elas
Frase afirmativa com verbos de ação:
1) A ação está ocorrendo agora (presente)
Mo njẹ àkàrà (Eu estou comendo àkàrajé).
2) A ação já ocorreu (passado)
O mu omi (Você bebeu água)
O ti mu omi (Você já bebeu água)
O mu omi l´ánàá (Você bebeu água ontem).
3) A ação ocorrerá (futuro)
A máa dúpẹ́ púpọ̀ (Nós agradeceremos muito / Nós vamos agradecer muito).
Observação quanto à conjugação de verbos no presente e no passado. Observe as construções seguintes:
Eu agradeço a você: Mo dúpẹ́ o.
Eu agradeci a você: Mo dúpẹ́ o.
Veja que utiliza-se a mesma sentença (Mo dúpẹ́ o) para se referir a uma ação no presente ou no passado. Para se saber se a sentença se refere ao presente ou ao passado é necessário estar atento ao contexto ou então utilizar-se da preposição “ti” ou de algum advérbio de tempo (l´ánàá = ontem, l´àárọ̀ = de manhã).
Conjugue os seguintes verbos de ação no presente, no passado e no futuro.
Abrir: ṣi; Agradecer: dúpẹ́; Almoçar (jẹun ọ̀sán); Comprar: rà; Cantar (Kọrin)
Orin 2: Orin: Agbe lo l´aro
Agbe ló l´aró
Agbe ló l´aró
Kìí ráhùn aro
Àlùkò ló l´osùn
Kìí ráhùn osùn
Lékèélékèé ló l` ẹfun
Kìí ráhùn ẹfun
ọ̀ṣun lékèé o dá mi o.
Káwa má ráhùn ire - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọmọ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn owó - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọlà - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn Ẹ̀kọ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ayọ̀ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ifẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọ̀rẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn Ẹ̀rọ̀ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ilé - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ounjẹ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn aláàfíà - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn àfo - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn iṣẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ṣire - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọ́dún - Àṣẹ!
Pẹ-ntúka awo ògúlùtu
Pẹ-ntúka awo ògúlùtu (Quando algo cai e quebra revela-se o segredo de seu interior)
Pẹ-ntúka awo ògúlùtu o o (Quando algo cai e quebra revela-se o segredo de seu interior)
B´ẹyin ba balẹ̀ (Quando o ovo cai no chão)
Pẹ a tú ka o (se despedaça)
Pẹ-ntúka awo ògúlùtu
Pẹ-ntúka awo ògúlùtu
B´ẹyin ba balẹ̀
Pẹ a tú ka o
Gẹ̀lẹ̀dẹ́ re o, awo àgbaàgba. (Aqui está Gẹ̀lẹ̀dẹ́, o segredo das sábias).
1) N´ílé ọ̀rẹ́ (Na casa de um amigo)
KÚNLÉ - Ẹ kúùròlẹ́ Mà.
MÀMÁ TÚNJI - ÒO, kúùrọ̀lẹ́. Báwo ni nǹkan?
KÚNLÉ - Dáadáa ni. Ẹ jọ̀ọ́ mà. Túnjí ǹkọ́? Ṣé ó wà n´lé?
MÀMÁ TÚNJI – Rárá, kó si ǹ´lé. Ó lọ sọ́dọ̀ ọ̀rẹ́ ẹ̀ Délé.
KÚNLÉ - Kò burú, mo máa padà wá. Ẹ ṣé, ó dàbọ̀ Mà.
MÀMÁ TÚNJÍ – Kò tọ́pẹ́. Ó dàbọ̀.
Tradução:
K – Boa noite senhora.
M – Boa noite. Como vão as coisas?
K – Bem. Por favor, senhora. Onde está Tunji? Ele está em casa?
M – Não, ele não está em casa. Ele foi à casa do amigo dele, o Dele.
K – Sem problemas, eu retornarei. Obrigado, até logo senhora.
M – Não há de que. Até logo.
2) Báwo ni Sànyà? (Como vai Sanya?)
KÚNLÉ: Báwo ni Sànyà?
SÀNYÀ: Dáadaa ni. Ẹ káalẹ́.
KÚNLÉ: Oo, káalẹ́. Ẹgbọ́n ẹ dá?
SÀNYÀ: Wọ̀n kò ì tí ì dé.
KÚNLÉ: Kò burú, máa pàda wá lọ́la.
SÀNYÀ: Kò burú. Ẹ ṣé, ó dàárọ̀.
KÚNLÉ: O ṣé, ó dàárọ̀.
Tradução
K – Como vai Sànyà?
S – Bem. Boa noite.
K – Boa noite. Seu irmão mais velho, onde ele está?
S – Ele não retornou.
K – Sem problemas, eu retornarei amanhã.
S – Sem problemas. Obrigado, boa noite.
K – Obrigado, boa noite.
3) Ìkíni àti ìpàdé (Saudações e encontros/reuniões)
Dúpẹ́: Ẹ káàárọ Sà.
Bàbá Dúpẹ́: káàárọ, pẹ̀lẹ́. Ṣé dáadáa l’o jí?
Dúpẹ́: A Dúpẹ́, Sà.
Bàbá Dúpẹ́: Ṣé o ti jẹun?
Dúpẹ́: Rárá Sà. Mo ṣẹ̀ṣẹ̀ jí ni.
Bàbá Dúpẹ́: Tètè lọ jẹun. Èmi ń lọ síbi iṣẹ́. Mi ò ní í pẹ́ dé.
Dúpẹ́: Kò burú Sà. Ó dàbọ̀ Sà.
Bàbá Dúpẹ́: Ó dàbọ̀.
Tradução
D – Bom dia senhor.
B – Bom dia, olá. Você levantou bem?
D. Sim, obrigado, senhor.
B – Você já comeu?
D – Não, senhor. Eu acabei de me levantar.
B – Vá comer rápido. Eu estou indo para o trabalho. Eu não quero voltar atrasado para casa.
D – Sem problemas, senhor. Até logo senhor.
B – Até logo.
4) Sísọ̀rọ̀ nípa ènìyàn
(Falando a respeito de pessoas)
Kúnlé (K) retorna no dia seguinte e encontra Túnjí (T):
K: Túnjí, báwo ni nǹkan?
T: Dáadáa ni. Jọ̀wọ́ má bínú.
K: Níbo l´o lọ lálẹ́ àná. Mo wá sí ilé ẹ lẹ́ẹ̀mejì lálẹ́ àná.
T: Mo gbọ́ bẹ́ẹ̀. Mo lọ rí ọmọ kíláàsì mi kan ni.
K: Ki l´orúkọ ẹ̀?
T: Kimberly.
K: Ọmọ ìlú ibo ni?
T: Ọmọ ìlú Amẹ́ríkà ni, ṣùgbọ́n ó jẹ́ akẹ́kọ̀ọ́ ní yunifásístì ti Ìbàdàn nísisìyí. Àwọn ẹbi ẹ̀ ń gbé ní New York.
K: Ṣé a lè jìjọ lọ kí i lọ́la?
T: Bóyá.
Tradução
K – Túnjí, como vão as coisas?
T – Bem. Por favor, não me aborreça.
K – Aonde você foi ontem à noite? Eu estive em sua casa duas vezes ontem à noite.
T – Eu ouvi isso. Eu fui ver minha colega de classe.
K – Qual é o nome dela?
T – Kimberly.
K – Qual é a nacionalidade dela?
T – Ela é cidadã norte americana,mas ela tornou-se aluna da universidade de Ibadan agora. Seus familiares moram em New York.
K – Será que podemos ir juntos visitá-la amanhã?
T – Talvez.
Vocabulário
Àṣẹ: assim seja.
Ire – sorte.
ọmọ - filho.
Owó – dinheiro.
ọlà – prosperidade, riqueza.
Ẹ̀kọ́ – conhecimento, sabedoria, lição.
Ayọ̀ – alegria.
Ifẹ́ – amor.
