quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lições de língua yorùbá – Lição 4/12 - Ẹ̀kọ́ Mẹ́rin/Éjìlá

Lições de língua yorubá – Lição 4/12
(Àwọn ìwé ẹ̀kọ́ èdè yorùbá – Ẹ̀kọ́ Mẹ́rin/Éjìlá)

Data: 22/10/2011, Limeira-SP.

Professores:
Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogueira
Prof. Mestre José Benedito de Barros


Pontos Línguísticos

Questões afirmativas /Negativas
Túnjí wà ń´lé – Tunji está em casa.
O lọ sọ́jà – Você foi ao mercado.
Dele ni ọ̀rẹ́ Túnjí – Dele é amigo de Tunji.

Questões interrogativas
ṣé Túnjí wà ń´lé? – Tunji está em casa?
ṣé o lọ sọ́jà? – Você foi ao mercado?
ṣé Dele ni ọ̀rẹ́ Túnjí – Dele é amigo de tunji?

Respostas possíveis
Bẹ́ẹ̀ ni, Túnjí wà ń´lé - Sim, Tunji está em casa.
Rárá, Túnjí kò si ń´lé. - Não, Tunji não está em casa.
Bẹ́ẹ̀ ni, mo lọ sọ́jà – Sim, eu vou ao mercado.
Rárá, N kò lọ sọ́jà – Não, eu não vou ao mercado.

Mo para Kò – mudança pronominal
Bẹ́ẹ̀ ni, Dele ni ọ̀rẹ́ Túnjí.
Rárá, Dele kọ́ ni ọ̀rẹ Túnjí

Tipo de verbo - Forma negativa
Verbos regulares: Ex.:lọ (ir) - kò lọ
Wà (Estar em um lugar) - kò si
Ni (Ser alguém ou alguma coisa - kọ́ ni

Gbogbo ènìyàn ni a bi ní òmìnira; iyì àti ẹtọ kọọ̀kan sì dọ́gba. Wọn ní ẹbùn ti làákàyè àti ti ẹrí-ọkàn, ó si yẹ ki wọn ó máa hùwà si ara wọn gẹgẹ bi ọmọ ìyá.

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Eles são adotados de razão e consciência e deve atuar, com o espírito de fraternidade, para uma sociedade mais igual.

Números
Cardinais
1 - ọ̀kan – ení - mení
2 – éjì - méjì
3 - ẹ́tà - mẹ́tà
4 - ẹ́rin - mẹ́rin
5 – àrun - màrun
6 - ẹ́fà - mẹ́fà
7 – éje - méje
8 - ẹ́jọ - mẹ́jọ
9 - ẹ́sàn - mẹ́sàn
10 - ẹ́wà - mẹ́wà


Ordinais
Primeiro – èkíní
Segundo – èkejì
Terceiro - ẹkẹta
Quarto - ẹkẹrin
Quinto – èkarùn
Sexto - ẹkẹfà
Sétimo – èkeje
Oitavo - ẹkẹjọ
Nono - ẹkẹsàn
Décimo - ẹkẹwà

Tons
O idioma yorùbá é tonal. Essa tonalidade é marcada no texto por àmì,“marcas” próprias, chamadas em português, de assento.
Para marcar o tom alto há o àmì-òke (´); para marcar o tom médio, não há àmì; para marcar o tom baixo há o àmì-ìsale (`).
Vejamos abaixo.

Bẹ́ – Tom alto, correspondente à nota “mi” da escala musical (pular).
Bẹ - Tom médio, correspondente à nota “ré” da escala musical (ser intruso).
Bẹ̀ – Tom baixo, correspondente à nota “dó” da escala musical (pedir desculpas).
Tápà – Tom alto e tom baixo, com as notas “mi” e “dó” (grupo étnico africano).
Tàpá – Tom baixo e tom alto, com as notas “dó e “mi” (bater).

Concepção yorùbá de ser humano
Ajàlá – o oleiro universal, o fazedor de cabeças. Ele faz cabeças, umas diferentes das outras.
Ará – corpo físico.
Ìwà pẹlẹ - caráter.
ọ̀kan – coração
Ẹ̀mi - sopro de vida.
Arẹ́ – força coletiva.
Orí – cabeça física.
Ṣá – guardar

Orí + ṣá = guardar a cabeça

Frase:
Ìwà rẹ layẹ yii ni yòó da o lejo.
(Seu caráter na terra proferirá sentença contra você).

A fala é divinamente exata. Convém ser exato com ela.
A língua que falsifica a palavra vicia o sangue daquele que mente.
(Poema ritual cantado ...)