ọ̀rẹ́ – amigo.
Ẹ̀rọ̀ – Calma, realização, harmonia
Ilé – casa, moradia.
Ounjẹ - alimento, comida.
Aláàfíà – paz, saúde, bem estar completo.
Àfo – abertura, oportunidade de emprego, vaga.
Iṣẹ́ – trabalho, ocupação, emprego.
Ṣire – divertimento, festa.
ọ́dún – festa.
Referências Bibliográficas
NAPOLEÃO, Eduardo. Vocabulário yorùbá. Rio de Janeiro, Pallas, 2010.
SÀLÁMÌ, Síkírù. Cânticos dos orixás na África. são Paulo> Editora Oduduwa, 1991.
Conflitos na comunidade afrobrasileira: a conciliação como proposta de solução
(José Benedito de Barros)
O presente texto pretende propor a conciliação como forma principal de resolução de conflitos individuais e coletivos na sociedade em geral e, em especial, na comunidade afrobrasileira.
Conflitos interindividuais, intergrupais, intercomunitários, nacionais e internacionais... Isso não constitui novidade. Conhecemos a história da humanidade o suficiente para saber que os registros de conflitos e disputas foram e são uma constante.
Na Comunidade afrobrasileira não é diferente. São inúmeros os casos de conflitos internos, desde o tempo da escravidão até os dias de hoje. Quem não se lembra do Levante dos Malês (1835)? Segundo Reis (2003), os malês foram denunciados por rivais africanos igualmente escravizados. Isso acontecia constantemente nas fazendas do período escravocrata. Havia capitães do mato negros e até escravos libertos que tinham escravos.
No Movimento Negro contemporâneo os conflitos e disputas são uma constante desde o seu surgimento. Aprender a resolver estes conflitos adequadamente se constitui num grande desafio para todos do Movimento e da Comunidade afrobrasileira.
Para tratar do problema anunciado, propomos a seguinte sequência: apresentação do conceito de conflito; conflitos e disputas; e, por fim, a defesa da conciliação como processo construtivo de resolução de conflitos.
1. Conceito de conflito.
Segundo Azevedo (2011, p. 107-08), “O conflito pode ser definido como um processo ou estado em que duas ou mais pessoas divergem em razão de metas, interesses ou objetivos individuais percebidos como mutuamente incompatíveis”.
Para os objetivos deste texto, precisaremos adaptar a definição de Azevedo. Assim podemos dizer que ocorre conflito quando indivíduos ou grupos divergem em razão de projetos, objetivos, interesses, propostas, estratégias e táticas.
O conflito vira disputa quando as partes se confrontam para fazer valer o que defendem. Assim, há correlação entre os dois conceitos, a ponto de alguns autores entenderem que se trata da mesma coisa. Outros, entretanto, entendem que para haver disputa é necessário que haja um conflito, mas o contrário não é verdadeiro, pois há conflitos que nunca são explicitados, não se materializando em disputas.
2. Conflitos e disputas: Positivos ou Negativos?
Quanto ao significado alguns supõem que conflitos e disputas são coisas negativas e, portanto, devem ser evitadas ou camufladas. Outros, como Deutsch (apud Azevedo, 2011, p. 109), entendem o conflito (e a disputa) “como uma oportunidade de elevado valor social e pessoal”. Tudo depende do processo de resolução, que pode ser construtivo ou destrutivo.
3. A conciliação como processo construtivo de resolução de conflitos.
Há várias formas de se solucionar construtivamente um conflito ou disputa. Vamos mencionar algumas técnicas conciliatórias a título de ilustração.
3.1. Separar as pessoas do problema. É preciso deixar sentimentos pessoais, mágoas e rancores de lado e se concentrar no que interessa (verificar divergências e convergências quanto a projetos, propostas, ideias, etc.).
3.2. Foco nos interesses e não em posições. Às vezes as palavras não revelam adequadamente intenções e interesses. Assim, é preciso deixar claro o que cada um (indivíduo ou grupo) realmente quer, para tornar a conciliação viável.
3.3. Geração de opções de ganhos mútuos. Cada um pode listar os possíveis ganhos comuns e os próprios de cada um, para facilitar a solução.
3.4. Utilização de critérios objetivos. Culpar o outro pelos impasses, conflitos ou disputas, não faz avançar construtivamente o processo. É preciso ser objetivo: explicitar quais são os pontos comuns e os divergentes, utilizar dados estatísticos, informações fundamentadas em pesquisas, etc.
3.5. Melhor alternativa: a negociação de um acordo. Quando não há uma alternativa melhor, o melhor é negociar.
Palavras finais
Pensamos que a conciliação oferece técnicas adequadas para a sociedade em geral e a comunidade afrobrasileira a lidar com seus conflitos e disputas internas.
Acreditamos que as técnicas podem auxiliar a mapear os conflitos e disputas, separando as reais divergências e convergências das disputas meramente emocionais.
Cremos, entretanto, que a conciliação não irá resolver tudo. Principalmente quando estão em jogo princípios e projetos de sociedade. Um projeto que defende uma sociedade democrática, libertária, igualitária e solidária, baseada em valores multiculturais, respeitadora da diversidade étnica, cultural, etária, de gênero, etc., estará sempre em conflito e em disputa com um projeto de sociedade ditatorial, preconceituosa e discriminadora.
Entretanto, mesmo não resolvendo todos os problemas, é bom saber que disputas e conflitos não são necessariamente ruins, pois podemos aprender muito com eles, na medida em que nos esforcemos para isso.
Referências bibliográficas
AZEVEDO, A. G. Teoria do conflito e os mecanismos autocompositivos. In: Psicologia Judiciária. In: Concurso da Magistratura: Noções gerais de direito e formação humanística. São Paulo: Saraiva 2011.
REIS, J. J.. Rebelião escrava no Brasil: a história do Levante dos Malês (1835). São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
José Benedito de Barros. Mestre em Educação, Especialista em Direito Processual Civil, Bacharel em Direito. Licenciado em Filosofia. Advogado, Professor (Olùkó) de Língua Yorùbá (Africana), Diretor do Sintrajud – Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário da União, no Estado de São Paulo, Conselheiro do Comicin de Limeira – Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro. Membro do Movimento Ginga de Limeira-SP.
Contato: email: jbenebarros@yahoo.com.br – Blog: http://www.profjosebenedito.blogspot.com
O presente texto pretende propor a conciliação como forma principal de resolução de conflitos individuais e coletivos na sociedade em geral e, em especial, na comunidade afrobrasileira.
Conflitos interindividuais, intergrupais, intercomunitários, nacionais e internacionais... Isso não constitui novidade. Conhecemos a história da humanidade o suficiente para saber que os registros de conflitos e disputas foram e são uma constante.
Na Comunidade afrobrasileira não é diferente. São inúmeros os casos de conflitos internos, desde o tempo da escravidão até os dias de hoje. Quem não se lembra do Levante dos Malês (1835)? Segundo Reis (2003), os malês foram denunciados por rivais africanos igualmente escravizados. Isso acontecia constantemente nas fazendas do período escravocrata. Havia capitães do mato negros e até escravos libertos que tinham escravos.
No Movimento Negro contemporâneo os conflitos e disputas são uma constante desde o seu surgimento. Aprender a resolver estes conflitos adequadamente se constitui num grande desafio para todos do Movimento e da Comunidade afrobrasileira.
Para tratar do problema anunciado, propomos a seguinte sequência: apresentação do conceito de conflito; conflitos e disputas; e, por fim, a defesa da conciliação como processo construtivo de resolução de conflitos.
1. Conceito de conflito.
Segundo Azevedo (2011, p. 107-08), “O conflito pode ser definido como um processo ou estado em que duas ou mais pessoas divergem em razão de metas, interesses ou objetivos individuais percebidos como mutuamente incompatíveis”.
Para os objetivos deste texto, precisaremos adaptar a definição de Azevedo. Assim podemos dizer que ocorre conflito quando indivíduos ou grupos divergem em razão de projetos, objetivos, interesses, propostas, estratégias e táticas.