Vocabulário

Màmá – mãe
Bàbá – pai
Ẹ̀gbọ́n – irmão mais velho
Èwé – livro
ọ̀sán – tarde
ọ̀rẹ́ – amigo
Ẹ̀kọ́ – lição.
Ifẹ́ - amor
Màá – marca de futuro.
Kò ní – (ele, ela) – não ter

Diálogo

1.DÉLÉ – Báwo ni nǹkan?
2.OLÚ – Dáadáa ni. Ṣé àlàáfíà ni?
3.DÉLÉ – Àlàáfíà ni.
4.OLÚ – Níbo l`ò ǹ lọ?
5.DÉLÉ – Mo ǹ lọ s`ọ́jà.
6.OLÚ - Ṣé o lè ra búrẹ́dì fún mi?
7.DÉLÉ – Rárá.
8.OLÚ – Kí l´ó dé?
9.DÉLÉ – N ò lówó. Má bínú.
10.OLÚ – Kò burú. Ó dàbọ̀.
11.DÉLÉ - Ó dàbọ̀.

Tradução
1.Como vão as coisas?
2.Bem. Tudo bem?
3.Tudo bem.
4.Aonde você vai?
5. Eu vou ao mercado.
6. Você pode comprar pão para mim?
7. Não.
8. Por quê?
9. Eu não tenho dinheiro. Não me irrite.
10. Sem problemas. Tchau.
11. Tchau.

Ó dàbọ̀ Gbogbo!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Lições de língua yorùbá – Lição 3/12 - Ẹ̀kọ́ Mẹ́tà/Éjìlá


(Foto: Professor Sidnei, em pé, Professor José Benedito, abaixado, no centro, e alguns alunos do curso de língua yorúbá em Limeira, 15/10/2011.)

Lições de língua yorubá – Lição 3/12
(Àwọn ìwé ẹ̀kọ́ èdè yorùbá – Ẹ̀kọ́ Mẹ́tà/Éjìlá)

Professores:
Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogueira
Prof. Mestre José Benedito de Barros

Na aula do dia 15/10/2011, deu-se continuidade à lição 2/12
Primeiramente foram atribuídos nomes yorùbá aos alunos. Abaixo apresentamos alguns nomes yorùbás e seus significados. Gradativamente iremos acrescentar novos nomes.
Os nomes foram retirados do livro “Yoruba names: their structure and their meanings”, de Modupẹ Oduyọye, Ibandan: Daystar Press, 1972.
Descreveremos o nome, sua pronúncia aproximada em português (entre parêntesis) e em seguida seu significado também aproximado.
Adédọ̀tun (Adedótún) = A coroa se renova
Adéìyè (Adêie) = Coroa de salvação)
Adékẹ́mi (Adekémí) = A coroa cuida de mim
Adéọlá (Adeólá) = Coroa da honra
Ayọ̀ọlá (Ayóólá) = A alegria da honra
Babalọlá (Babalólá) = O pai é fonte de honra
Babábùnmi (Babábunmi) = O pai me deu
Babátúndé (Babatundê) = O pai retornou
Ìkẹ́olú (Ikéolú) = O cuidado de Deus
Ilésanmí (Ilesanmí) = A casa me beneficia
Káyọ̀dé (Kayódê) Aquele que traz alegria dentro de si
Modúpẹ́ (Modupé) – Eu agradeço
Olúbùmi (Olúbumi) – Deus me deu
Olúfẹ́mi (Olúfémi) = O Senhor (Deus) me ama
Olúfùnláyọ̀ (Olufunláyó) = Deus me deu alegria
Ọmọtúndé (Ómótundê) = Uma criança retornou
Ọpẹ́olú (Ópéolú) = Graças a Deus
Tiwaladé (Tiualadê) Nossa é a coroa.
Tolúlọpẹ́ (Tolulópé) = A Deus pertencem as graças
Yétundé (Yetundê) = A mãe retornou

Vocabulário
Gbọ́ = falar um idioma estrangeiro
Èdé Yorùbá – Idioma yorubá
Èdé Sípánííṣì – Idioma espanhol
Èdè Jámáànì – Idioma alemão
Èdè Òyìnbó/Gẹ̀ẹ́sì – Idioma inglês
Èdè Potogí –Idioma português
Èdè Faransé – Idioma Francês
Èdè Japaníìsì – Idioma japonês
Èdè ṣainíìsì – Idioma chinês
Èdè Hébérù – Idioma hebreu