O conflito vira disputa quando as partes se confrontam para fazer valer o que defendem. Assim, há correlação entre os dois conceitos, a ponto de alguns autores entenderem que se trata da mesma coisa. Outros, entretanto, entendem que para haver disputa é necessário que haja um conflito, mas o contrário não é verdadeiro, pois há conflitos que nunca são explicitados, não se materializando em disputas.
2. Conflitos e disputas: Positivos ou Negativos?
Quanto ao significado alguns supõem que conflitos e disputas são coisas negativas e, portanto, devem ser evitadas ou camufladas. Outros, como Deutsch (apud Azevedo, 2011, p. 109), entendem o conflito (e a disputa) “como uma oportunidade de elevado valor social e pessoal”. Tudo depende do processo de resolução, que pode ser construtivo ou destrutivo.
3. A conciliação como processo construtivo de resolução de conflitos.
Há várias formas de se solucionar construtivamente um conflito ou disputa. Vamos mencionar algumas técnicas conciliatórias a título de ilustração.
3.1. Separar as pessoas do problema. É preciso deixar sentimentos pessoais, mágoas e rancores de lado e se concentrar no que interessa (verificar divergências e convergências quanto a projetos, propostas, ideias, etc.).
3.2. Foco nos interesses e não em posições. Às vezes as palavras não revelam adequadamente intenções e interesses. Assim, é preciso deixar claro o que cada um (indivíduo ou grupo) realmente quer, para tornar a conciliação viável.
3.3. Geração de opções de ganhos mútuos. Cada um pode listar os possíveis ganhos comuns e os próprios de cada um, para facilitar a solução.
3.4. Utilização de critérios objetivos. Culpar o outro pelos impasses, conflitos ou disputas, não faz avançar construtivamente o processo. É preciso ser objetivo: explicitar quais são os pontos comuns e os divergentes, utilizar dados estatísticos, informações fundamentadas em pesquisas, etc.
3.5. Melhor alternativa: a negociação de um acordo. Quando não há uma alternativa melhor, o melhor é negociar.
Palavras finais
Pensamos que a conciliação oferece técnicas adequadas para a sociedade em geral e a comunidade afrobrasileira a lidar com seus conflitos e disputas internas.
Acreditamos que as técnicas podem auxiliar a mapear os conflitos e disputas, separando as reais divergências e convergências das disputas meramente emocionais.
Cremos, entretanto, que a conciliação não irá resolver tudo. Principalmente quando estão em jogo princípios e projetos de sociedade. Um projeto que defende uma sociedade democrática, libertária, igualitária e solidária, baseada em valores multiculturais, respeitadora da diversidade étnica, cultural, etária, de gênero, etc., estará sempre em conflito e em disputa com um projeto de sociedade ditatorial, preconceituosa e discriminadora.
Entretanto, mesmo não resolvendo todos os problemas, é bom saber que disputas e conflitos não são necessariamente ruins, pois podemos aprender muito com eles, na medida em que nos esforcemos para isso.
Referências bibliográficas
AZEVEDO, A. G. Teoria do conflito e os mecanismos autocompositivos. In: Psicologia Judiciária. In: Concurso da Magistratura: Noções gerais de direito e formação humanística. São Paulo: Saraiva 2011.
REIS, J. J.. Rebelião escrava no Brasil: a história do Levante dos Malês (1835). São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
José Benedito de Barros. Mestre em Educação, Especialista em Direito Processual Civil, Bacharel em Direito. Licenciado em Filosofia. Advogado, Professor (Olùkó) de Língua Yorùbá (Africana), Diretor do Sintrajud – Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário da União, no Estado de São Paulo, Conselheiro do Comicin de Limeira – Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro. Membro do Movimento Ginga de Limeira-SP.
Contato: email: jbenebarros@yahoo.com.br – Blog: http://www.profjosebenedito.blogspot.com
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
ỌDÚN 2012: ÀWA FẸ́ ỌLÀ: NÓS QUEREMOS PROSPERIDADE NO ANO DE 2012.
Meus amigos, minhas amigas, alunos, seguidores e leitores, estou de volta depois de mais de um mês sem postar.
Este ano promete. Um Bàbálorìṣà de Limeira me disse que 2012 é um ano propenso à prosperidade, ọlà, na língua yorùbá. Pois então, que venha a prosperidade. Para que isso ocorra teremos muito o que fazer nesse ano. Seguem algumas pistas abaixo.
Política.
Parece que o bom comportamento (ìwà pẹ̀lẹ́ ou ìwà rere) está querendo virar exceção, quando deveria ser regra, tanto na vida privada quanto na pública. Não podemos deixar isso acontecer. O combate à corrupção deve ser uma bandeira de luta, tanto no plano individual quanto coletivo.
Línguas Africanas.
Retomaremos as aulas de língua yorubá (èdè yorùbá) em Limeira. Defendo que oficializemos nosso grupo de estudos. Sugiro até um nome: GELAFRICA – Grupo de Estudos de Culturas e Línguas Africanas. A idéia é a seguinte: por ora o grupo permaneceria ligado ao IEG – Instituto Educacional Ginga de Limeira; depois, com um eventual crescimento do grupo, poderemos pensar em sua autonomia. O que acham?
COMICIN.
O Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro de Limeira está em fase de renovação. Novos Conselheiros serão escolhidos. É muito importante que cada cidadão ou cidadã negra participe desse processo, discutindo com antecedência qual a melhor forma de escolha dos conselheiros, interando-se das reivindicações do povo negro, candidatando-se para ser conselheiro do Comicin, mobilizando a população para participar. No dia 28/02/2012, às 19 horas, serão escolhidos 11 membros da sociedade. Cabe ao poder público indicar 06 membros para compor o conselho. Podem ser conselheiros cidadãos engajados na luta contra o racismo e por políticas públicas que beneficiam os cidadãos e as cidadãs negras. Local da Reunião: Rua Senador Vergueiro, 122, Limeira-SP.
IEG.
O Instituto Educacional Ginga fez assembléia dia 21/02/2012 para avaliação e planejamento. Para 2012 o IEG programou o seguinte: 1) Curso de yorubá para principiantes, com início previsto para março; 2) continuidade do curso de yorubá de 2011, com início previsto para março; 3) Realização da segunda edição da entrega do Troféu Abolição para organizações e pessoas que se destacam em trabalhos de melhoria das condições de vida da população, em maio; 4) Realização de seminário regional sobre políticas públicas de promoção da igualdade étnico e racial, em junho; 5) Evento na Praça para divulgação da cultura afro-brasileira, em agosto; 6) Participação no FestAfro (festiva de música afro) de Limeira-SP), em novembro.
Os membros do IEG decidiram também formar uma comissão de mulheres para tratar de temas com corte de gênero e etnia.
Desejo a todos um bom trabalho (Ẹ kú iṣẹ́ gbogbo)
Este ano promete. Um Bàbálorìṣà de Limeira me disse que 2012 é um ano propenso à prosperidade, ọlà, na língua yorùbá. Pois então, que venha a prosperidade. Para que isso ocorra teremos muito o que fazer nesse ano. Seguem algumas pistas abaixo.
Política.
Parece que o bom comportamento (ìwà pẹ̀lẹ́ ou ìwà rere) está querendo virar exceção, quando deveria ser regra, tanto na vida privada quanto na pública. Não podemos deixar isso acontecer. O combate à corrupção deve ser uma bandeira de luta, tanto no plano individual quanto coletivo.
Línguas Africanas.
Retomaremos as aulas de língua yorubá (èdè yorùbá) em Limeira. Defendo que oficializemos nosso grupo de estudos. Sugiro até um nome: GELAFRICA – Grupo de Estudos de Culturas e Línguas Africanas. A idéia é a seguinte: por ora o grupo permaneceria ligado ao IEG – Instituto Educacional Ginga de Limeira; depois, com um eventual crescimento do grupo, poderemos pensar em sua autonomia. O que acham?
COMICIN.
O Conselho Municipal dos Interesses do Cidadão Negro de Limeira está em fase de renovação. Novos Conselheiros serão escolhidos. É muito importante que cada cidadão ou cidadã negra participe desse processo, discutindo com antecedência qual a melhor forma de escolha dos conselheiros, interando-se das reivindicações do povo negro, candidatando-se para ser conselheiro do Comicin, mobilizando a população para participar. No dia 28/02/2012, às 19 horas, serão escolhidos 11 membros da sociedade. Cabe ao poder público indicar 06 membros para compor o conselho. Podem ser conselheiros cidadãos engajados na luta contra o racismo e por políticas públicas que beneficiam os cidadãos e as cidadãs negras. Local da Reunião: Rua Senador Vergueiro, 122, Limeira-SP.
IEG.
O Instituto Educacional Ginga fez assembléia dia 21/02/2012 para avaliação e planejamento. Para 2012 o IEG programou o seguinte: 1) Curso de yorubá para principiantes, com início previsto para março; 2) continuidade do curso de yorubá de 2011, com início previsto para março; 3) Realização da segunda edição da entrega do Troféu Abolição para organizações e pessoas que se destacam em trabalhos de melhoria das condições de vida da população, em maio; 4) Realização de seminário regional sobre políticas públicas de promoção da igualdade étnico e racial, em junho; 5) Evento na Praça para divulgação da cultura afro-brasileira, em agosto; 6) Participação no FestAfro (festiva de música afro) de Limeira-SP), em novembro.
Os membros do IEG decidiram também formar uma comissão de mulheres para tratar de temas com corte de gênero e etnia.
Desejo a todos um bom trabalho (Ẹ kú iṣẹ́ gbogbo)
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Ó dàbọ̀ ọdún ìdarúgbó! Ẹ kú ọdún tuntun
Adeus ano velho! Feliz Ano Novo
Nesta postagem vamos agradecer ao orixá Exu pelo ano que tivemos e pedir a ele coisas boas para o ano novo.
Os textos são bilíngues, primeiro em yorùbá, depois, em português.
Oríkì Èṣù fún ọpẹ́
Èṣù mo dúpẹ́ púpọ̀.
Ọṣẹ́tùrá ni orukọ bàbá mọ̀ ọ́.
Alágogo ìjà ni orukọ ìyá npè ẹ́.
A kìì lówó láì mú ti Èṣù kúrò,
A kìì láyọ̀ láì mú ti Èṣù kúrò.
Èṣù, Ọlọ́pa Elédùnmarè laelae.
Èṣù, Oníbodè Ọlọ́run.
Èṣù mo dúpẹ́ púpọ̀
Àwọn ọ̀rọ̀ fun ọpẹ́ àwọn imalẹ̀.
Mo dúpẹ́ àṣẹ ọkanlénigba imalẹ̀.
Louvação a Exu para agradecimento
Exu, eu agradeço muito.
Oxeturá é o nome pelo qual você é chamado pelo seu pai.
Alágogo ìjà é o nome pelo qual você é chamado por sua mãe.
Quem tem dinheiro, reserva para Exu a sua parte.
Quem tem felicidade, reserva para Exu a sua parte.
Exu, O inspetor de Eledumare, desde os princípios dos tempos.
Exu, O porteiro de Olorun.
Exu, eu agradeço muito.
Palavras de agradecimento às divindades.
Eu agradeço ao axé das duzentos e uma divindades.
Orin Èṣù fun ọdún tuntun
Èṣù fi ire bò wá o.
Ẹlà fi ire bò wá yà yà.
Èṣù gbé ire ajé kò wá o.
Iyá-mògún fi ire bò wá o.
Ẹlà fi ire bò wá yà yà.
Orin de Exu para o novo ano
Exu, faça nossa vida plena de coisas boas.
Ẹlá, ponha muita sorte em nossas vidas.
Exu, ponha sorte e progresso em nossas vidas.
Ẹlá, ponha muita sorte em nossas vidas.
Iyá-mògún faça nossa vida plena de coisas boas.
Ẹlá, ponha muita sorte em nossas vidas.
Vocabulário:
A kìì: aquele que.
Ajé: Riqueza.
Alágogo ìjà: Epíteto de Exu.
Àwọn imalẹ̀: divindades.
Àwọn ọ̀rọ̀: palavras.
Bàbá: pai.
Bò: cobrir, encobrir, tampar, embrulhar.
Dúpẹ́: agradecer.
Eledunmare: Ser supremo.
Ẹlà: Expressão de alegria pelo fato de uma oferenda ter sido aceita.
Èṣù: Orixá da comunicação, da segurança, da proteção, do fechamento e da abertura de caminhos.
Fi: para, com; fi ire: preencher com coisas boas.
Fún: para, por, dar entregar.
Gbé: Carregar, levantar, levar, trazer, tomar, perder-se, morar, habitar, viver em, residir, conviver, ocupar.
Ìjà: luta.
Ire: Coisas boas, sorte, bem.
Ìyá: Mãe.
Iyá-mògún: mãe superior.
Kò: não; encontrar com, confrontar.
Láì: sem. Prefixo usado para expressar o contrário.
Láyọ̀ = Ni áyọ̀: ter alegria, ter felicidade.
Lówó = Ni owó: ter dinheiro.
Mo: eu.
Mọ̀: Saber, conhecer, entender, reconhecer, sentir, apreender, compreeder, resolver, perceber.
Mú: pegar, levar, reservar.
Ni: é, ser.
Npè: chamando, convidando, pronunciando, convocando, dizendo encantamentos.
Oníbodè: porteiro.
Oríkì: louvação ou saudação.
Orin: cantiga, música, hino.
Òrìṣà: divindade; guardador ou protetor do orí (cabeça, destino).
Orukọ: nome.
Ọ́: Seu
Ọkanlénigba: duzentos e um; duzentas e uma.
Ọlọ́pa; Ọlọ́pàá: polícia, policial, inspetor.
Ọlọ́run: Deus supremo, senhor do espaço infinito.
Ọpẹ́: agradecimento, gratidão.
Ọṣẹ́tùrá: Epípeto de Exu.
Púpọ̀: muito, numeroso, abundante.
Ti: para, de, já.
Wá: vir, buscar, procurar.
Yà: abrir, procurar.
Fontes:
NAPOLEÃO, Eduardo. Vocabulário yorùbá. Rio de Janeiro: Pallas, 2010.
SÀLÁMÌ, Síkírù. Cânticos dos orixás na África. São Paulo: Editora Oduduwa, 1991.
Ó dàbọ̀ ọdún ìdarúgbó! Ẹ kú ọdún tuntun!
Nesta postagem vamos agradecer ao orixá Exu pelo ano que tivemos e pedir a ele coisas boas para o ano novo.
Os textos são bilíngues, primeiro em yorùbá, depois, em português.
Oríkì Èṣù fún ọpẹ́
Èṣù mo dúpẹ́ púpọ̀.
Ọṣẹ́tùrá ni orukọ bàbá mọ̀ ọ́.
Alágogo ìjà ni orukọ ìyá npè ẹ́.
A kìì lówó láì mú ti Èṣù kúrò,
A kìì láyọ̀ láì mú ti Èṣù kúrò.
Èṣù, Ọlọ́pa Elédùnmarè laelae.
Èṣù, Oníbodè Ọlọ́run.
Èṣù mo dúpẹ́ púpọ̀
Àwọn ọ̀rọ̀ fun ọpẹ́ àwọn imalẹ̀.
Mo dúpẹ́ àṣẹ ọkanlénigba imalẹ̀.
Louvação a Exu para agradecimento
Exu, eu agradeço muito.
Oxeturá é o nome pelo qual você é chamado pelo seu pai.
Alágogo ìjà é o nome pelo qual você é chamado por sua mãe.
Quem tem dinheiro, reserva para Exu a sua parte.