Awọ́n Iyára ( Exercícios)
Eu te amo – Mo fẹ́ràn o.
Eu gosto de comer laranja – Mo fẹ́ràn lati jẹun ọsàn.
Nós queremos dormir – Àwa fẹ́ sun.
Nos queremos dormir muito - Àwa fẹ́ sun pùpọ̀.
Eles gostam de comer milho - Wọ́n fẹ́ràn lati jẹ agbàdó.
Eles chegaram rapidamente - Wọ́n dé sare.
Nós falamos yorùbá – Àwa sọ̀rọ̀ èdè yorùbá.
Eu respondo (presente) – Mo jẹ́.
Eu amo dormir muito todos os dias – Mo fẹ́ràn sùn púpọ̀ lójõjúmọ.
Nós entendemos muito – Àwa gbọ́ pùpọ̀.
Mo sọ̀rọ̀ díẹ̀ – Eu falo pouco.
Mo fẹ́ràn lati sun púpọ̀ – Eu gosto de dormir muito.
Mo fẹ́ràn lati jẹ ọ̀gẹ̀dẹ̀ – Eu gosto de comer banana.
O gbọ́ èdè Yorùbá – Você entende o idioma yorùbá.
Ẹ káàárọ ìyá. A dupẹ́ púpọ̀. Mo fẹ́ Jó pùpọ̀ – Bom dia, mãe. Muitíssimo obrigado. Eu quero dançar muito.
Pẹlẹ́ o ọ̀rẹ́ mi. Mo fẹ́ Sun – Olá meu amigo. Eu quero dormir.
Àwa jẹ okà pẹ̀lú búrẹ́dì – Nós comemos pasta de pirão com pão
Ẹ dé sáre – Vocês chegaram rapidamente.
Mo fẹ́ gbọ́ èdè yorùbá – Eu quero entender o idioma yorùbá.
Wọ́n fẹ́ràn lati jẹun agbàdó – Eles gostam de comer milho.

Pontos Línguísticos

Questões afirmativas /Negativas
Túnjí wà ń´lé – Tunji está em casa.
O lọ sọ́jà – Você foi ao mercado.
Dele ni ọ̀rẹ́ Túnjí – Dele é amigo de tunji.

Questões interrogativas
ṣé Túnjí wà ń´lé? – Tunji está em casa?
ṣé o lọ sọ́jà? – Você foi ao mercado?
ṣé Dele ni ọ̀rẹ́ Túnjí – Dle é amigo de tunji?

Respostas possíveis
Bẹ́ẹ̀ ni, Túnjí wà ń´lé - Si, Tunji está em casa.
Rárá, Túnjí kò si ń´lé. - Não, Tunji não está em casa.
Bẹ́ẹ̀ ni, mo lọ sọ́jà – Sim, eu vou ao mercado.
Rárá, N kò lọ sọ́jà – Não, eu não vou ao mercado.

Mo para Kò – mudança pronominal
Bẹ́ẹ̀ ni, Dele ni ọ̀rẹ́ Túnjí - Sim, Dele é amigo de Tunji.
Rárá, Dele kọ́ ni ọ̀rẹ Túnjí - Não, Dele não é amigo de Tunji.

Tipo de verbo - Forma negativa
Verbos regulares: Ex.:lọ (ir) - kò lọ (não ir)
Wà (Estar em um lugar) - kò si (não estar)
Ni (Ser alguém ou alguma coisa - kọ́ ni (não ser)


Para ter acesso ao material completo do curso, o aluno deverá levar à aula um CD ou DVD virgem para gravação dos textos (livro, dicionário) e também do áudio.

Ò dàbọ̀!
(José Benedito de Barros)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Lições de língua yorùbá – Lição 2/12 - Ẹ̀kọ́ Méji/Éjilá


(Foto: Professor Sidnei, em pé, Professor José Benedito, abaixado, no centro, e alguns alunos do curso de língua yorúbá em Limeira, 08/10/2011.)
Lições de língua yorubá – Lição 2/12
(Àwọn ìwé ẹ̀kọ́ èdè yorùbá – Ẹ̀kọ́ Méji/Éjilá)
Professores:
Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogueira
Prof. Mestre José Benedito de Barros

Na aula do dia 08/10/2011, deu-se continuidade à lição 1/12
Primeiramente foi trabalhado o orin (cantiga) Agbe ló l´aró.
Agbe ló l´aró
Kìí ráhùn aro
Àlùkò ló l´osùn
Kìí ráhùn osùn
Lékèélékèé ló l` ẹfun
Kìí ráhùn ẹfun
ọ̀ṣun lékèé o dá mi o
Káwa má ráhùn owo
Káwa má ráhùn ọmọ
Àṣẹ! Àṣẹ! Àṣẹ!