Quem tem felicidade, reserva para Exu a sua parte.
Exu, O inspetor de Eledumare, desde os princípios dos tempos.
Exu, O porteiro de Olorun.
Exu, eu agradeço muito.
Palavras de agradecimento às divindades.
Eu agradeço ao axé das duzentos e uma divindades.
Orin Èṣù fun ọdún tuntun
Èṣù fi ire bò wá o.
Ẹlà fi ire bò wá yà yà.
Èṣù gbé ire ajé kò wá o.
Iyá-mògún fi ire bò wá o.
Ẹlà fi ire bò wá yà yà.
Orin de Exu para o novo ano
Exu, faça nossa vida plena de coisas boas.
Ẹlá, ponha muita sorte em nossas vidas.
Exu, ponha sorte e progresso em nossas vidas.
Ẹlá, ponha muita sorte em nossas vidas.
Iyá-mògún faça nossa vida plena de coisas boas.
Ẹlá, ponha muita sorte em nossas vidas.
Vocabulário:
A kìì: aquele que.
Ajé: Riqueza.
Alágogo ìjà: Epíteto de Exu.
Àwọn imalẹ̀: divindades.
Àwọn ọ̀rọ̀: palavras.
Bàbá: pai.
Bò: cobrir, encobrir, tampar, embrulhar.
Dúpẹ́: agradecer.
Eledunmare: Ser supremo.
Ẹlà: Expressão de alegria pelo fato de uma oferenda ter sido aceita.
Èṣù: Orixá da comunicação, da segurança, da proteção, do fechamento e da abertura de caminhos.
Fi: para, com; fi ire: preencher com coisas boas.
Fún: para, por, dar entregar.
Gbé: Carregar, levantar, levar, trazer, tomar, perder-se, morar, habitar, viver em, residir, conviver, ocupar.
Ìjà: luta.
Ire: Coisas boas, sorte, bem.
Ìyá: Mãe.
Iyá-mògún: mãe superior.
Kò: não; encontrar com, confrontar.
Láì: sem. Prefixo usado para expressar o contrário.
Láyọ̀ = Ni áyọ̀: ter alegria, ter felicidade.
Lówó = Ni owó: ter dinheiro.
Mo: eu.
Mọ̀: Saber, conhecer, entender, reconhecer, sentir, apreender, compreeder, resolver, perceber.
Mú: pegar, levar, reservar.
Ni: é, ser.
Npè: chamando, convidando, pronunciando, convocando, dizendo encantamentos.
Oníbodè: porteiro.
Oríkì: louvação ou saudação.
Orin: cantiga, música, hino.
Òrìṣà: divindade; guardador ou protetor do orí (cabeça, destino).
Orukọ: nome.
Ọ́: Seu
Ọkanlénigba: duzentos e um; duzentas e uma.
Ọlọ́pa; Ọlọ́pàá: polícia, policial, inspetor.
Ọlọ́run: Deus supremo, senhor do espaço infinito.
Ọpẹ́: agradecimento, gratidão.
Ọṣẹ́tùrá: Epípeto de Exu.
Púpọ̀: muito, numeroso, abundante.
Ti: para, de, já.
Wá: vir, buscar, procurar.
Yà: abrir, procurar.
Fontes:
NAPOLEÃO, Eduardo. Vocabulário yorùbá. Rio de Janeiro: Pallas, 2010.
SÀLÁMÌ, Síkírù. Cânticos dos orixás na África. São Paulo: Editora Oduduwa, 1991.
Ó dàbọ̀ ọdún ìdarúgbó! Ẹ kú ọdún tuntun!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Ẹ kú ọdún Kérésìmesì! Ẹ kú iyedún!
(Feliz Natal! Boas Festas)
Estamos chegando ao final de mais um ciclo e ao início de outro. Trata-se de um período de reflexão, de comemoração, de promessas e de esperanças.
Em clima de comemoração, agradeço a todos vocês seguidores e leitores do meu blog. E para ilustrar minha satisfação por tudo de bom que vivenciamos neste ano que se finda, segue abaixo um fragmento de um orìkí de Ibeji (crianças gêmeas).
Ele chegou ao palácio do rei com um sorriso.
Chegou à casa dos anciãos com alegria.
Chegou à casa do malsucedido trazendo sucesso.
Traga prosperidade para mim, ó Ejìrẹ́.
Ejìrẹ́ fez o mendigo ter sempre o que comer.
Texto em yorùbá (língua africana)
O délé ọba tẹ̀rín-tẹ̀rín.
O délé ìjòyè tayọ̀-tayọ̀.
O délé alákisà tọlá-tọlá.
Kọ́lá wá fún mi o, Ejìrẹ́.
Ejìrẹ́ tó sọ alágbe di Olóunjẹ
Vocabulário:
Alágbe: mendigo.
Alákisà: malsucedido.
Délé: à casa; na casa.
Délé ọba: (chegou) à casa do rei; (chegou)ao palácio.
Ejìrẹ́: irmãos gêmeos.
Fún mi: para mim.
Ìjòyè: anciãos.
Kọ́lá: sucesso, properidade.
O: sem tradução. (usado para dar ênfase.
Olóunjẹ: possuidor de comida, de alimentação.
Orìkí: Texto de louvação ou de saudação contendo atributos ou elementos da história de uma divindade, família ou clã.
Tó: suficiente, bastante.
Sọ: lançar, apresentar.
Tó: suficiente, bastante.
Tẹ̀rín-tẹ̀rín: sorriso.
Tọlá-tọlá: (trazendo) sucesso, prosperidade
Wá: trazer
Bibliografia:
Napoleão, Eduardo. Vocabulário yorùbá: para entender a linguagem dos orixás. Rio de Janeiro: Pallas, 2010.
Sàlámí, Síkírù. Cânticos dos orixás na África. São Paulo: Editora Oduduwa, 1991.
Olùkọ́ José Benedito de Barros
Estamos chegando ao final de mais um ciclo e ao início de outro. Trata-se de um período de reflexão, de comemoração, de promessas e de esperanças.
Em clima de comemoração, agradeço a todos vocês seguidores e leitores do meu blog. E para ilustrar minha satisfação por tudo de bom que vivenciamos neste ano que se finda, segue abaixo um fragmento de um orìkí de Ibeji (crianças gêmeas).
Ele chegou ao palácio do rei com um sorriso.
Chegou à casa dos anciãos com alegria.
Chegou à casa do malsucedido trazendo sucesso.
Traga prosperidade para mim, ó Ejìrẹ́.
Ejìrẹ́ fez o mendigo ter sempre o que comer.
Texto em yorùbá (língua africana)
O délé ọba tẹ̀rín-tẹ̀rín.
O délé ìjòyè tayọ̀-tayọ̀.
O délé alákisà tọlá-tọlá.
Kọ́lá wá fún mi o, Ejìrẹ́.
Ejìrẹ́ tó sọ alágbe di Olóunjẹ
Vocabulário:
Alágbe: mendigo.
Alákisà: malsucedido.
Délé: à casa; na casa.
Délé ọba: (chegou) à casa do rei; (chegou)ao palácio.
Ejìrẹ́: irmãos gêmeos.
Fún mi: para mim.
Ìjòyè: anciãos.
Kọ́lá: sucesso, properidade.
O: sem tradução. (usado para dar ênfase.
Olóunjẹ: possuidor de comida, de alimentação.
Orìkí: Texto de louvação ou de saudação contendo atributos ou elementos da história de uma divindade, família ou clã.
Tó: suficiente, bastante.
Sọ: lançar, apresentar.
Tó: suficiente, bastante.
Tẹ̀rín-tẹ̀rín: sorriso.
Tọlá-tọlá: (trazendo) sucesso, prosperidade
Wá: trazer
Bibliografia:
Napoleão, Eduardo. Vocabulário yorùbá: para entender a linguagem dos orixás. Rio de Janeiro: Pallas, 2010.