Glossário:
Agbe ló l´aró = o pássaro agbe é o dono do aro (índigo, uma espécie de cor azul)
Kìí ráhùn aro = nunca lhe falte o índigo
Àlùkò ló l´osùn = o pássaro àlùkò é o dono do osùn (vermelho, extraído de planta, como o urucum no Brasil)
Kìí ráhùn osùn = nunca lhe falte o osùn (usado para tratamento de pele)
Lékèélékèé ló l` ẹfun = o pássaro Lékèélékèé ló (pássaro branco com penas e pescoço longos) é o dono da cor branca (giz)
Kìí ráhùn ẹfun = que nunca falte a cor branca
ọ̀ṣun lékèé o dá mi o = que Oxum me abençoe
Káwa má ráhùn owo = (oração) que nunca nos falte riqueza
Káwa má ráhùn ọmọ = que nunca nos falte filhos.

Lição para os alunos: fazer uma versão em português do texto.
Formação de frases utilizando todos os pronomes pessoais na forma contracta, alguns verbos, substantivos,advérbios e preposição, no tempo verbal presente do indicativo.

Pronomes: Mo (eu), O (você), Ó (ele, ela), a ou àwa) nós, ẹ (vocês, vós), wọ́n (eles, elas)
Verbos = sọ̀rọ̀ (falar), fẹ́ (querer), fẹ́ràn (amar, gostar) jẹ́ (responder), Sùn (dormir), Jó (dançar), jẹ́un e jẹ́ (comer), dé (chegar), gbọ́ (entender; falar um idioma estrangeiro).
Advérbios: púpọ̀ (muito), díẹ̀ (pouco), sáre (correndo, rapidamente), lójõjúmọ (todos os dias).
Preposição = lati (de).
Substantivos: ọ̀gẹ̀dẹ̀ (banana), agbàdó (milho), ọsàn (laranja), ìrẹ́sì (arroz), okà (pasta de inhame, pirão), búrẹ́dì (pão), ẹran (carne).

Vocabulário da sala de aula
Espalhamos algumas palavras e expressões nas paredes da sala de aula. Segue abaixo lista das palavras com o respectivo significado.
A dúpẹ́- Nós agradecemos. Obrigado!
A dúpẹ́ púpọ̀! – Nós agradecemos muito! Muito obrigado!
Ágo = com licença (forma abreviada).
Ágo yà = licença concedida.
Akọ́wẹ́ – Escritor.
Àwọn Akẹ́kọ - Alunos.
Àwọn Akọ́wẹ́ – Escritores
Àwọn olùkọ́ – Professores
Báwo ni nǹkan?- Como vão as coisas?
Dáadáa ni – Bem.
Dìde – Estar em pé, levantar-se.
Dúpẹ́! – Obrigado! Agradecer.
Ẹ jọ̀wọ́ – Por favor! Faça o favor!
Ẹ káàárọ! = Bom dia!
Ẹ káàsàn! Boa tarde (até as 16 horas)!
Ẹ káàbọ̀ – Seja bem vindo!
Ẹ kúùrọ̀lẹ́! = Boa tarde (das 16 às 19 horas).
Ẹ kàalẹ́! = Boa noite (após as 19 horas).
Kí l´orúkọ rẹ̀? - Qual é seu nome?
Mo lọ sọ́jà – Eu vou ao mercado (presente). Eu fui ao mercado (passado).
Mo lọ sọ́jà làná -Eu fui ao mercado ontem.
Mo lọ ti sọ́jà - Eu já fui ao mercado.
N lọ sọ́jà - Eu não vou ao mercado (presente). Eu não fui ao mercado (passado)
Olufẹ - querido, querida, namorado, namorada, amor.
Olùkọ́ - Professor
Orúkọ mi ni ... – Meu nome é ...
Yàgo – Com licença. O mesmo que Ágo.
Wá ńbí = Wá níbí – Venha aqui!

Lição para trazer para a próxima aula: formar dez frases utilizando os conhecimentos adquiridos até o momento.
A próxima aula será no sábado, 15/10, das 9 às 13 horas, na Rua Senador Vergueiro, 122, Limeira-SP.
Para ter acesso ao material completo do curso, o aluno deverá levar à aula um CD ou DVD virgem para gravação dos textos (livro, dicionário) e também do áudio.

Ò dàbọ̀!
(José Benedito de Barros)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lições de língua yorùbá – Lição 1/12 - Ẹ̀kọ́ ọ̀kan/Éjilá


(Foto: Professor Sidnei, em pé, Professor José Benedito, abaixado, no centro, e alguns alunos do curso de língua yorúbá em Limeira, 08/10/2011.)
Lições de língua yorubá – Lição 1/12
(Àwọn ìwé ẹ̀kọ́ èdè yorùbá – Ẹ̀kọ́ ọ̀kan/Éjilá)

Professores:
Prof. Dr. Sidnei Barreto Nogueira
Prof. Mestre José Benedito de Barros