Sàlámí, Síkírù. Cânticos dos orixás na África. São Paulo: Editora Oduduwa, 1991.
Olùkọ́ José Benedito de Barros
domingo, 18 de dezembro de 2011
Lições de língua yorubá – Lição 12/12 - Ẹ̀kọ́ Éjìlá/Éjìlá
(Àwọn ìwé ẹ̀kọ́ èdè yorùbá – Ẹ̀kọ́ Éjìlá/Éjìlá)
Aula do dia 17/12/2011.
Professores:
Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogueira
Prof. Mestre José Benedito de Barros
O último dia de curso foi uma grande festa, no sentido bem africano do termo. Estamos publicando, por ora, a parte linguística do evento. Brevemente estaremos editando esta publicação para acrescentar outros acontecimentos ilustrados com fotos.
Aguardem!
(José Benedito)
Orin: Agbe lo l´aro
Orin: música, cântico, cantiga, hino.
Agbé ló l´aró
Kìí ráhùn aro
Àlùkò ló l´osùn
Kìí ráhùn osùn
Lékèélékèé ló l` ẹfun
Kìí ráhùn ẹfun
ọ̀ṣun lékèé o dá mi o.
Káwa má ráhùn ire - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọmọ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn owó - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọlà - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn Ẹ̀kọ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ayọ̀ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ifẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọ̀rẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn Ẹ̀rọ̀ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ilé - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ounjẹ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn aláàfíà - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn àfo - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn iṣẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ṣire - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọ́dún - Àṣẹ!
Vocabulário
Àṣẹ: assim seja.
Ire – sorte.
Ọmọ - filho.
Owó – dinheiro.
Ọlà – prosperidade, riqueza.
Ẹ̀kọ́ – conhecimento, sabedoria, lição.
Ayọ̀ – alegria.
Ifẹ́ – amor.
Ọ́rẹ́ – amigo.
Ẹ̀rọ̀ – Calma, realização, harmonia
Ilé – casa, moradia.
Ounjẹ - alimento, comida.
Aláàfíà – paz, saúde, bem estar completo.
Àfo – abertura, oportunidade de emprego, vaga.
Iṣẹ́ – trabalho, ocupação, emprego.
Ṣire – divertimento, festa.
Ọ́dún – festa.
Diálogos que apresentados pelos alunos.
1) N´ílé ọ̀rẹ́ (Na casa de um amigo)
KÚNLÉ - Ẹ kúùròlẹ́ Mà.
MÀMÁ TÚNJI - ÒO, Ẹ kúùrọ̀lẹ́. Báwo ni nǹkan?
KÚNLÉ - Dáadáa ni. Ẹ jọ̀ọ́ mà. Túnjí ǹkọ́? Ṣé ó wà n´lé?
MÀMÁ TÚNJI – Rárá, kó si ǹ´lé. Ó lọ sọ́dọ̀ ọ̀rẹ́ ẹ̀ Délé.
KÚNLÉ - Kò burú, mo máa padà wá. Ẹ ṣé, ó dàbọ̀ Mà.
MÀMÁ TÚNJÍ – Kò tọ́pẹ́. Ó dàbọ̀.
Tradução:
K – Boa noite senhora.
M – Boa noite. Como vão as coisas?
K – Bem. Por favor, senhora. Onde está Tunji? Ele está em casa?
M – Não, ele não está em casa. Ele foi à casa do amigo dele, o Dele.
K – Sem problemas, eu retornarei. Obrigado, até logo senhora.
M – Não há de que. Até logo.
2) Báwo ni Sànyà? (Como vai Sanya?)
KÚNLÉ: Báwo ni Sànyà?
SÀNYÀ: Dáadaa ni. Ẹ káalẹ́.
KÚNLÉ: Oo, káalẹ́. Ẹgbọ́n ẹ dá?
SÀNYÀ: Wọ̀n kò ì tí ì dé.
KÚNLÉ: Kò burú, máa pàda wá lọ́la.
SÀNYÀ: Kò burú. Ẹ ṣé, ó dàárọ̀.
KÚNLÉ: O ṣé, ó dàárọ̀.
Tradução
K – Como vai Sànyà?
S – Bem. Boa noite.
K – Boa noite. Seu irmão mais velho, onde ele está?
S – Ele não retornou.
K – Sem problemas, eu retornarei amanhã.
S – Sem problemas. Obrigado, boa noite.
K – Obrigado, boa noite.
3) Ìkíni àti ìpàdé (Saudações e encontros/reuniões)
Dúpẹ́: Ẹ káàárọ Sà.
Bàbá Dúpẹ́: káàárọ, pẹ̀lẹ́. Ṣé dáadáa l’o jí?
Dúpẹ́: A Dúpẹ́, Sà.
Bàbá Dúpẹ́: Ṣé o ti jẹun?
Dúpẹ́: Rárá Sà. Mo ṣẹ̀ṣẹ̀ jí ni.
Bàbá Dúpẹ́: Tètè lọ jẹun. Èmi ń lọ síbi iṣẹ́. Mi ò ní í pẹ́ dé.
Dúpẹ́: Kò burú Sà. Ó dàbọ̀ Sà.
Bàbá Dúpẹ́: Ó dàbọ̀.
Tradução
D – Bom dia senhor.
B – Bom dia, olá. Você levantou bem?
D. Sim, obrigado, senhor.
B – Você já comeu?
D – Não, senhor. Eu acabei de me levantar.
B – Vá comer rápido. Eu estou indo para o trabalho. Eu não quero voltar atrasado para casa.
D – Sem problemas, senhor. Até logo senhor.
B – Até logo.
4) Sísọ̀rọ̀ nípa ènìyàn
(Falando a respeito de pessoas)
Kúnlé (K) retorna no dia seguinte e encontra Túnjí (T):
K: Túnjí, báwo ni nǹkan?
T: Dáadáa ni. Jọ̀wọ́ má bínú.
K: Níbo l´o lọ lálẹ́ àná. Mo wá sí ilé ẹ lẹ́ẹ̀mejì lálẹ́ àná.
T: Mo gbọ́ bẹ́ẹ̀. Mo lọ rí ọmọ kíláàsì mi kan ni.
K: Ki l´orúkọ ẹ̀?
T: Kimberly.
K: Ọmọ ìlú ibo ni?
T: Ọmọ ìlú Amẹ́ríkà ni, ṣùgbọ́n ó jẹ́ akẹ́kọ̀ọ́ ní yunifásítì ti Ìbàdàn nísisìyí. Àwọn ẹbi ẹ̀ ń gbé ní New York.
K: Ṣé a lè jìjọ lọ kí i lọ́la?
T: Bóyá.
Tradução
K – Túnjí, como vão as coisas?
T – Bem. Por favor, não me aborreça.
K – Aonde você foi ontem à noite? Eu estive em sua casa duas vezes ontem à noite.
T – Eu ouvi isso. Eu fui ver minha colega de classe.
K – Qual é o nome dela?
T – Kimberly.
K – Qual é a nacionalidade dela?
T – Ela é cidadã norte americana,mas ela tornou-se aluna da universidade de Ibadan agora. Seus familiares moram em New York.
K – Será que podemos ir juntos visitá-la amanhã?
T – Talvez.
Ìwá pẹ̀lẹ́ (Professor Sidnei)
Ìwà é o que caracteriza uma pessoa sob o ponto de vista ético. Para ser feliz uma pessoa deve ter ìwá pẹ̀lẹ́, pois quem tem bom caráter não entra em choque com os seres humanos nem com os poderes sobrenaturais. Esse é o mais importante dos valores morais yorùbá, e a essência da fé consiste em cultivá-lo.
TỌ́JÚ ÌWÀ RẸ
Tọ́jú ìwà rẹ, ọ̀rẹ́ mi!