No curso de língua yorùbá que estamos realizando em Limeira-SP, adotamos como texto base o livro Colloquial Yoruba: The Complete Course for Beginners, de Antonia Yétúndé Folàrín Schleicher, publicado em Nova York e Londres, pela Editora Routledge em 2008. Acompanha o livro, áudio da pronúncia. Estamos utilizando texto bilíngue (inglês e yorubá).
Para sanar eventuais dificuldades de alunos e demais interessados no idioma yorubá, publicaremos neste blog, resumos dos conteúdos do livro mencionado, bem como do curso ministrado em Limeira-SP.
A primeira unidade do livro tem como títuo “N´ílé ọ̀rẹ́”(Na casa de um amigo).
O título é, na verdade, uma forma reduzida da frase “Ni ilé ọ̀rẹ́”.
Quanto à pronúncia, há uma certa dificuladade de transcrição, pois, como o yorubá é uma língua tonal, signficando que cada sílaba pode ter uma “nota”, no sentido musical do termo, o que podemos fazer é um esforço para chegar o mais próximo possível da pronúncia correta. Feitas estas ressalvas, vamos às pronúncias. Para “N´ílé ọ̀rẹ́ ”, temos: “um ilê óré”. Para “Ni ọ̀ọ̀rẹ́”, temos: “Ni ilê óré”.

Primeiro dia de aula do curso de língua yorùbá, em Limeira-SP, foi um sucesso.

O curso de Yorùbá em Limeira teve início neste sábado, 01/10/2011. Estão inscritos até o momento 40 pessoas. Trata-se de um público plural em vários sentidos: há negros e brancos; há cristãos, membros do candomblé, da umbanda e os que se definem “sem religião definida”. Há alguns que se definem como membro de mais de um religião, no caso, uma de matriz africana e outra cristã. A pluralidade também se verifica na idade, variando de sete a setenta.
O curso está sob a coordenação do Professor Mestre José Benedito que dará acompanhamento aos alunos para que o objetivo do curso seja alcançado, ou seja, que o aluno consiga ao final do curso se expressar no idioma yorùba, na fala, na escrita, na leitura e no canto.
A aula inaugural contou com o trabalho do Professor Doutor Sidnei Barreto Nogueira que conseguiu empolgar a todos para o aprendizado da língua yorùbá.
O professor sidnei procurou situar o idioma yorùbá no contexto africano, salientando que, há pelo menos vinte versões da língua yorùbá. Isso significa que podemos encontrar usuários da língua yorùbá, que apresentem diferenças de pronúncia das palavras, de escrita e de leitura. Caso típico é a palavra “omi”, que significa água. Para alguns usuários da língua, a pronúncia é “omi”, mas para outros é “omin”. Mas tanto num caso como em outro a escrita permanece igual, ou seja, “omi”. Sabe-se, porém, que no Brasil, em geral, escreve-se “omin” e lê-se, igualmente, “omin”.
O conteúdo da aula do Professor
Primeiro texto

Aṣeṣe mo júbà
Odẹ́ Arole lọ vi wá
Aṣeṣe = o início de tudo
Mo = eu
Jú = sem tradução
Bà (palavra que se origina de ìbà): respeito.
Mo júbà = Eu respeito = meus respeitos
Odẹ́ Arole: divindade (A primeira palavra “odẹ́”, significa “caçador”. Assim “Odẹ́ Arole” deve ser uma divindade caçadora.
lọ = ir
bi = nascer
Wá = nos.
Aṣeṣe = ritual fúnebre, pêsames, homenagem ao falecido.
Podemos traduzir assim.
Aṣeṣe, Meus respeitos.
A divindade (...) vai nascer em nós.
Cometário: O Aṣeṣe é um conjunto de rituais de vários dias antes do enterro do falecido. Trata-se de um velório prolongado.

O alfabeto e os sons do idioma yorùbá
Enquanto em português nós falamos “a,b,c”, no idioma yorùbá, falamos “a,b,d” (a, bi, di)

Letra Nome Pronúncia Exemplo Prunúncia Tradução
a A A A A A, nós
B Bi B Bàbá Babá Pai
D Di D Didi Didi Impedir
E E E Edé Edê Camarão
ẹ É É ẹ̀bẹ̀ ÉBÉ Oração, Súplica
F Fi F Funfun Funfun Branco
G Gi Gue Ga Ga Grande, ato
Gb Gbi B (forte) Gbà Ba Guardar, prender
H Hi RR halẹ̀ Ralé Ameaçar
I I I Ilé Ilê Casa
J Ji Dji Jalê Djalê Roubar
K Ki K kọ́ Kó Aprender, ensinar
L Li L Lalẹ́ Lalé Tarde
M Mi M Imú Imu Nariz
N Ni N Inú Inu Ventre
O O O Òjò Ojô Chuva
Ọ Ọ Ọ Ọjọ́ Ódjó Dia
P Pi P (forte) Ipò Ipô Lugar
R Ri R Rárá Rara Não
S Si S Sáré Sarê Correr, vir rapadidamente
Ṣ Ṣi X, ch àṣà Axá Costume
T Ti T Ata Atá Pimenta
U U U Ìlú Ilú Vila
W Wi W Walé Ualê Recobrir
Y Yi Y Ìyá Iiá Mãe

Palavras:
Olùkọ́ = Senhor ou dono do ensinar e do aprender = professor.
Oluṣe = Senhor ou dono do fazer = professor


N´ílé ọ̀rẹ́ (pronúncia: Nilê Óré)
(Na casa de um amigo)

Diálogo
Kúnlé pára na casa de Tunji para lhe dar um olá, mas Tunji não está em casa. A mãe de Tunji fala com Kunle.
Kúnlé (pronuncia-se: Kunlê)
Tunji (pronuncia-se Tundjí)
KÚNLÉ - Ẹ kúùròlẹ́ Mà.
(Pronúncia: É Kuurolé má)
MÀMÁ TÚNJI - ÒO, Ẹ kúùrọ̀lẹ́. Báwo ni nǹkan?
(Pronúncia: Oô, Ẹ Kuurolé. Báuô ni uncan?)
KÚNLÉ - Dáadáa ni. Ẹ jọ̀ọ́ mà. Túnjí ǹkọ́? Ṣé ó wà n´lé?
(Pronúncia: Dáadáa ni. É djóó má. Tundji unkó. Xê o uá unlê?)
MÀMÁ TÚNJI – Rárá, kó si ǹ´lé. Ó lọ sọ́dọ̀ ọ̀rẹ́ ẹ̀ Délé.
(Pronúncia: Rárá, kosi unlê. O ló sódó óré é Delê)
KÚNLÉ - Kò burú, mo máa padà wá. Ẹ ṣé, ó dàbọ̀ Mà.
(Pronúncia: Ko burú, mo máa páda wá. É Xe, o dabó má)
MÀMÁ TÚNJÍ – Kò tọ́pẹ́. Ó dàbọ̀.
(Pronúncia: Ko topé. O dabó)

KÚNLÉ - Boa noite, madame (Senhora).
MÀMÁ TÚNJÍ - Sim, boa noite. Como estão as coisas?
KÚNLE - Bem. Por favor madame (Senhora), onde está Tunji? Ele está em casa?
MÀMÁ TÚNJÍ - Não, ele não está em casa. Ele foi à casa de seu amigo Dele.
KÚNLÉ - Sem problema, eu voltarei. Obrigado (respeitoso-honorífico). Tchau Madame.
MÀMÁ TÚNJÍ - Não por isso. Tchau.

Orin (música, cantiga)
Mo nbọ ṣe loko (Pronúncia: Monbó Xe lokô)
Mo nbọ ìyá, mo nbọ ìyá. (Monbó ia, mombó ia)
--------------------
Mo = eu
nbọ = adorando (bọ = adorar)
ṣe = produzir
oko = sítio, fazenda
ìyá = mãe.

Vocabulário (exercício de casa)

ẹ = vocês (vós, vosso, vossa)ou pronome honorífico “você ”
kúùrọ̀lẹ́ = boa tarde (das 16 às 19 h)
báwo ni = como estão ...?
nǹkan = coisas
dáadáa ni = boas, bem
ẹjọ̀ọ́ = você,vocês, vós, por favor!
Mà = Madame, Senhora
... ǹkọ́ = como está, onde está?
Ó = ele, ela
Wà = estar (em um lugar)
N´lé = em casa
Rara = não
Kò = expressão negativa (não).
Kò sí = não estar (em um lugar)
lọ = ir
sọ́dọ̀ = em um lugar
ọ̀rẹ́ = amigo
ọ̀rẹ́ ẹ́ = amigo dele, dela
kò burú = não tem importância, OK.
mo = eu
máa = termo para levar o verbo para o futuro, como “Will” em inglês.
padá wá = retornar
ó dàbọ̀ = Tchau
ẹ ṣé = obrigado! (honorífico)
kò tọ́pẹ́ = não há de que, de nada.


Até a próxima aula, dia 08/10/2011.

Ò dàbọ̀!
(José Benedito de Barros)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Curso de Yorùbá (nagô) acontecerá em Limeira-SP, Brasil, a partir de 01/10, sábado

Conhecida no Brasil como língua do povo nagô, língua da nação ketu ou ainda língua dos orixás, o idioma yorubá (èdè Yorùbá) é uma língua nativa africana, falado por mais de 30 milhões de pessoas. Trata-se da língua falada pelos yorubás, povo africano originário da Nigéria e países vizinhos. No Brasil o yorùbá é muito utilizado nos templos religiosos de cultura africana.