Ọlá a ma sí lọ n`ilé eni,
Ewà a sì ma sì l`ára enia,
Olówó òní `ndi olòsì b`ó d´ọ̀la
Òkun l`ọlá, òkun nìgbì ọrọ̀,
Gbogbo wọn l`o `nsí lọ nílé eni;
Ṣùgbón ìwà ni `mbá`ni dé sàréè,
Owó kò jẹ́ nkan fún `ni,
Ìwà l`éwà l`ọmọ enia.
Bí o l`ówó bí o kò ní `wà `nkó,
Tani jẹ́ f´inú tán o bá s`ohun rere?
Tàbí bí o sì se obìrin rògbòdò,
Bí o bá jìnà sí ´wa tí èdá ´nfẹ́,
Taní jẹ́ fẹ́ a s`ilé bí aya?
Tàbí bí o jẹ́ oníjìbìtì enia,
Bi tilẹ̀ mo ìwé àmòdájú,
Taní jẹ́ gbé ´ṣé aje fún o ṣe?
Tọ́jú ìwà rẹ, ọ̀rẹ́ mi,
Íwà kò sí ẹ̀kọ́ d`ègbé,
Gbogbo aiye ni `nfẹ́ `ni t`ó jẹ́ rere.
Tradução
Cuide de suas maneiras, meu amigo!
A honra pode abandonar nossa casa,
e a beleza às vezes acaba.
O rico de hoje pode ser o pobre de amanhã.
A honra é como o mar, e também a onda da riqueza;
Ambas podem escapar de nossa casa.
Mas as boas maneiras acompanham-nos até o túmulo.
O dinheiro não é nada,
as boas maneiras é que são a beleza da humanidade.
Se você tem dinheiro, mas não se comporta bem,
quem irá confiar em você?
Ou se você é uma mulher muito linda,
mas não se comporta de maneira adequada,
quem desejará tê-la como esposa?
Ou ainda, se você é muito educado, mas engana as pessoas,
quem confiará em você para negócios?
Cuide de suas maneiras, meu amigo,
Sem bons modos, a educação não tem valor.
Todos amam uma pessoa que sabe se comportar.
Tọ́jú ìwà rẹ, ọ̀rẹ́ mi!
(Cuide de suas maneiras, meu amigo!)
Ọlá a ma sí lọ n`ilé eni,
(A honra pode abandonar nossa casa)
Ewà a sì ma sì l`ára enia,
(e a beleza às vezes acaba)
Olówó òní `ndi olòsì b`ó d´ọ̀la
(O rico de hoje pode ser o pobre de amanhã)
Òkun l`ọlá, òkun nìgbì ọrọ̀,
(A honra é como o mar, e também a onda da riqueza)
Gbogbo wọn l`o `nsí lọ nílé eni;
(Ambas podem escapar de nossa casa.)
Sùgbón ìwà ni `mbá`ni dé sàréè,
(Mas as boas maneiras acompanham-nos até o túmulo)
Owó kò jẹ́ nkan fún `ni,
(O dinheiro não é nada)
Ìwà l`éwà l`ọmọ enia.
(as boas maneiras é que são a beleza da humanidade.)
Bí o l`ówó bí o kò ní `wà `nkó,
(Se você tem dinheiro, mas não se comporta bem)
Tani jẹ́ f´inú tán o bá s`ohun rere?
(quem irá confiar em você?
Tàbí bí o sì se obìrin rògbòdò,
(Ou se você é uma mulher muito linda)
Bí o bá jìnà sí ´wa tí èdá ´nfẹ́,
(mas não se comporta de maneira adequada)
Taní jẹ́ fẹ́ a s`ilé bí aya?
(quem desejará tê-la como esposa?)
Tàbí bí o jẹ́ oníjìbìtì enia,
(Ou ainda, se você é muito educado,)
Bi tilẹ̀ mo ìwé àmòdájú,
(mas engana as pessoas)
Taní jẹ́ gbé ´ṣé aje fún o ṣe?
(quem confiará em você para negócios?)
Tọ́jú ìwà rẹ, ọ̀rẹ́ mi,
(Cuide de suas maneiras, meu amigo,)
Íwà kò sí ẹ̀kọ́ d`ègbé,
(Sem bons modos, a educação não tem valor)
Gbogbo aiye ni `nfẹ́ `ni t`ó jẹ́ rere.
(Todos amam uma pessoa que sabe se comportar.)
Aula do dia 17/12/2011.
Professores:
Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogueira
Prof. Mestre José Benedito de Barros
O último dia de curso foi uma grande festa, no sentido bem africano do termo. Estamos publicando, por ora, a parte linguística do evento. Brevemente estaremos editando esta publicação para acrescentar outros acontecimentos ilustrados com fotos.
Aguardem!
(José Benedito)
Orin: Agbe lo l´aro
Orin: música, cântico, cantiga, hino.
Agbé ló l´aró
Kìí ráhùn aro
Àlùkò ló l´osùn
Kìí ráhùn osùn
Lékèélékèé ló l` ẹfun
Kìí ráhùn ẹfun
ọ̀ṣun lékèé o dá mi o.
Káwa má ráhùn ire - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọmọ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn owó - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọlà - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn Ẹ̀kọ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ayọ̀ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ifẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọ̀rẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn Ẹ̀rọ̀ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ilé - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ounjẹ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn aláàfíà - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn àfo - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn iṣẹ́ - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ṣire - Àṣẹ!
Káwa má ráhùn ọ́dún - Àṣẹ!
Vocabulário
Àṣẹ: assim seja.
Ire – sorte.
Ọmọ - filho.
Owó – dinheiro.
Ọlà – prosperidade, riqueza.
Ẹ̀kọ́ – conhecimento, sabedoria, lição.
Ayọ̀ – alegria.
Ifẹ́ – amor.
Ọ́rẹ́ – amigo.
Ẹ̀rọ̀ – Calma, realização, harmonia
Ilé – casa, moradia.
Ounjẹ - alimento, comida.
Aláàfíà – paz, saúde, bem estar completo.
Àfo – abertura, oportunidade de emprego, vaga.
Iṣẹ́ – trabalho, ocupação, emprego.
Ṣire – divertimento, festa.
Ọ́dún – festa.
Diálogos que apresentados pelos alunos.
1) N´ílé ọ̀rẹ́ (Na casa de um amigo)
KÚNLÉ - Ẹ kúùròlẹ́ Mà.
MÀMÁ TÚNJI - ÒO, Ẹ kúùrọ̀lẹ́. Báwo ni nǹkan?
KÚNLÉ - Dáadáa ni. Ẹ jọ̀ọ́ mà. Túnjí ǹkọ́? Ṣé ó wà n´lé?
MÀMÁ TÚNJI – Rárá, kó si ǹ´lé. Ó lọ sọ́dọ̀ ọ̀rẹ́ ẹ̀ Délé.
KÚNLÉ - Kò burú, mo máa padà wá. Ẹ ṣé, ó dàbọ̀ Mà.
MÀMÁ TÚNJÍ – Kò tọ́pẹ́. Ó dàbọ̀.
Tradução:
K – Boa noite senhora.
M – Boa noite. Como vão as coisas?
K – Bem. Por favor, senhora. Onde está Tunji? Ele está em casa?
M – Não, ele não está em casa. Ele foi à casa do amigo dele, o Dele.
K – Sem problemas, eu retornarei. Obrigado, até logo senhora.
M – Não há de que. Até logo.
2) Báwo ni Sànyà? (Como vai Sanya?)
KÚNLÉ: Báwo ni Sànyà?
SÀNYÀ: Dáadaa ni. Ẹ káalẹ́.
KÚNLÉ: Oo, káalẹ́. Ẹgbọ́n ẹ dá?
SÀNYÀ: Wọ̀n kò ì tí ì dé.
KÚNLÉ: Kò burú, máa pàda wá lọ́la.
SÀNYÀ: Kò burú. Ẹ ṣé, ó dàárọ̀.
KÚNLÉ: O ṣé, ó dàárọ̀.
Tradução
K – Como vai Sànyà?
S – Bem. Boa noite.
K – Boa noite. Seu irmão mais velho, onde ele está?
S – Ele não retornou.
K – Sem problemas, eu retornarei amanhã.
S – Sem problemas. Obrigado, boa noite.
K – Obrigado, boa noite.
3) Ìkíni àti ìpàdé (Saudações e encontros/reuniões)
Dúpẹ́: Ẹ káàárọ Sà.
Bàbá Dúpẹ́: káàárọ, pẹ̀lẹ́. Ṣé dáadáa l’o jí?
Dúpẹ́: A Dúpẹ́, Sà.
Bàbá Dúpẹ́: Ṣé o ti jẹun?
Dúpẹ́: Rárá Sà. Mo ṣẹ̀ṣẹ̀ jí ni.
Bàbá Dúpẹ́: Tètè lọ jẹun. Èmi ń lọ síbi iṣẹ́. Mi ò ní í pẹ́ dé.
Dúpẹ́: Kò burú Sà. Ó dàbọ̀ Sà.
Bàbá Dúpẹ́: Ó dàbọ̀.
Tradução
D – Bom dia senhor.
B – Bom dia, olá. Você levantou bem?
D. Sim, obrigado, senhor.
B – Você já comeu?
D – Não, senhor. Eu acabei de me levantar.
B – Vá comer rápido. Eu estou indo para o trabalho. Eu não quero voltar atrasado para casa.
D – Sem problemas, senhor. Até logo senhor.
B – Até logo.
4) Sísọ̀rọ̀ nípa ènìyàn
(Falando a respeito de pessoas)
Kúnlé (K) retorna no dia seguinte e encontra Túnjí (T):
K: Túnjí, báwo ni nǹkan?
T: Dáadáa ni. Jọ̀wọ́ má bínú.
K: Níbo l´o lọ lálẹ́ àná. Mo wá sí ilé ẹ lẹ́ẹ̀mejì lálẹ́ àná.
T: Mo gbọ́ bẹ́ẹ̀. Mo lọ rí ọmọ kíláàsì mi kan ni.
K: Ki l´orúkọ ẹ̀?
T: Kimberly.
K: Ọmọ ìlú ibo ni?
T: Ọmọ ìlú Amẹ́ríkà ni, ṣùgbọ́n ó jẹ́ akẹ́kọ̀ọ́ ní yunifásítì ti Ìbàdàn nísisìyí. Àwọn ẹbi ẹ̀ ń gbé ní New York.
K: Ṣé a lè jìjọ lọ kí i lọ́la?
T: Bóyá.
Tradução
K – Túnjí, como vão as coisas?
T – Bem. Por favor, não me aborreça.
K – Aonde você foi ontem à noite? Eu estive em sua casa duas vezes ontem à noite.
T – Eu ouvi isso. Eu fui ver minha colega de classe.
K – Qual é o nome dela?
T – Kimberly.
K – Qual é a nacionalidade dela?
T – Ela é cidadã norte americana,mas ela tornou-se aluna da universidade de Ibadan agora. Seus familiares moram em New York.
K – Será que podemos ir juntos visitá-la amanhã?
T – Talvez.
Ìwá pẹ̀lẹ́ (Professor Sidnei)
Ìwà é o que caracteriza uma pessoa sob o ponto de vista ético. Para ser feliz uma pessoa deve ter ìwá pẹ̀lẹ́, pois quem tem bom caráter não entra em choque com os seres humanos nem com os poderes sobrenaturais. Esse é o mais importante dos valores morais yorùbá, e a essência da fé consiste em cultivá-lo.
TỌ́JÚ ÌWÀ RẸ
Tọ́jú ìwà rẹ, ọ̀rẹ́ mi!
Ọlá a ma sí lọ n`ilé eni,
Ewà a sì ma sì l`ára enia,
Olówó òní `ndi olòsì b`ó d´ọ̀la
Òkun l`ọlá, òkun nìgbì ọrọ̀,
Gbogbo wọn l`o `nsí lọ nílé eni;
Ṣùgbón ìwà ni `mbá`ni dé sàréè,
Owó kò jẹ́ nkan fún `ni,
Ìwà l`éwà l`ọmọ enia.
Bí o l`ówó bí o kò ní `wà `nkó,
Tani jẹ́ f´inú tán o bá s`ohun rere?
Tàbí bí o sì se obìrin rògbòdò,
Bí o bá jìnà sí ´wa tí èdá ´nfẹ́,
Taní jẹ́ fẹ́ a s`ilé bí aya?
Tàbí bí o jẹ́ oníjìbìtì enia,
Bi tilẹ̀ mo ìwé àmòdájú,
Taní jẹ́ gbé ´ṣé aje fún o ṣe?
Tọ́jú ìwà rẹ, ọ̀rẹ́ mi,
Íwà kò sí ẹ̀kọ́ d`ègbé,
Gbogbo aiye ni `nfẹ́ `ni t`ó jẹ́ rere.
Tradução
Cuide de suas maneiras, meu amigo!
A honra pode abandonar nossa casa,
e a beleza às vezes acaba.
O rico de hoje pode ser o pobre de amanhã.
A honra é como o mar, e também a onda da riqueza;
Ambas podem escapar de nossa casa.
Mas as boas maneiras acompanham-nos até o túmulo.
O dinheiro não é nada,
as boas maneiras é que são a beleza da humanidade.
Se você tem dinheiro, mas não se comporta bem,
quem irá confiar em você?
Ou se você é uma mulher muito linda,
mas não se comporta de maneira adequada,
quem desejará tê-la como esposa?
Ou ainda, se você é muito educado, mas engana as pessoas,
quem confiará em você para negócios?
Cuide de suas maneiras, meu amigo,
Sem bons modos, a educação não tem valor.
Todos amam uma pessoa que sabe se comportar.
Tọ́jú ìwà rẹ, ọ̀rẹ́ mi!
(Cuide de suas maneiras, meu amigo!)
Ọlá a ma sí lọ n`ilé eni,
(A honra pode abandonar nossa casa)
Ewà a sì ma sì l`ára enia,
(e a beleza às vezes acaba)
Olówó òní `ndi olòsì b`ó d´ọ̀la
(O rico de hoje pode ser o pobre de amanhã)
Òkun l`ọlá, òkun nìgbì ọrọ̀,
(A honra é como o mar, e também a onda da riqueza)
Gbogbo wọn l`o `nsí lọ nílé eni;
(Ambas podem escapar de nossa casa.)
Sùgbón ìwà ni `mbá`ni dé sàréè,
(Mas as boas maneiras acompanham-nos até o túmulo)
Owó kò jẹ́ nkan fún `ni,
(O dinheiro não é nada)
Ìwà l`éwà l`ọmọ enia.
(as boas maneiras é que são a beleza da humanidade.)
Bí o l`ówó bí o kò ní `wà `nkó,
(Se você tem dinheiro, mas não se comporta bem)
Tani jẹ́ f´inú tán o bá s`ohun rere?
(quem irá confiar em você?
Tàbí bí o sì se obìrin rògbòdò,
(Ou se você é uma mulher muito linda)
Bí o bá jìnà sí ´wa tí èdá ´nfẹ́,
(mas não se comporta de maneira adequada)
Taní jẹ́ fẹ́ a s`ilé bí aya?
(quem desejará tê-la como esposa?)
Tàbí bí o jẹ́ oníjìbìtì enia,
(Ou ainda, se você é muito educado,)
Bi tilẹ̀ mo ìwé àmòdájú,
(mas engana as pessoas)
Taní jẹ́ gbé ´ṣé aje fún o ṣe?
(quem confiará em você para negócios?)
Tọ́jú ìwà rẹ, ọ̀rẹ́ mi,
(Cuide de suas maneiras, meu amigo,)
Íwà kò sí ẹ̀kọ́ d`ègbé,
(Sem bons modos, a educação não tem valor)
Gbogbo aiye ni `nfẹ́ `ni t`ó jẹ́ rere.
(Todos amam uma pessoa que sabe se comportar.)
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