O IEG de Limeira está cadastrando interessados em curso de língua Yorubá.
O cadastro tem como objetivo levantar a demanda para este tipo de curso.

Os interessados devem entrar em contato com o IEG por email manifestando que querem fazer o curso. O IEG responderá o email com uma ficha de cadastro que deverá ser preenchida (uma ficha para cada interessado) e devolvida também por email.

O curso será realizado ainda este ano em Limeira pela Prefeitura Municipal, previsto para 01/10, sábado, das 9 às 12h30. Serão 12 sábados de curso, num total de 40 horas. Os professores serão: Olùkó (Professor) Mestre José Benedito de Barros (Unesp) e o Prof. Dr. Sidney Barreto Nogueira (USP).

O curso é gratuito e os participantes que o concluirem receberão certificado.
IEG – Instituto Educacional Ginga
Limeira – SP


Email do IEG: ieglimeira@gmail.com
Emails do Olùkó José Benedito: jbenebarros@yahoo.com.br ou josedeoxala@hotmail.com

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Chiquinho Loredo (24/07/1938 – 25/07/1988)

(Depoimento de José Benedito de Barros sobre o pai, o Chiquinho)

Francisco Loureiro de Barros (Chiquinho, para a família e Chiquim Loredo ou Seu Chico, para os conhecidos e amigos) nasceu na cidade de Itapeva-SP no dia 24 de julho de 1938 e faleceu em Limeira-SP, no dia 25 de julho de 1988, portanto, com 50 anos e 1 dia.

Estou falando de meu pai, uma pessoa por quem tenho grande admiração.
Seu pai era José Pedroso de Barros; sua mãe, Julia Loureiro da Conceição. O casal Loureiro de Barros teve sete filhos: João Loureiro de Barros, Joaquim Loureiro de Barros, Francisco Loureiro de Barros, Antonio Loureiro de Barros, Marcos (que morreu novinho), Isabel Loureiro de Barros e Maria Loureiro de Barros.
Todos já faleceram. O último foi o tio Antonio, que faleceu em 2005, em Itapeva-SP. Tio Antonio teve dois filhos: Edson Loureiro de Barros, que mora em Pirapitingui (Itu-SP) e Marcos Loureiro de Barros (Itu-SP).

Chiquinho me contou algumas vezes que perdeu o pai muito cedo. Ele chegou a mencionar que tinha em torno de cinco anos. Foi criado só pela mãe.
Chiquinho começou a trabalhar muito cedo nas lavouras de arroz, feijão, café e outras. Vivia numa região muito pobre. Assim, um dia, que acredito tenha sido na década de 50, Dona Júlia juntou os filhos e se mandou para o Norte do Paraná. Nas palavras de Chiquinho, foram “colher dinheiro com o rastelo”. Trata-se de uma metáfora. O rastelo é uma ferramenta agrícola utilizado na colheita do café. Mas, naquela época o café já estava em crise. A cana de açúcar estava se tornando a cultura mais forte na região. Chiquinho passou gradativamente das lavouras de café para as lavouras de cana, capinando, preparando o terreno, plantando,cortando, ajudando no carregamento, sendo tratorista e, finalmente, motorista.

Chiquinho conheceu Cida – Maria Aparecida Campezone no Norte do Paraná. A família Campezone (Campezoni) morava em Itambaracá e a família Loureiro de Barros circulou por algumas cidades da região até fixar-se em Bandeirantes (Fazenda São Luiz e depois Usina Bandeirantes). A família Campezone também havia migrado de Itapeva-SP. Casaram-se em 1959 e construíram uma família com sete filhos: José Benedito de Barros, Benedito Aparecido de Barros, Pedro Loureiro de Barros, Donizete Loureiro de Barros, Cláudia Maria de Barros, Maria Carma de Barros e Marcos Loureiro de Barros.

Chiquinho sempre incentiva os filhos a estudar. Dizia que não teve oportunidade de frequentar esola. Só sabia o básico. Ele entendia que o conhecimento deveria ser sempre buscado. Sua frase preferida era: “conhecimento não ocupa lugar”. Esta frase é bem conhecida pelos seus filhos, principalmente os mais velhos.

Gostava de uma pinguinha. Se era hora de refeição, tomava para abrir o apetite; se estava frio, era para esquentar; se estava calor, era para refrescar; se era hora de dormir, tomava para vencer a insônia ... Eram muitas as justificativas. Chegamos a ter alguns problemas por causa da “marvada”. Próximo do final da vida ele já havia reduzido muito o consumo de bebida alcoólica.

Depois de muitos anos de luta no Paraná, com os filhos todos adultos, a família se mudou para Limeira-SP em 1987, para melhorar de vida. Nessa época Chiquinho começo a sentir dores constantes nas pernas. Para aliviar o sofrimento tomava injeções receitadas por seu médico. Em 22 de julho de 1988 tomou injeção e começou a passar mal. Levei-o ao hospital no dia 23, num sábado. Ele faleceu na segunda-feira, dia 25 de julho dia do trabalhador rural, um dia após o aniversário de nascimento. Tinha 50 anos e um dia.Morreu jovem ainda, mas já estava bem cansado.

Ficou para nós, seus filhos, o exemplo de um pai trabalhador, honesto, calmo, risonho e muito querido. Sempre nos lembramos dele com muito carinho, principalmente de suas histórias, de seu exemplo, de seus conselhos e das grandes gargalhadas.

domingo, 3 de julho de 2011

Língua Yorubá - os numerais - Èdè Yorùbá - Àwọn nọ́ńbà

O Yorubá é uma língua falada em alguns países africanos (Nigéria ...)e do continente americano (Brasil e outros).

Àwọn nọ́ńbà – Numerais
A numeração, em Yorùbá, tem base decimal, todavia, na composição dos nomes dos números foram usados os múltiplos de vinte. Vamos conhecer, inicialmente, os nomes dos algarismos em Yorùbá. Memorize-os!
0 - òdo
1 - ọ̀kan – ení - mení
2 – éjì - méjì
3 - ẹ́tà - mẹ́tà
4 - ẹ́rin - mẹ́rin
5 – àrun - màrun
6 - ẹ́fà - mẹ́fà
7 – éje - méje
8 - ẹ́jọ - mẹ́jọ
9 - ẹ́sàn - mẹ́sàn
10 - ẹ́wà - mẹ́wà
11 - ọ̀kanlá - mọ̀kanlá
12 – éjìlá – méjìlá
13 - ẹ́tàlà = mẹ́tàlà
14 - ẹ́rinlá - mẹ́rinlá
15 - ẹ́ẹdógun - mẹ́ẹdógun
16 - ẹ́rìndilógún - mẹ́rìndilógún
17 - ẹ́tàdílógún - mẹ́tàdílógún
18 – éjìdílogún – méjìdílogún
19 - ọ̀kàndílogún - mọ̀kàndílogún
20 – ogún
21 - ọ̀kànlélógún - mọ̀kànlélógún
22 – éjìlélógún – méjìlélógún
23 – ẹ́tàlélógún - mẹ́tàlélógún
24 - ẹ́rìnlélógún - mẹ́rìnlélógún
25 – árùndínlọ́gbọ̀n - márùndínlọ́gbọ̀n
26 – ẹ́rìndínlọ́gbọ̀n - mẹ́rìndínlọ́gbọ̀n
27 – ẹ́tàdìnlọ́gbọ̀n - mẹ́tàdìnlọ́gbọ̀n
28 - éjìdínlọ́gbọ̀n - méjìdínlọ́gbọ̀n
29 - ọ̀kandínlọ́gbọ̀n - mọ̀kandínlọ́gbọ̀n
30 - ọ́gbọ̀n
31 - ọ̀kànlélọ́gbọ̀n - mọ̀kànlélọ́gbọ̀n
32 - éjìlélọ́gbọ̀n - méjìlélọ́gbọ̀n
33 - ẹ́tàlélọ́gbọ̀n - mẹ́tàlélọ́gbọ̀n
34 - ẹ́rìnlélọ́gbọ̀n - mẹ́rìnlélọ́gbọ̀n
35 – árùndínlógójì - márùndínlógójì
36 - ẹ́rìndínlógójì - mẹ́rìndínlógój
37 - ẹ́tàdìnlógójì - mẹ́tàdìnlógójì
38 – éjìdínlógójì - méjìdínlógójì
39 - ọ̀kandínógójì - mọ̀kandínógójì
40 – ogójì
50 - aádọ́ta
60 – ọgọ́ta
70 – àádọ́rin
80 – ọgọ́rin
90 - àádọ́rùn
100 - ọgọ́run
200 - igba
300 – ẹgbẹ̀ta
400 - irinwó
500 - ẹ̀ẹ́dẹ́gbẹ̀ta
600 - ẹgbẹ̀ta
700 - ẹ̀ẹ́dẹ́gbẹ̀rin
800 - ẹ́gbẹ̀rin
900 - ẹ̀ẹ́dẹ́gbẹ̀run
1000 - ẹgbẹ̀rún

(Fọlàrín Schleicher, Antonia Yétúndé. Colloquial Yoruba: The Complete Course for Beginners. First published 2008 by Routledge, 270 Madison Ave, New York, NY 10016
Simultaneously published in the UK.)